sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Quem paga o pato é o povo de Niterói..

Este é o 'bom momento' dos negócios feitos pela Ademi que premia os tops em construção em Niterói e revela:... 
(..)"Um levantamento feito pela Ademi-Niterói apontou que foram lançados, em 2010, 28 empreendimentos residenciais e comerciais no município, um total de 3.009 unidades. (..)
Nos últimos três anos, foram quase 90 novos empreendimentos em Niterói, com 9 mil unidades ao todo. Este ano, até julho, mais de 4.500 unidades foram lançadas."(..) (os grifos são de autoria deste blog)

http://odia.terra.com.br/portal/imoveis/html/2011/9/ademi_premia_tops_da_construcao_em_niteroi_196183.html
'Bom momento' para quem, cara pálida?!
O ônus para a população niteroiense é incalculável.

A começar pelo mais sutil. A memória do cidadão. Casas e mais casas são postas abaixo levando consigo a memória associada a uma rua, um bairro, a cidade como um todo. 
Pieguice!, dirão os empresários e os políticos que apóiam e lucram com essa investida desvairada sobre a cidade. 
Faz parte da saúde mental e emocional do cidadão um conjunto de valores com os quais ele possa se identificar e ter garantida sua percepção de pertencimento. Ter garantida a confiança que vive em comunidade - por mais que a violência oficial, incentive que isso não aconteça - mesmo que não fale com os vizinhos, não saiba seus nomes, não troque palavra no elevador, morra de medo de sair à rua.
Depois vem as questões não tão sutis e que afetam também a saúde dos indivíduos, como o aumento do barulho produzido por mais carros e mais gente circulando, mais sinaleiras de garagens apitando..; a poluição do ar, com mais engarrafamentos; e por fim, o mais óbvio e de estreita e total responsabilidade dos governantes, que são os serviços a serem prestados à população já existente e agora acrescida com uma população emergente, que é dar suporte a este acréscimo populacional com a infraestrutura sanitária - água, esgoto, drenagem; estrutura viária adequada; concessionárias para energia, telefone, internet, que geram problemas desde a carência do serviço em si, mas os estragos e remendos deixados pelas mesmas como calçadas irregulares, asfaltos remendados da pior maneira possível...sem falar da estrutura de saúde, educação para os novos moradores etc etc..a lista é quase interminável.
Mas as eleições vem aí e teremos oportunidade de ficar de olhos bem abertos e votarmos com a memória em dia.
A Ademi comemora mais dinheiro no bolso, que para os empresários é um grande sucesso e ainda acham que calam a boca de uns e outros com a geração de empregos... A cidade não suporta mais tanto descaso, nem incompetência com os votos dados em 2008.
E só para ilustrar - com uma 'bobagem' - esse buraco na rua Alvares de Azevedo quase esquina de rua Cel. Moreira César foi flagrado sexta-feira passada e hoje, 7 dias depois.. 
Nada aconteceu. Ele só aumentou de tamanho.

23set
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30 set

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lixo prejudica pesca na Praia de Itaipu, em Niterói

n'O Globo, com a colaboração da leitora Laura França publicada em 22/09/2011 às 19h07m


RIO - Em vez de peixe, lixo. É isso o que os pescadores da Praia de Itaipu, em Niterói, têm encontrado ao recolherem as redes lançadas ao mar, como mostra a leitora Laura França. O aumento de detritos na costa de Niterói nos últimos dois anos reduziu drasticamente o volume de pescado na região - cerca de 80%, segundo os pescadores. O prejuízo chega a R$ 700 por dia, de acordo com os trabalhadores.
A principal suspeita dos pescadores recai sobre as obras de dragagem do Porto do Rio, cujos detritos foram lançados a 20 quilômetros da costa niteroiense. Mas especialistas também apontam o aumento do poder aquisitivo da população e as correntes marítimas como fatores que contribuem para o avanço da poluição.
O procedimento realizado pela Companhia Docas com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) previa o lançamento de detritos em alto mar sob o monitoramento constante de um sistema desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Se o lixo fosse jogado a uma distância inferior aos 20 quilômetros previstos, a companhia seria avisada sobre a irregularidade, de acordo com o governo estadual. A dragagem, iniciada em 2009, terminou no início deste mês, segundo a Docas.
De acordo com a Associação Livre de Pescadores e Amigos de Itaipu (Alpai), é muita coincidência que o aumento do lixo tenha ocorrido junto ao início das obras, que têm o objetivo de aumentar o calado do porto para receber embarcações maiores.
- O despejo é feito em área aparentemente regular, mas as correntes marítimas têm trazido toneladas de lixo para a praia. Os pescadores ficam dias parados, limpando as redes. O prejuízo é grande - afirma Jorge Nunes de Souza, presidente da Alpai.
MAR DE LIXO:Sujeira na Baía de Guanabara afeta transporte nas barcas, diz concessionária

RELEMBRE:Tartaruga marinha morre em praia de Angra dos Reis
LEVANTAMENTO:Comissão vai avaliar risco ambiental em Itaipu



O secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que não há indícios de que o lixo encontrado pelos pescadores seja originário das obras do porto. A Companhia Docas tem a mesma opinião.
- Acredito que seja lixo flutuante ou de embarcações clandestinas. Mas vamos reforçar a fiscalização com apoio da Capitania dos Portos e da Marinha - disse Minc.
Correntes marítimas e consumo também influenciam
O biólogo marinho Abílio Soares Gomes, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), não descarta a suspeita levantada pelos pescadores, mas aponta outros fatores naturais que podem estar relacionados ao crescimento no volume de lixo:
- As correntes marítimas, ventos e outros fatores climáticos podem trazer lixo flutuante de muito longe.
Já para o oceonógrafo David Zee, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o avanço do poder de consumo da população seria um dos grandes culpados, principalmente por conta da falta de noção dos cariocas sobre o descarte adequado do lixo.
- O volume de lixo marítimo tem aumentado no Rio. Precisamos nos antecipar aos problemas inerentes ao crescimento econômico. E a questão da poluição dos oceanos é uma delas - observa Zee.
Para dirimir todas as dúvidas, a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) prometeu formar uma comissão para analisar o fundo do mar de Itaipu e diagnosticar se o despejo de resíduos no local é irregular.
Este texto foi escrito com a ajuda de um leitor do Globo.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/participe/mat/2011/09/22/lixo-prejudica-pesca-na-praia-de-itaipu-em-niteroi-925417019.asp#ixzz1ZNv6Lg4J
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Fusão de unidades ambientais (em Niterói) deve custar R$ 12 milhões

Vale conferir outras matérias postadas por este blog referentes a esta área:

http://www.desabafosniteroienses.com.br/2010/11/desapropriacoes-em-niteroiparte-i.html
e
http://www.desabafosniteroienses.com.br/2010/11/perigo-de-avanco-sobre-areas-de.html
 
n'OGlobo por Dandara Tinoco -24.09.2011

Antiga reivindicação de ambientalistas de Niterói, a fusão da Reserva Darcy Ribeiro com o Parque Estadual da Serra da Tiririca deve sair por R$ 12 milhões, segundo cálculos do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. A gestão da reserva está hoje a cargo do município. No entanto, a unidade não tem demarcação ou plano de manejo. Com a união das duas unidades - separadas fisicamente apenas pela Avenida Everton Xavier de Castro (Avenida Central) - , o governo estadual seria responsável por toda a área.
De acordo com Minc, um estudo demonstrou a viabilidade de anexar ao menos 70% da reserva ao parque. A verba de R$ 12 milhões, que pode vir da Câmara de Compensação Ambiental - que define a aplicação de recursos provenientes de contrapartidas por construções imobiliárias que tenham impacto ambiental -, seria utilizada para demarcação, sinalização de trilhas e construção de um centro de visitantes e de uma subsede, entre outras melhorias. Segundo o secretário, o levantamento estará nas mãos do governador Sérgio Cabral no início do mês. 
- O parque (da Serra da Tiririca) está dando certo, e os ambientalistas de Niterói reclamam, há pelo menos dez anos, que ninguém cuida da Darcy Ribeiro. Teríamos que aumentar o número de guarda-parques, além de construir uma subsede. Nosso estudo viu que temos condições de fazer isso. O município não está com condições, e nós estamos - afirma Minc.
Caso o projeto seja aprovado por Cabral, o governo estadual deve encaminhar um ofício para a prefeitura, que pode concordar ou não com a fusão.
Minc não descarta que o município continue participando da administração da área.
_Poderíamos fazer uma gestão bipartite. A prefeitura entraria com a parte de coleta seletiva e educação ambiental, por exemplo.
 Segundo fontes ligadas ao meio ambiente, o prefeito Jorge Roberto Silveira pode condicionar a fusão à exclusão de 300 hectares no entorno da Lagoa de Itaipu da área de proteção ambiental (grifo deste blog). Uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em dezembro do ano passado, determinou que a lagoa voltasse a ser responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente - INEA, passando a integrar o parque. A determinação foi no sentido oposto ao desejo de algumas construtoras
(grifo deste blog). A posssibilidade de excluir a Lagoa, no entanto, é descartada pela secretaria estadual do ambiente.
Presidente da Associação de Amigos da Reserva Ecológica darcy Ribeiro - AMADARCY, Ana Lemos comemora a proposta de fusão.
_Estou torcendo para que isso seja o mais rapidamente possível. Temos falado dessa possibilidade desde 2009. Estamos felizes de ver resultados do esforço que estamos fazendo. Vamos continuar cobrando, diz Ana, acrescentando que ambientalistas farão um apressão popular para que a proposta seja aceita pela prefeitura.
Abandono de carcaças, queimadas e armadilhas 

O Globo-Niterói este na reserva e constatou problemas de conservação. Uma carcaça de caminhonete foi encontrada na mata, onde foi instalada também uma pista para competições de bicicleta. Ambientalistas afirmam que é comum achar armadilhas na reserva, além de queimadas. Outro problema são as construções irregulares nos limites da unidade (grifo deste blog).
A prefeitura de Niterói informou que ainda não foi comunicada oficialmente do assunto e que
só irá se pronunciar quando isso ocorrer .