sábado, 2 de julho de 2011

Este nosso Brasil - por Lya Luft

Por considerar especialmente oportuno, republico texto da escritora Lya Luft na Revista Veja -edição 2222- de 22 junho de 2011




Não gosto do meu ceticismo e assombro diante de muitas coisas, no que diz respeito ao Brasil, mas eles existem. Cada vez mais me espanto, e cada vez menos acredito. Não funciona, comigo, aquela conhecida frase dos mais velhos "a mim, nada mais me espanta". Pois a mim tudo ainda me choca, ou intriga, faz rir ou chorar ou me indignar como sempre, pois, vivendo mais, conheço mais as dores humanas, nossa responsabilidade, nossa miséria, nosso dever de solidariedade e trabalho, a necessidade de competência e honradez, de exemplo e seriedade. Seja como for, coisas bizarras acontecem neste Brasil nosso tão amado e tão negligenciado. Ao qual faltam, quem sabe, atenção, consciência, indignação, exigências junto dos que nos lideram ou governam, ou representam, educam ou deveriam educar, amparam ou deveriam amparar.
Outro dia escrevi sobre o tal livro com erros de português, metade aplaude, metade diz que a gente não entendeu nada, ou que é isso mesmo. Autoridades fazem as mais estapafúrdias afirmações. Logo apareceram outros livros escolares com erros crassos. Não são novidade livros didáticos com erros, e ninguém dava bola. Ninguém percebia, quem percebia ficou na moita, para que se incomodar? O mundo é assim, a vida é assim, o Brasil é assim. Aí eu protesto. O Brasil é bem melhor que isso, mas tem gente que gosta que ele pareça assim, alegrinho, divertido, hospitaleiro e alienado. Afasta preocupações e cobranças, e atrai turistas.

No governo, no Senado, na Câmara, pessoas altamente suspeitas, condenadas ou não, sendo processadas ou não, continuam em altos cargos ou voltam a eles, e são aplaudidas de pé enquanto nós, os que tentamos ser honestos e pagamos pelo circo todo trabalhando às vezes até o anoitecer da vida e das forças, se não cuidarmos levamos multa cuspida, advertência, punição, ainda que esta venha através de impostos cruéis.

Às vezes parece que nem sabemos direito quem nos governa, quem são os lideres, os grandes cuidadores do país. Saber causaria angústia, então fechamos os olhos. Desconhecidos, ou sabidamente ruins, alguns meras promessas, estão em altíssimos postos, parte de nosso destino depende deles.

Nas pesquisas, nas quais nunca acreditei muito, a opinião pública consagra tudo isso na maior naturalidade. E eu me pergunto se realmente observamos, refletimos, concluímos algumas coisas, disso que acontece e tanto nos diz respeito, como o pão, o café, o salário, a vida. Temos uma opinião formada e firme? Lutamos pela honra, pela melhor administração, pela segurança, pela decência, pela confiança que precisamos depositar nos líderes, nos governantes, nos nossos representantes ... ou nos entregamos ao fluxo das ondas, interessados muito mais no novo celular, no iPod, no iPad, no tablet, na fofoca da vizinhança, na troca da geladeira, na TV plana, no carrinho dos sonhos, pago em oitenta prestações impossíveis?

Acho que andamos otimistas demais, omissos demais, alienados demais. Devemos ser pacíficos e ordeiros, mas atentos. Aplaudir o erro é insensatez, valorizar o nebuloso é burrice, achar que tudo está ótimo é tiro no pé.

Logo não teremos mais pé para receber a bala, e vamos atirar na cabeça, não do erro, do desmando, da improvisação ou da incompetência, mas na nossa própria cabeça pouco pensante e, eu acho, nestes dias, otimista demais. Sofremos e torcemos pelo nosso país ou, ao primeiro trio elétrico que passa, ao primeiro show espetacular, esquecemos tudo (ser sério é tão chato ... ) e saímos nos requebrando, e aplaudindo, aprovando sempre, não importa o quê?

Começo a ter medo. Não o medo que temos diante de um cano de revólver, ou do barulho de um assaltante na casa, não o medo de que algum mal aconteça às pessoas amadas, mas um receio difuso, sombrio, de que estejamos bailando feito alucinados ou crianças inconscientes à beira de um abismo disfarçado por nuvenzinhas coloridas chamadas alienação, para dentro do qual vão escorregando, ou despencando, os nossos conceitos de patriotismo, decência, firmeza, lucidez, liderança, e uma esperança sem ufanismo tolo.

Reclamações com a #Ampla em #Niterói

Este é estado do descaso da concessionária Ampla... a reclamação de uma leitora:


"Este poste caiu na R.Leila Diniz, São Francisco, no dia 09 de Junho, no vendaval que assolou parte de Niterói.

No dia seguinte, liguei para a AMPLA. Abri um protocolo. Veio uma viatura que constatou que precisariam de um caminhão guindaste. Reportariam a necessidade. Nada ocorreu. Liguei mais duas vezes e a mesma viatura veio, dizendo a mesma coisa da primeira vez e nada foi feito. Abri um protocolo (mais um para minha coleção) na ANEEL que disse que não tem prazo para solução. Caso a AMPLA não resolva, esta será multada.

O poste se encontra apoiado num fio de telefone e se cair, vai provocar não só o corte de várias linhas e mais um protocolo junto a Telemar. Estamos expostos ao perigo uma vez que a rua está totalmente às escuras! E, se cair, poderá causar a morte de uma pessoa, pois tem o banheiro do vigia da rua de baixo que fica bem ali e uma casa com um casal de idade.

Se o senhor puder nos ajudar a salvar uma ou várias vidas, por favor, entre em contato comigo. Eu, de coração, agradeço. 





Andréa Feder do Nascimento"

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O que Niterói tem a ver com isso?: A farsa e a geopolítica do crime - A guerra no Rio de Janeiro

A farsa e a geopolítica do crime - A guerra no Rio de Janeiro 
by José Cláudio s. Alves - December 2, 2010












Nós que sabemos que o "inimigo é outro", não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.

Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 [1] consegue sustentar tal versão.

O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos cinco anos.

De um lado, milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.

Exemplifico. Em Vigário Geral, a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há quatro anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela milícia. Hoje, a milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.

O blindado Caveirão. Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na lista dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de "segurança".

Sabemos igualmente que as UPPs [2] não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.

Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparato que ocupa militarmente, etc.

Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadam Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?

UMA GUERRA PELA HEGEMONIA DO CRIME

Clique para ampliar. Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas.

Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemônico.

Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.

A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI [3] das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.

Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro, que convive com milicianos, facções criminosas hegemônicas e áreas pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos faz esquecer que ela tem outra finalidade e não a hegemonia no controle do mercado do crime no Rio de Janeiro?

Mas não se preocupem. Quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Pontos Maravilha da cidade.

Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão [4] e o Bope passarem.
28/Novembro/2010
1. Segunda versão do filme Tropa de elite. Ver O veneno da mensagem em Tropa de Elite 1 e 2
2. UPPs: As chamadas Unidades de Polícia Pacificadora
3. CPI: Comissão Parlamentar de Inquérito
4. Caveirão: alcunha de viatura blindada utilizada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro

Ver também: 
  • [*] Sociólogo da UFRRJ
    O original encontra-se em pcb.org.br/...


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .





  •  Global Research Articles by José Claudio S. Alves

    BilheteÚnico Niterói: quem ganha com isso?

     Quais são as vantagens para a população na utilização do Bilhete Único?!
    • Que eu saiba os usuários pagam antecipado. O que ouvi do Sr Emmanoel Sader na Audiência Pública do dia 29/6 é que a previsão é do valor da pasagem ser de R$2,50... O que mudou?!
    • o transbordo em uma hora, e não vale em ônibus com ar condicionado... 
    • e a viagem de 'volta' tem que ser no máximo 3 horas depois.. 
    Cadê as vantagens para a população?! 
    Por enquanto só está ganhando que pega 2 onibus para chegar em um único destino, se conseguir fazer esse transbordo em uma hora!!... Porque com o trânsito caótico que temos, e a falta de respeito das viações em relação a horário.. só estou vendo ganho para as empresas.. e, naturalmente, porque não se dá ponto sem nó, uma tentativa de ganhar votos do sr prefeito...
    Os estudantes não ganham meia passagem.
    Os idosos passam a ser obrigados a usar o Bilhete contrariamente à Lei Orgânica que garante gratuidade com apresentação de qualquer identidade..
    Será votada hoje na Câmara às 11h o Bilhete Único e veremos se passará o ato inconstitucional que favorece os sócios do governo, quero dizer, as empresas de ônibus com o favorecimente de um ISS de 1%. 
    Isso é caso para o Judiciário e para o Ministério Público... como já prometeram os vereadores da oposição.
    Qual é o incentivo? As empresas de ônibus vão aumentar sua frota com mais ônibus com ar condicionado que ao serem pegos - devido ao problema de horário - serão cobrados! E mais uma vez a população será ludibriada.

    quinta-feira, 30 de junho de 2011

    2a. Reunião Pública Regional do PLHIS - Cafubá, Niterói

    Teatro de quinta. Quinta categoria!


     
    Umas 90 pessoas presentes, quase o triplo da véspera no Barreto. Os atores mudaram. O secretário de Habitação e nem os dois principais representantes da Consultoria Latus apareceram. Ficou com os suplentes.
    Só cena.
    Cada vez fica mais evidente a ineficiência desse plano feito a toque de caixa. A população não entende. Porque a consultoria não tem o quê fazer! Então mostram um slide com a relação de todas as comunidades da região para que apontem se alguma comunidade está faltando. Acabou a reunião.
    Só isso? Se apertar resumidamente é só o que pinga.
    O que foi mostrado é que não há planejamento nem para estas reuniões. A divulgação não melhorou uma vírgula e representantes como do CCRON- Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói, que representa 76 entidades na região, não foi comunicado..
    Sabe por quê? Porque as reuniões iniciais, inclusive de convocação, foram feitas em 16 (na Caixa Econômica Federal) e 20 de junho (Na Engenhoca) apenas com os secretários regionais da Prefeitura e asseclas...
    Quem são os secretários regionais, lembram dessa matéria, onde se evidenciou que essas secretarias fazem parte do feudo dos vereadores governistas, assim como boa maioria das associações de moradores?
    http://www.desabafosniteroienses.com.br/2011/03/niteroi-rj-cidade-loteada-pelos.html

    O lá presente Fábio Coutinho, secretário de Piratininga, é amigo pessoal de Jorge Roberto... precisa falar mais? Tentou acalmar a reunião com uma fala própria de político que não entendeu do que se tratava a reunião, onde supostamente a empresa Latus estava ali na presença da comunidade para fazer com esta, um diagnóstico da região... O sr. Fábio não entendeu isso. Aliás ninguém entendeu nada.
    À comunidade se pedia que não se ativesse a nenhum caso em particular esquecendo quem ali eram os técnicos, capazes de discernir o que poderia ou não interessar ao Plano.. ou seja nem como teatro foi bom, porque nem para a cena armada os técnicos estavam preparados, nem a secretaria de Habitação. É um bate cabeça sem fim.
    É o retrato da inépcia e inoperância desse governo.
    O negócio desse governo é só fazer cena para aqueles 30% da classe A. Vender projeto do Niemeyer e esquecer dos desabrigados... 
    Aos desabrigados e comunidades a cena foi como a de ontem. Será que eles 'cairam'?..

    quarta-feira, 29 de junho de 2011

    Apitaço da Saúde nas escadarias da Câmara Niterói







    Bilhete Único é uma farsa! Prefeitura de Niterói ludibria para ganhar votos.

    Onze horas e vinte minutos. Plenário da Câmara vazio. Chega Emmanoel Sader, o homem forte de Mocarzel.  Aos poucos vão aparecendo uns gatos pingados nesse difícil horário feito especialmente para a população trabalhadora NÃO comparecer. E se dizer que HOUVE SIM a Audiência Pública. Preside a sessão o sr Beto da Pipa.
    Dado o absurdo do recesso, tudo deverá ser votado às pressas hoje às 17h.

    A fundamentação apresentada pelo sr Emamnoel Sader chega às beiras da piada ao indicar que o bilhete único favoreceria a população, assim como redução de poluição e redução na lentidão do tráfego.
    Não entendi o que tem a ver o cu com as calças. Também não tive oportunidade de perguntar...
    Continua afirmando que o município não daria subsídio direto às empresas de ônibus e que a previsão é de implantação do sistema até 30 de novembro do ano corrente. Maiores detalhes a serem obtidos em fala posterior com o subprocurador Dr. Péricles. Há sugestão também que ambos projetos de lei sejam votados juntos dado sua complementariedade.

    Diversos membros da sociedade civil se manifestam, como Sr Heitor Porto, sr Azevedo e Dr Manoel Martins, ambos do CCOB, além de membros do legislativo e assessores e representante da UEE, que lembram a importância da manutenção da meia passagem para estudantes.
    Resumindo, mostram que os artigos 6o e 7o do projeto de lei não são claros sobre o uso de apenas 2 viagens por dia, com um tempo mínimo de 3 horas entre elas; o PL torna o uso do bilhete único obrigatório aos idosos, contrariando assim a lei orgânica do município que garante gratuidade aos mesmos apenas com apresentação de identidade; e ressalta-se a inconstitucionalidade da redução da alíquota de 2% para 1%, embora tenha o senhor Emmanoel Sader dito que não haveria subsídio direto. Ora, ora, ora..querem enganar quem?!
    Os PL's foram encaminhados à Câmara sem que houvesse tempo cabível para discussão em vereadores, estes em seus gabinetes e com a população. No entando será votado esta tarde...
    Ainda que vereadores e assessores tenham solicitado seu adiamento para aprofundamento das discussões em torno de tema tão importante onde aparenetemente beneficiaria a população.
    Ha, ha, ha.
    Ninguém na Câmara, nem a ala governista, nem a esquerda são contra o Bilhete Único. O que for votado precipitadamente hoje, deverá ser levado posteriormente ao Judiciário e ao Ministério Público para maiores averiguações.
    O benefício à população é mínimo quando comparado ao dos empresários com a transação. Na realidade apenas aqueles que necessitam pegar 2 ônibus para chegar a um só destino serão beneficiados. O preço das passagens continua previsto como R$2,50. Não vale também para veículos portadores de ar condicionado.
    Considerando a desorganização do transporte público na cidade, a questão do não cumprimento dos horários dos ônibus, seja por culpa do tráfego ou mero desrespeito ao usuário, ainda há que considerar as constantes reclamações conhecidas na internet pelos usuários do Rio quanto a falhas constantes no sistema eletrônico do bilhete.
    A redução do ISS, independente de seu caráter inconstitucional, é uma questão política onde o Sr Fernando Tinoco se expressa veementemente contra, uma vez que esta beneficia empresas há 20 anos; que já tem garantia que prioritariamente o serviço de transporte urbanos será explorado por concessões e que o serviço é de péssima qualidade. Dizer que não subsidia e reduzir o imposto, ou alíquota como fez questão de retificar o subprocurador, é mais uma vez campanha pra inglês ver.
    O vereador Leonardo Giordano ressaltou o que chamou de 'zelo constitucional seletivo', onde, dependendo do interesse da mesa diretora da Câmara, há uma seletividade entre o que é e o que não é considerado constitucional, usando a carta magna e sua referência ao bel prazer dos vereadores governistas...
    O subprocurador justifica que foi realizado estudo pela NitTrans estimando o custo de implantação do serviço e para que a Prefeitura não entrasse com 'nenhum', optou por beneficiar as empresas com a redução da alíquota do ISS. Pasmem! Cadê esse estudo?!...
    O sr Heitor Porto lembrou que o governador Sergio Cabral se elegeu às custas da implantação do Bilhete Único no Rio de Janeiro, e que Jorge, que segundo ele não é bobo, está fazendo o mesmo...

    1ª Reunião Pública Regional do PLHIS – Região Norte, Niterói

    Estranho, muito estranho!
    Aconteceu a 1ª Reunião Pública Regional do PLHIS – referente à Região Norte da cidade. Reunião cujo local foi divulgado às 14h da véspera, dia 28/06/2011.
    Para situar quem não está a par sobre o divulgado no dia 01/06/2011, a consultoria LATUS, que está elaborando o PLHIS- Plano Local de Habitação de Interesse Social, faria 07 Reuniões Regionais junto às comunidades, usando como interlocutor as Associações de Moradores e os moradores das respectivas regiões, para fazer o DIAGNÓSTICO dos problemas existentes, levantando assim as carências regionais referentes à habitação, saneamento, transporte, educação, saúde e segurança, que serviriam de dados para uma análise mais pontual, considerando que os problemas seriam abordados diretamente pelos moradores do local em questão, ou seja, iriam falar direto e colher as informações com o POVO – CLIENTES do PLHIS.
    O cenário estava realmente montado, a reunião foi consagrada, mesmo sem público!
    Estavam presentes não mais que 39 pessoas, e muitos representantes da PMN e respectivas subsecretarias regionais dos bairros ali “retratados”. Se podemos chamar aquilo de retrato.
    Sei que muitos talvez pensem assim: melhor que nada, até então nem PLHIS tínhamos... Esse é um pensamento que muito me preocupa. Aquele pensamento de quem nunca comeu melado, e quando come se lambuza. Posso dizer que nesse melado do PLHIS tem muita coisa errada, e vai dar muita dor de cabeça a quem vai comer dele:
    1.       O PÚBLICO ALVO não estava presente;
    2.       Não houve a divulgação junto a TODAS as Associações de Moradores da Região Norte;
    3.    A Região Norte, tem mais de 15 bairros – estavam presentes apenas Barreto, Engenhoca, Fonseca, Tenente Jardim,  Santa Bárbara e Caramujo;
    4.       Cabe destacar que desses bairros tinham apenas 01 ou 02 “figurantes”, chamo assim pois esse número não é representativo de NADA. Quem compareceu soube em cima da hora;
    5.       Do bairro do Caramujo tinha apenas 01 moradora, que soube às 17hs, por acaso. Não foi através da Associação de Moradores do Caramujo;
    6.       Santa Bárbara, Caramujo e Tenente Jardim  foram bairros vitimados pelas chuvas de Abril/2010. Tudo caiu, centenas de pessoas perderam suas casas, e outros estão até hoje com suas casas penduradas. Não vi esse POVO na reunião. E além de serem vitimados pelas chuvas são bairros carentes de TUDO. O bairro do Caramujo, é um bairro ABANDONADO, e é um dos maiores redutos eleitorais que já vi em Niterói;
    7.       Pergunto: Por que as Associações de Moradores não estão divulgando? Estranho demais isso. Será que as Associações de Moradores foram notificadas através de ofício pela PMN? Uma Associação de Moradores NÃO PODE OMITIR INFORMAÇÕES. Isso é CRIME, passível de denúncia junto ao MP;
    8.   O POVO precisa tomar conhecimento disso, que estão fazendo reuniões para decidir o destino de suas vidas, e ele não foi informado;
    9.  Quando é campanha eleitoral, festa ou churrascada, as Associações se incumbem de divulgar, colocam faixas, carro na rua, ninguém fica de fora...
    10.   Não vi os membros do COMPUR nessa reunião, estranho...!
    O papel de cada um tem que estar muito bem definido, e tem que ser cobrado, para que esse PLANO seja um PLANO de VERDADE.

    O Secretário de Habitação estava lá com todos de sua secretária, a LATUS estava com sua equipe,  e os representantes das subsecretárias regionais, estavam presentes também.Tiraram fotos, registrando o momento. Isso oficializa que houve a reunião. A LATUS está cumprindo seu cronograma, de forma atropelada ou não, mas está. Deveria haver quorum popular para fazer valer esta reunião. Sem a presença siginificativa do povo, teremos um plano, feito por poucos, e para poucos.
    Foi falado que a PMN, está com problema de achar um lugar apropriado para essas reuniões, “adequado nos bairros”. Como assim? A PMN tem diversas escolas na cidade... Isso não deveria ser um problema para uma prefeitura como a de Niterói. Se não tiver escola disponível à noite, façam em um clube, e se de tudo não encontrarem espaço público façam na Câmara ou no MAC, garanto que o povo vai.
    E não digam que é difícil arrumar condução para o POVO ir, pois as Associações arrumam ônibus quando é para passeio e enterro.
    Outro problema foi a pauta da reunião. A LATUS pediu aos presentes que respondessem 03 perguntas:
    1.       Qual a renda das famílias que devem ser atendidas prioritariamente pela política habitacional? Até quantos salários mínimos recebem em média as pessoas de sua comunidade?
    E cada presente defendia, baseado não sei em quê!, ora 03 salários, outros defendiam até 01 salário para o seu bairro.
    2.       Com relação ao fluxo de casa para o trabalho – qual era o destino final dos moradores dos bairros ali presentes. Centro de Niterói? Centro do Rio? Que percurso as pessoas faziam para chegar até o trabalho? Onde a maioria trabalha?
    O que eles estavam querendo saber de fato? Queriam na verdade saber qual era o fluxo e o trajeto que as pessoas tomavam para ir para o trabalho – direto para o Centro de Niterói, ou direto para o Centro do Rio?
    Foi perguntado também se as pessoas desses bairros tinham trabalho ou não, quem era a maioria que estava sem emprego – Aux. de serviços gerais? Pedreiros?
    3.       E para finalizar foi a tragédia total, queriam saber entre os bairros listados, qual deles tinha mais ou menos problemas de saneamento básico – água, esgoto, drenagem. Foi difícil, pois estavam tentando levantar uma comparação de locais muito diferentes entre si, por vezes se tratava do bairro como um todo, de outras referiam-se de alguma comunidade específica.
    Um verdadeiro desastre!
    A cidade de Niterói tem 05 regiões, formadas por mais de 50 bairros com sérios problemas habitacionais, muito difícil ser traçado um diagnóstico fiel em apenas 06 meses. Com um prazo tão apertado fica quase impossível. Principalmente dessa forma com uma Consultoria de fora, que não conhece NADA da cidade, fazendo apenas 07 reuniões regionais ao todo, sem a população cliente presente, só com membros da PMN, e meia dúzia de pessoas com discernimento para questionar o que está sendo feito, e da forma como está sendo feito. As outras reuniões, as fechadas, ocorrem com os Vereadores de Niterói, o que não nos oferece garantia de NADA também.
    Se não cobrarmos, não divulgarmos, teremos um PLHIS de NADA também.

    Creio que a população de Niterói deveria pedir à Consultoria LATUS, para apresentar um PLHIS feito por ela,  para que a sociedade tome o real conhecimento de um modelo do PLHIS pronto. Quero ver um PLHIS pronto. Vamos pedir para a Cláudia Damasio disponibilizar, no site da PMN,  o modelo de um PLHIS realizado por eles?

    Angélica Resende.
    Cidadã Niteroiense.
    29/06/2011.

    segunda-feira, 27 de junho de 2011

    Audiência Públicas Regionais sobre o PLHIS - Niterói

    Dia 16/6 houve reunião com alguns administradores regionais de Niterói na Caixa Econômica. 
    Dia 20/6 houve reunião na Engenhoca com administradores regionais e presidentes de associações de moradores.
    • Audiência Pública Regional para a comunidade do Fonseca, Barreto, Tenente Jardim dia 28, terça, às19 h na Rua Dr Luiz Palmier 957, no 'Minanas' em frente ao Horto do Barreto
     
    • Audiência Pública da Região Oceânica-1 dia 29, quarta, 19h no Clube Italiano, rua Roma 360, antiga rua 48, no Cafubá

    Campo de São Bento, Niterói: Estacionar em locais públicos é legal?!

    O Campo de São Bento é um local público. 
    Então é do povo. 
    Por que a Secretaria de Parques e Jardins da Prefeitura acha que pode ter seus veículos estacionados lá dentro?!
    Por que o Centro Paschoal Carlos Magno acha que pode ter carros estacionados lá dentro?
    É a eterna confusão entre o que é público e o que é privado!






    domingo, 26 de junho de 2011

    Total abandono em Niterói: até Itacoatiara tá largada!

    Dizem que o prefeito mora em Itacoatiara e privilegiaria o bairro... 
    Se o faz, também faz mal.. Porque este é o estado de uma praça local. Total abandono. Ruas esburacadas também. 


    Próxima sessão de fotos será em Miami! 
    Aguardem!
     
     
     
     
    E na rua principal do bairro este é o estado da calçada desde dezembro do ano passado...


     E Miami...será que ele piorou Miami também?!...

    Fala, Niterói: Obras da UFF

    Publicada n'OGlobo Niterói impresso de 26 de junho de 2011, esta carta  não consta de sua divulgação online. Assim publico-a considerando fundamental esta colocação.

    "Em relação à reportagem sobre a paralisação das construções da UFF, pergunto-me se a prefeitura já não  sabia da existência desse projeto de expansão do campus, já que qualquer aluno da UFF sabe de um projeto assim desde que a UFF chegou ao campus Gragoatá. É muito estranho que a prefeitura tente embargar as obras exigindo estudo de impacto na vizinhança, suspeitando da piora da qualidade de vida dos moradores próximos, enquanto no mesmo local ergue-se um condomínio residencial grande, cuja existência, aí sim, causará impacto. Pergunto-me também se de todas as construções (e são muitas!) que se erguem na cidade fizeram algum estudo para avaliar o impacto ao redor. A expansão da UFF está prevista há 20 anos, e o atual reitor tem feito um excelente trabalho. A prefeitura é que deveria ser mais proativa e ser parceira da UFF, aproveitando uma das melhores universidades do país para trabalhar em prol da cidade e de seus moradores, que devem bastante à universidade. Duvido (porque já procurei, sem encontrar) que a prefeitura tenha algum tipo de avaliação habitacional da cidade como um todo, e um estudo desde sua expansão acelerada e desregrada, principalmente no setor imobiliário. Será que é porque na UFF a prefeitura não ganha nada das construtoras? Por que cismou com a universidade?" Leonardo Valverde