sábado, 25 de junho de 2011

Mais um passeio de sábado por Niterói

Estrada Fróes...
 Obras de novo?!

Praia LIXO de São Francisco
Saída de esgotos em Charitas
 
Aqui jaz o Hotel LIDO... ué, de novo as mesmas empreiteira e imobiliária?!
 

Isso não é uma ciclovia, mas uma pista de atletismo conforme me garantiu o Secretario Marcolini...
Aliás ao fim da Estrada Fróes, há uma grande placa sinalizando que adiante, em frente ao túnel, há passagem preferencial de bicicletas cruzando a pista..Infelizmente os motoristas não dão a menor atenção a isso e saem da Fróes em direção à São Francisco só de olho no fluxo vindo do túnel e sem atenção ao cruzamento das bicicletas, preferencial, conforme diz a placa!
Por que que aqui pode se estacionar com as 4 rodas na calçada? É pelo mesmo motivo que a ciclovia é na calçada da praia de São Francisco, porque é larga?!
Esta é a frente da 77DP: garagem de desmontados!!
 
E a eterna situação da esquina da Mem de Sá com Pereira da Silva, observe a superfície do asfalto..Será que num tem uma mina d'água ali não? Podia explorar...
 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Fluminense é da Prefeitura de Niterói?!..

Bem mal informado está o jornal OFluminense que em única matéria incorreu em diversos erros...

  • Primeiro que se tratava de uma 'reunião' e não uma audiência conforme afirma o subtítulo... Erro passável!
  • de acordo com os livros de presença do gabinete do vereador e da associação de moradores da Fazendinha/ Sapê que continham 150 assinaturas até quando eu vi, suponho que umas 20 pessoas não assinaram os livros uma vez que vi muita gente indo embora antes do término e não 100 como diz OFlu... Má fé?!
  • o Sr. Jorge Carvalho que discursou no dia, não é o presidente da Associação de Moradores da Fazendinha conforme afirma o repórter.. Ignorância.
  • e quanto à declaração do sr Magaldi, que 'o episódio poderia manchar a imagem da casa', vale salientar que o manchou de fato a imagem da casa e seus inquilinos, foi a arbitrariedade em impedir com uma votação dos vereadores que pertencem à base governista, de reunir pessoas que queriam discutir uma situação que vêm vivendo há um ano e dois meses num espaço que é do povo -os verdadeiros proprietários da casa! e que estava reservado há meses para este fim. Comprado ou 'vendido'?
  • Havia sem dúvida no começo da reunião um senhor fotografando. Ao ser indagado disse fazer parte desse jornal embora não apresentasse nenhum crachá de identificação, mesmo diante requisição desse. Subterfúgio?
  • Assim percebe-se nitidamente a parcialidade do jornal, deixando claro de que lado está, pra quem ainda não sabia!... Eureka!
  •  O Fluminense pelo visto está carente de bons profissionais assim como a Prefeitura e a Câmara desta cidade! Coincidência?
  • O link da matéria: https://mail.google.com/mail/?ui=2&shva=1#drafts/130c6a45ab3d585a
Editoria do DN

E se fosse em Niterói?!: ‘A Prefeitura (de Paris) comprou prédios para transformá-los em habitação social’

É claro que isso não acontece em Niterói!! Que tem um governo retrógrado que não gosta de 'pobres', nem de desabrigados... que só apóia a especulação imobiliária. DN

O Globo – 12/6/2011
Deborah Berlinck


Afastar as classes populares para fora da cidade ou concentrá-las num lugar – como nas favelas – é uma receita explosiva: gera violência e perdas para a economia local. Quem diz isso é Anne Hidalgo, vice-prefeita de Paris e candidata mais cotada para assumir o comando da cidade em 2014. Em entrevista ao GLOBO, em Paris, ela conta como a capital francesa, uma das mais caras do mundo, decidiu apostar na “mixité” (mistura social) e está levando as classes populares de volta para as regiões centrais.
Hidalgo diz que Paris está colaborando com o Rio visando aos Jogos de 2016 – a capital francesa foi candidata a sediar os jogos de 2012, mas perdeu para Londres. Conhecedora da realidade das favelas cariocas, a vice-prefeita diz que é fundamental manter moradores de baixa renda nas áreas mais nobres das metrópoles, e, por isso mesmo, mais inacessíveis a esses cidadãos. Hidalgo revela que em Paris já existe um sistema de cotas que obriga os construtores a destinarem parte das unidades à classe média baixa.
O que Rio e São Paulo podem aprender com Paris?
ANNE HIDALGO: O ateliê de urbanismo de Paris, que eu presido, trabalha com o Rio neste momento, sobretudo na reforma dos bairros para os Jogos Olímpicos. O Rio quis aproveitar o enorme trabalho que fizemos para a candidatura de Paris aos Jogos de 2012, que perdemos para Londres. A ideia era que todas as modificações nos bairros permanecessem depois dos Jogos.
Que outras experiências podem ser aproveitadas?
HIDALGO: Fizemos um trabalho com arquitetos para o projeto Grande Paris (lançado em 2007 pelo presidente Nicolas Sarkozy, com o objetivo de fazer de Paris uma metrópole mais competitiva). Reunimos dez equipes internacionais de arquitetos, pluridisciplinares, sob a direção de Christian de Portzamparc. Havia arquitetos como Richard Rogers (inglês que projetou o centro Georges Pompidou junto com o italiano Enzo Piano). Em nove meses de trabalho, eles revolucionaram o pensamento urbano. A solução dos arquitetos é que se deve misturar tudo. Em Paris, nos inspiramos muito nisso.
O que eles criaram de tão revolucionário?
HIDALGO: Eles trouxeram a ideia de que Paris tem que ser mista em todos os sentidos. Primeiro, socialmente. Uma cidade precisa de operários para poder funcionar. Não podemos colocar os empregados e os operários que são úteis ao funcionamento da cidade morando a 50 quilômetros de Paris. Em Paris, pessoas que moram em habitações sociais são instrutores, enfermeiros, assistentes de saúde, são classes médias baixas. Cerca de 70% dos parisienses preenchem as condições para obter habitação social. Há lixeiros, pessoas que se ocupam de nossos filhos nas creches, motoristas de ônibus, de metrô.
E se todo esse pessoal fosse para a periferia?
HIDALGO: A cidade não funciona…
O que vocês estão fazendo para manter as classes mais baixas em Paris?
HIDALGO: Decidimos que cada habitação nova construída tem que ter obrigatoriamente 50% de habitações sociais, e o resto privado. É o que estamos fazendo, por exemplo, em Clichy Batignolles (área ferroviária na fronteira de Paris, que será transformada em bairro) e no norte de Paris. Além disso, no centro de Paris, cada vez que há uma construção nova, impomos a todos os construtores privados que 25% dos apartamentos têm que ser sociais. No início, eles não estavam contentes. Mas agora entenderam que este é o preço que têm que pagar para construir em Paris. E quando o prédio é bem pequeno, nós deixamos o empreendedor acumular os 25% para depois construir um prédio para habitação social. No 15º Arrondissement (bairro em Paris), há um prédio novo onde uma parte foi vendida muito cara, mas uma outra entrada do prédio dá para habitações sociais: é a única diferença, pois a fachada do prédio é a mesma.
Foi difícil fazer mudanças?
HIDALGO: Levou tempo. Mas é preciso vontade politica para fazer. De 2001 a 2008, financiamos 30 mil novas habitações sociais em Paris. De 2008 a 2014, haverá mais 40 mil habitações sociais, seja em construções novas ou não. Em alguns casos, a prefeitura comprou prédios inteiros para transformá-los em habitação social e manter uma população que seria rechaçada. Nosso projeto político é que a cidade seja mista no plano social.
Como funcionam as habitações sociais em Paris?
HIDALGO: Dependendo da renda da pessoa, há três categorias de habitação social: uma para as pessoas muito desfavorecidas, que vivem graças à ajuda do estado ou da cidade. Das 70 mil habitações que teremos até 2014, estas pessoas vão se beneficiar de um terço. Com a ajuda, o preço pode ser reduzido para 11 euros o metro quadrado. Uma segunda categoria, que se beneficiará de outro terço destas habitações, são as classes médias baixas, como a professora, o empregado de escritório, os lixeiros da cidade, que trabalham mas têm uma renda baixa, em torno de salário mínimo. Estas pessoas vão pagar entre 12 euros a 14 euros o metro quadrado, e ainda vão receber uma ajuda à habitação dada pelo Estado. A prefeitura acrescenta uma ajuda às mulheres sozinhas com crianças. Isso permite que estas pessoas vivam em Paris.
E a terceira categoria a se beneficiar?
HIDALGO: Esta terceira categoria ganha melhor, entre 3 mil a 4 mil euros por mês por casal com crianças. Em Paris, com este salário, não se consegue morar confortavelmente numa habitação privada. Neste caso, a ajuda permite um aluguel em torno de 18 euros a 20 euros o metro quadrado. Estas pessoas não têm ajuda do Estado, mas o preço que vão pagar pelo aluguel sera 25% a 30% mais baixo do que o preço de mercado.
Como é a distribuição?
HIDALGO: É difícil, porque a demanda é muito grande. Criamos um sistema de distribuição transparente para que não haja clientelismo. Antes de 2001 (quando os socialistas chegaram ao poder em Paris), o prefeito dava apartamento para quem ele quisesse. Nós criamos uma comissão, da qual fazem parte eleitos da direita e da esquerda, assim como associações que se ocupam de problemas de habitação. A cada semana, a comissão se reúne, examina os dossiês e decide.
Qual o seu conselho para cidades como o Rio?
HIDALGO: Não cabe a mim dar conselhos, porque cada cidade tem sua particularidade. Mas acho que é preciso evitar fazer cidades com zonas muito diferentes. Os que pensam que podem conter as pessoas em função de sua renda vão ter problemas de segurança. A solução para as cidades é fazer pessoas de culturas e níveis de vida diferentes viverem juntas. Uma cidade mista me parece uma condição sine qua non para segurança.
Por que a mistura social é tão importante?
HIDALGO: Quando você coloca as pessoas que não têm muita renda na periferia e elas vêem o espetáculo dos que vivem bem e estão confortáveis, forçosamente, a vontade destas pessoas vai ser entrar no que, para elas, parece um paraíso. Eu não acho que se pode viver bem assim. Uma cidade tem necessidade de todas as categorias para funcionar. Cria-se violência e cobiça quando se colocam as pessoas de fora.
Concentrar as classes pobres nas favelas é um erro?
HIDALGO: Eu acho que é preciso mais fluidez. Claro, não estamos falando das mesmas realidades. Em 2005, houve revoltas nas periferias de Paris, de pessoas que achavam que não eram consideradas, e que não tinham nem o direito de vir a Paris para trabalhar, porque não havia meios de transporte. Clichy-sous-Bois (bairro da periferia de Paris onde começou a revolta), fica a apenas 15 quilômetros de Paris, mas as pessoas levam 1h40m no transporte.
A revolta de 2005 é um exemplo do que pode ocorrer?
HIDALGO: É um exemplo que mais se parece com cidades como Rio e São Paulo, e que mostra que não podemos deixar a riqueza, muitas vezes ostentatória, concentrada num lugar e deixar de fora a população que sofre. São pessoas de boa fé, que também querem que seus filhos estudem e sejam bem-sucedidos. Desde 2001, decidimos que Paris deve se abrir às comunidades que sofrem mais. Trabalhamos com comunidades como Aubervilliers (na periferia). Pagamos uma parte dos equipamentos deles. Fizemos um acordo com Clichy-sous-Bois (onde começou a revolta) para trabalhar sobre a questão cultural e dos jovens. É no diálogo entre a periferia e Paris que podemos resolver. São lugares mais pobres, mas com um potencial extraordinário. O Departamento de Seine Saint Denis (na periferia da capital) é o mais pobre da França, mas é o mais jovem e com pessoas do mundo inteiro.
Trazer classes populares para a cidade pode provocar melhora na segurança?
HIDALGO: Estou convencida que sim. Mas é uma convicção que se apoia na realidade.
Isso se aplica ao Rio e São Paulo?
HIDALGO: Penso que sim, para todas as cidades. Se não levamos em consideração questões como pobreza, acesso à educação e mistura social, é uma receita para a catástrofe. Paris não tem lição para dar a ninguém, mas minha convicção é essa: se não damos condições dignas de vida às pessoas, criamos problemas enormes em matéria de segurança, máfias, vidas paralelas. O sucesso econômico de países emergentes como como Brasil e Índia, que são países fantásticos, com uma enorme quantidade de jovens e de riqueza, não pode se fundar numa sociedade a duas velocidades diferentes, com disparidade.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Primeira Audiência Pública Regional no Fonseca, Niterói

Na Audiência Pública de Apresentação do PLHIS-Plano Local de Habitação de Interesse Social ficou registrado que as 5 audiências públicas regionais seriam acrescidas de mais duas, dado o tamanho da Região Oceânica e a necessidade da população do Barreto e Engenhoca pegarem duas conduções para chegarem à Alameda. Essa sugestão foi apoiada tanto pela sra Cláudia Damásio da Consultora como pelo Secretário de Habitação, o senhor Marcos Linhares.

Quem soube?
Na segunda-feira dia 20, aconteceu a primeira reunião com o administrador regional da Engenhoca. Não soubemos de nenhuma divulgação disso. A secretaria informa que a notificação foi feita pro email...
Ligando para a Secretaria de Habitação obtive a informação que a primeira reunião será no dia 28 de junho, terça, às 19h, à rua Luiz Palmier 957, em frente ao Horto Municipal.

Viral
E se mais e mais pessoas ligarem para a Secretaria de Habitação no telefone 2613-3409 ramal 222 - das 9:30 às 16:30 - e pedirem por informações das demais reuniões nos diversos bairros? Depois é só divulgar.

É fundamental que a Secretaria de Habitação libere o calendário das demais reuniões para que se possa ter uma ampla divulgação, para que essas reuniões não fiquem relegadas a uma associação de moradores por vezes cooptada pela prefeitura desta cidade.
Vamos participar e divulgar!
Ainda que as questões sejam pontuais, regionais, a cidade é uma só e temos que ficar de olho vivo!

VEREADORES de Niterói VIRAM AS COSTAS PARA O POVO!

por Jorge Carvalho,  22 de junho de 2011 às 00:51
A Câmara de vereadores pela segunda vez na história de Niterói foi fechada para que o povo não pudesse entrar. 
A plenária estava reservada para a reunião dos moradores do Sapê que estão ameaçados de desapropriação para a realização do projeto do Bairro Modelo. Um ato totalmente antidemocrático de pessoas que foram eleitas por este mesmo povo. O adiamento da audiência pública como os parlamentares de forma defensiva ficam repetindo, foi feita de forma democrática, ou seja pelo voto. Tudo bem, vivemos aqui uma democracia representativa em que os eleitos votam por aqueles que os elegeram. A expectativa do eleitor é que seus representantes cuidem dos seus interesses e votem em seu favor. É normal que em algumas situações essas expectativas sejam frustradas, e que em algumas situações os parlamentares tomem posições impopulares. 
Mas o que acontece em Niterói é emblemático: temos uma câmara de vereadores que votam com o executivo de forma incondicional, com umas poucas exceções, como uma extensão do próprio executivo, contrariando os interesses dos eleitores, como se estes fossem tolos. 
Talvez pelo fato de que os eleitores distraídos, tenham elegido alguns parlamentares seguidas vezes, sem que se tenha notícia de um prego que se tenha pregado que tenha sido resultado do esforço parlamentar destes senhores em prol do povo do seu reduto eleitoral. 
Estes parlamentares estão tratando o povo como se nunca mais fosse ter eleições, ou realmente subestimam a inteligência e a memória do povo de Niterói.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Reunião Pública sobre Desapropriações no Sapê

Dezessete e trinta e fecham os portões da Câmara. Entram na própria casa pela garagem, impossibilitados de acessar o que é seu por direito pela porta da frente!
O plenário trancado, embora estivesse reservado desde abril para a comunidade da Fazendinha, Sapê, através da requisição aceita do vereador Renatinho à Câmara !.. Sem nenhuma justificativa.
Improbidade administrativa? com certeza!

Outro dia histórico em Niterói - 20/06/2011.
Plenária fechada!
No entanto, a reunião marcada pelo Gabinete do Vereador Renatinho com a população do Sapê acontece, mesmo assim, no saguão da Câmara Municipal de Niterói, com a população de pé, em ritmo de paz, em sintonia, em demonstração de total desaprovação a FALTA DE HONRA e compromisso da Câmara Municipal de Vereadores, com o gabinete deste Vereador e com a população, em disponibilizar um lugar que é de todos, por direito.
Do quadro de Vereadores da Câmara estavam presentes apenas, o Vereador Renatinho, autor do requerimento para uso da plenária neste dia, 20/06, o Vereador Leonardo Giordano e o assessor do Vereador Waldeck Carneiro. O Vereador Leonardo Giordano, declarou repúdio à Plenária fechada, incentivou e garantiu  também apoio à população.
Presentes Carlos Krykhtine do IAB-NLM, Paulo Eduardo Gomes, o Assessor da Comissão de Direitos Humanos do Marcelo Freixo, entre diversos outros membros de associações, Ong’s, Conselhos e outros seguimentos.
A reunião foi um SUCESSO!
No saguão da Câmara assistimos uma marcante CATARSE, que entrará para História de Niterói como um dos marcos ao verdadeiro exercício da DEMOCRACIA.
Para quem não sabe: Catarse vem do grego kátharsis. Etimologicamente significa purgação, purificação, limpeza, ou ainda, significa igualmente o efeito moral e purificador da tragédia clássica, conceituado por Aristóteles, cujas situações dramáticas, de extrema intensidade e violência, trazem à tona os sentimentos de terror e piedade dos espectadores, proporcionando-lhes o alívio, ou purgação, desses sentimentos.
A população da Fazendinha se manifestou, trazendo à tona todo seu sofrimento, contido há 370 dias, após o decreto de expropriação da PMN-DO, 16/06/2010. O comportamento observado consagrou de fato a maneira correta de se promover transformações individuais e sociais relevantes.
O objetivo da população, do Sapê/Fazendinha, foi atingido. Dizer publicamente que não concordam em ser removidos de suas casas. A população clama pelo redesenho do Projeto do Bairro Modelo, de forma que garantam a sua permanência no local, onde vivem há décadas. Regularização Fundiária é um direito garantido a todos por lei !
A população está determinada a seguir na luta contra essa barbárie, no entanto, deposita crédito na afirmação do Secretário de Habitação, Sr. Marcos Linhares, dita na Audiência Pública do PLHIS, ocorrida em 01/06/2011, que estão fazendo novos decretos de desapropriação, baseados em um novo polígono, da área a ser de fato desapropriada. Esperamos que nesse momento estejam corrigindo o conflito instaurado pela PMN/EMUSA.
Estamos aguardando a divulgação desse material, para ver se de fato, estarão respeitando as moradias existentes, assim como as áreas ambientais e produtivas geradoras de emprego e renda, que existem no local, e que estão todas incluídas no decreto do DO, do dia 16/06/2010.
Audiência Pública com o Secretário Marcos Linhares ficou marcada, em gravação no Plenário, através do porta voz, líder do Governo na Câmara, Vereador Carlos Macedo, para o dia 29/08/2011.
Cláudia Crespo.







Vereador Renatinho



Cesar, pres. Associação Moradores Fazendinha

Nei Carvalho, associação moradores Fazendinha

Jorge Carvalho, Sítio Carvalho



Carlos Krykhtine, IAB-NLM



Quintão

Azevedo, CCOB

Vereador Leonardo Giordano

Paulo Eduardo Gomes


domingo, 19 de junho de 2011

Só em Niterói!: Utilidade Pública - de quem?!

   Alegar utilidade pública para desapropriar área ambiental e com atividade econômica sustentável que emprega 45 pessoas, e que já tem sua utilidade pública, é um absurdo.
Conheço o SITIO CARVALHO, lugar que os niteroienses levam suas crianças e seus velhos para ver o céu, e apreciar a natureza que foi preservada sem nenhum incentivo governamental. É um  ato COVARDE de um governo ensimesmado, que governa para si e  para um pequeno grupo. Grupo este que sustenta grandiosas campanhas eleitorais que visam inebriar o povo pobre com promessas vãs que depois só servem para perpetuar a grande farsa do "CASO DE AMOR”.

   Niterói descobriu da pior forma, na hora difícil, na catástrofe, que nunca foi amada. 
É nos momentos difíceis que se conhecem as pessoas, quando a tragédia se abateu sobre as pessoas (para quem não sabe ou não se lembra mais pelo tanto de tempo que ficaram no poder, um município é feito de PESSOAS). E essas pessoas viviam encantadas por certo príncipe encantado que virou sapo assim que o resultado de sucessivas gestões nefastas terminaram por produziram 167 corpos.

   Usar a desgraça alheia como desculpa para conseguir atingir objetivos pessoais e ou eleitoreiros, é lugar comum na política brasileira e parece que aqui em Niterói não é diferente. Depois de passados mais de 400 dias da tragédia, boa parte das pessoas que tiveram suas casas inviabilizadas ainda não recebem aluguel social, muitas voltaram às casas condenadas em área de risco. Contenção de encostas feitas pela PMN só a do Maquinho (seria um vexame deixar aquela obra feita em área de risco desabar), ou contenções onde a justiça obrigou exemplos: Estrada Fróes e em um condomínio em Charitas. De resto o que foi feito é obra do Governo do Estado.  Durante todo esse tempo os atingidos pelas chuvas tiveram assistência de Deus, dos parentes e amigos, dos bombeiros para retirar dos escombros mortos e sobreviventes.
   
   A desgraça do povo desta cidade está sendo tratada como business, mais um negócio: o “modelo” escolhido, um grande projeto, para minimizar o déficit habitacional no fundo, tem como finalidade maximizar os lucros das construtoras que não queriam construir pequenos conjuntos habitacionais que dão menos lucros. Por outro lado as terras que o prefeito quer desapropriar são áreas ambientais, são ocupadas, e (aprox. 5000 pessoas correm risco de remoção) e se não bastassem têm problemas de disputas fundiárias e estão em área de restrição à ocupação urbana pelo próprio Plano Diretor do Município. Segundo Nota Técnica do IAB-Instituto dos Arquitetos do Brasil, na melhor das hipóteses só 10 a 20% da área que o prefeito quer desapropriar poderia ser usado para o projeto. E aí fica a pergunta que ainda está sem resposta: por que o contribuinte que paga caros tributos municipais, e pisa na lama, e não tem esgoto, e não tem transporte digno, e que tem péssimo serviço de saúde, deve pagar a  desapropriação de um mundo de terras “enroladas” que o município não poderá usar para construir casas populares?

 O governo levou tanto tempo sem nenhuma resposta real aos atingidos pelas chuvas, porque estes nunca foram prioridade para esta administração.  E agora com este infeliz projeto de “Bairro Modelo” que como está destina-se a dar um viés social, para um governo que nunca governou para o povo. É uma tentativa desesperada de salvar a pele de quem abusou do descaso, abusou do desrespeito com uma população que durante quase 30 anos elegeu o senhor Jorge Roberto Silveira acreditando que a cidade estava em boas mãos.

Este cidadão na verdade não gosta do povão, gosta mesmo é de obras faraônicas que possam ligar sua imagem à arte, e ao bom gosto. Mas nós o povo, lembraremos que cada centavo  que o senhor e o grupo que lhe dá sustentação politica  consumiu nesses monumentos, faltou na saúde, na educação,  no transporte, em urbanização e principalmente na habitação, que se tivesse tido a devida atenção, não estaríamos agora contabilizando tantos desabrigados e 167 mortos.
Pedro Guimarães.