quarta-feira, 18 de maio de 2011

Projeto de condomínio do “Minha casa, minha vida” entra em fase final


Projeto de condomínio do “Minha casa, minha vida” entra em fase finaln'ATribuna em 18/05/2011

Texto: Lívia Neder/Wellington Serrano
Foto: Divulgação


A Prefeitura de Niterói informou ontem que as obras de infraestrutura para a criação de um bairro modelo, em uma área de 1,3 mil m², no Sapê, terão início nos próximos meses. O projeto, que foi desenvolvido pelo município para atender à demanda do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), do Governo Federal, está em fase de conclusão. No local, serão construídas 5 mil residências para abrigar, aproximadamente, 20 mil pessoas.
De acordo com a Prefeitura, o município tem, atualmente, um déficit habitacional de 20 mil residências. Os cálculos da administração municipal preveem que com a criação do bairro modelo, somada às outras unidades que estão sendo e serão construídas dentro do PMCMV no município, esse déficit cairá praticamente pela metade.
O projeto do bairro modelo, orçado em cerca de R$ 250 milhões, prevê a construção de conjuntos de condomínios ao lado de uma reserva ecológica, respeitando os remanescentes florestais. Os prédios, de cinco andares, terão quatro apartamentos por andar, sendo 160 adaptados nos andares térreos para os deficientes físicos, e uma ampla área de lazer. O local contará com uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas e seis unidades do programa Médico de Família, além de duas escolas para atender os ensinos fundamental e médio e 10 creches com capacidade de receber 2.500 crianças.

Transporte

Segundo a Prefeitura, a área foi escolhida porque está na região central do mapa do município, sendo um local de fácil interligação com a Ponte Rio-Niterói, o Centro da cidade, a Região Oceânica e a região do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí.
A administração municipal enfatiza que projetos de habitação devem andar juntos com os projetos de transporte. Além de intervenções como saneamento e pavimentação, a Prefeitura vai dar prioridade às ligações de transporte na região. O Projeto Lerner – desenvolvido pelo ex-prefeito de Curitiba, com base na modernização do trânsito da capital paranaense, para a melhoria da estrutura viária de Niterói – já prevê os remanejamento de ônibus de diversas linhas para locais com maior demanda populacional na cidade, como acontecerá no bairro modelo, além de corredores de ônibus de transporte rápido.

Financiamento

Diversas construtoras já mostraram à Prefeitura o interesse em investir em construções no bairro modelo. O financiamento para as residências que serão erguidas será disponibilizado através da Caixa Econômica Federal. A Prefeitura informou que já têm cadastrados, e continua cadastrando, pessoas que perderam suas casas em desabamentos, outras que moram em áreas de risco, além daquelas que têm a intenção de adquirir a casa própria. 
O financiamento do Minha Casa Minha Vida nas construções do bairro modelo será concedido para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos. Em alguns casos, como os dos desabrigados das fortes chuvas de abril, o governo estadual se comprometeu em arcar com a despesa do financiamento, que gira em torno de R$ 50 por mês.

Prefeito detalha obras para a bancada de apoio


Os vereadores que compõem a bancada de apoio ao prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT), estiveram reunidos no gabinete da Prefeitura de Niterói, na noite de ontem, para deliberar, entre diversos assuntos pendentes, as obras que farão parte de sua administração neste 18 meses que restam do seu governo.
Segundo informações, o objetivo do encontro é fazer com que o trabalho do Poder Legislativo seja concentrado nestes assuntos que são considerados de extrema relevância para a administração. No encontro, conforme adiantou A TRIBUNA, o prefeito falou para os parlamentares sobre a construção de um mergulhão, em breve, na Rua Marques de Paraná, no Centro. Ele disse que as obras vão desafogar o trânsito na cidade, na via de principal acesso à Ponte Rio-Niterói. 
O prefeito detalhou também para os vereadores sobre a nova estação das barcas que será custeada e explorada pela Barcas S/A e a estação do metrô pelo Governo do Estado. 
Segundo Jorge Roberto, o governador Sergio Cabral será um grande parceiro nos Projetos de Bairros que irão beneficiar Niterói dentro de pouco tempo. O prefeito ressalta a integração total da equipe municipal com a equipe do Estado e disse que as obras vão agradar o povo de Niterói.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Estado vai investir R$ 40 milhões para despoluir Lagoa de Piratininga

n'ATribuna em: 11/05/2011 Texto: Paulo Roberto Saboya e Webber Lopes Foto: Divulgação/Palácio Guanabara


Estado vai investir R$ 40 milhões para despoluir Lagoa de Piratininga



A ponte sobre o rio Tibau ligando Piratininga ao Jardim Imbuí, na Região Oceânica, foi inaugurada ontem e entregue à população, após uma espera de quase três anos, para o término de sua construção. Durante o evento, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, representando o governador Sérgio Cabral, anunciou mais R$ 40 milhões em investimentos na despoluição da Lagoa de Piratininga. Deste montante R$ 5 milhões estão disponíveis para obras emergenciais de desassoreamento.

A obra na ponte, avaliada em R$ 1,5 milhão, teve início em 2009, mas em novembro daquele ano foi paralisada devido a problemas técnicos e de burocracia, sendo retomada no segundo semestre de 2010. A obra inclui mais uma etapa do Plano de Revitalização da Lagoa de Piratininga, elaborado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no qual está incluso o túnel de 988 m de comprimento, 5 m de largura e 4,5 m de altura, escavado no costão, ligando a lagoa ao mar, que já foi entregue ao município.
O evento também contou com as presenças dos secretários de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, e de Trabalho e Renda, Felipe Peixoto e Sérgio Zveiter, respectivamente, e do secretario Municipal de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte, José Roberto Mocarzel, representando o prefeito Jorge Roberto Silveira, entre outras autoridades.

Atraso na obra
Marilene Ramos explicou que o atraso da obra deveu-se a problemas técnicos como remanejar uma adutora e mudanças no projeto de fundação. “Tivemos também uma primeira empresa contratada que não trabalhou adequadamente, por isso cancelamos o contrato com ela para relicitar a obra. Quando se trata de contrato no setor público, infelizmente, é tudo muito demorado. Então todo esse processo de cancelar e caracterizar a inadimplência da empresa na prestação de serviço, para relicitar e seguir os ritos legais é complicado. E se não fizermos dentro da lei, no futuro, quem responde somos nós”, alegou Marilene Ramos, acrescentando que o próximo passo é a revitalização do entorno da lagoa.

Revitalização da lagoa
Carlos Minc anunciou que obras emergenciais de dragagem da lagoa, no valor de R$ 5 milhões, foram liberadas. Segundo o secretário, para renovar a água é necessário desassorear seu canal central, ligando o túnel até Itaipu, com sistemas de comportas. “Para as obras emergenciais já sabemos quantos são e onde estão os locais à serem desassoreados. Agora estamos finalizando os estudos de batimetria, para ver exatamente o percurso do canal central, e a forma mais eficiente possível e com o menor custo para realizá-la. Assim a água entrará por Piratininga, saíra por Itaipu, e poderemos ter esportes náuticos e mais peixes, com a renovação da água”, enfatizou Minc.
O secretário do Ambiente também abordou o tratamento de esgoto, a regularização e a proteção das orlas das lagoas de Piratininga e Itaipu, para garantir a proteção da fauna aquática destes biomas. Minc também anunciou o desassoreamento da desembocadura do Rio João Mendes.

Volta da pesca
Felipe Peixoto afirmou que os R$ 5 milhões, para o desassoreamento, são recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), que visam restabelecer as condições de pesca na lagoa, atividade que garante a subsistência de dezenas de famílias.

Ministério Público exige intervenções em mais cinco áreas de risco de Niterói


no R7 | 17/05/2011
Para o promotor, a prefeitura está desrespeitando normas ambientais e urbanísticas
Após três Ações Civis Públicas ajuizadas no início deste mês, exigindo providências da Prefeitura de Niterói e da EMUSA (Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro propôs à Justiça nesta terça-feira (17) mais cinco ações com o mesmo teor. A medida visa à imediata elaboração de projeto de obras de contenção, drenagem e demais medidas de segurança em encostas, bem como a remoção de moradores de áreas de risco em cinco pontos da cidade. 

Desta vez, o alvo das ações, com pedido de liminar, abrange as seguintes localidades: rua General Osório, em São Domingos; rua Manoel Machado de Souza, no Fonseca; rua Antônio Francisco de Mendonça, no bairro de Santa Bárbara; rua Jerônimo Afonso, em Caramujo, e várias ruas da região do Beltrão.

Essas regiões também foram abaladas por deslizamentos nas fortes chuvas que atingiram a cidade de Niterói, em abril de 2010.

De acordo com o promotor de Justiça que subscreveu as ações, Luciano Mattos, da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente de Niterói, alguns chegaram a provocar mortes, e providências ainda não foram tomadas.

Para o promotor, tanto a prefeitura quanto a EMUSA estão desrespeitando normas ambientais e urbanísticas. Além disso, Mattos alega omissão do poder público em coibir construções em áreas de risco.

- O Ministério Público não pode deixar de cobrar providências, porque as áreas necessitam intervenção urgente, caso contrário novas tragédias poderão ocorrer na cidade.

domingo, 15 de maio de 2011

Mais que um abraço, uma mobilização contra a demolição do Caio Martins

Moradores de Niterói que apóiam a recuperação do Complexo Caio Martins com manutenção integral de toda sua área, fizeram panfletagem este domingo na Praia de Icaraí a partir das 8:30 e recolheram diversas assinaturas de transeuntes.  

Impressionante a quantidade de pessoas que não sabiam de nada do que vem acontecendo em relação ao destino do Caio Martins nas últimas semanas!!!...

Depois prosseguiram em passeata pelo calçadão e atravessaram o Campo de São Bento indo ao encontro do grupo que já estava concentrado no portão principal do Caio Martins.


O abraço simbólico em torno do estádio foi seguido por manifestações de diversos moradores e grupos de manifestantes que apóiam a recuperação e modernização do espaço com a permanencia total de seu uso voltado à comunidade e ao esporte. 


Ventila-se na cidade a ocupação de parte da área para construção de shopping, hotel e edifícios residenciais. 


Neste mesmo domingo, o prefeito negou em entrevista aO Fluminense - postada aqui neste blog - qualquer intenção do governo estadual e municipal em executar ali qualquer obra que seja contrária ao desejo dos niteroienses..
Vamos ver!..

As assinaturas continuam sendo colhidas através do site:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=caiomar













Apareceu a margarida: Prefeito de Niterói em entrevista

15/05/2011 Em entrevista aO FLUMINENSE, Jorge Roberto antecipa como serão as obras que integrarão os meios de transportes e devem beneficiar cerca de 400 mil pessoas. Confira o vídeo na TV O FLU
Em entrevista a O FLUMINENSE, o prefeito de Niterói antecipa como vão ser as obras que integrarão os principais meios de transportes e devem beneficiar cerca de 400 mil pessoas por dia. Foto: Marcello Almo

Um novo terminal, o maior da América Latina, moderno, que integre diferentes meios de transporte (ônibus, metrô e barcas) numa única região, e se harmonize esteticamente ao Caminho Niemeyer. 
Cinco mil novas casas para abrigar quem hoje mora em áreas de risco na cidade. Os projetos listados acima são parte da grande virada que o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, anuncia para os seus próximos 18 meses de mandato. 
Em entrevista exclusiva concedida a O FLUMINENSE, Jorge Roberto fala com entusiasmo do futuro, reconhece falhas e promete deixar um legado de valor inestimável para a população de Niterói.
O FLUMINENSE - Qual é a importância do novo Terminal João Goulart para Niterói?
JRS – O novo terminal representa várias coisas positivas.
Em primeiro lugar, um conforto muito maior para os usuários, já que o atual encontra-se esgotado.
Em segundo, favorece a implantação de um sistema viário mais disciplinado que vai diminuir o tempo de espera dos passageiros e reduzir os engarrafamentos na área.
Em terceiro, será um poderoso fator no desenvolvimento do projeto de revitalização do Centro de Niterói.
Em quarto lugar, este será o maior terminal intermodal da América Latina porque a cidade tem de estar preparada para o advento do Comperj.
E, finalmente, será a intervenção que completará o Caminho Niemeyer, pois os traços arquitetônicos do atual terminal não se harmonizam com a ideia do Caminho.
O FLU - O senhor listou cinco motivos para a construção do novo terminal. Daria para explicar mais detalhadamente cada um deles ?
JRS – Vamos pela ordem, então...
FLU - O primeiro ponto é a questão do esgotamento do atual terminal...
JRS – Isso. Temos de levar em conta o aumento do número de usuários e as alterações que, ao longo dos anos, foram feitas de forma improvisada. Há dezenas de pequenas lojas, por exemplo, que não constavam do projeto inicial e que foram construídas ali, diminuindo consideravelmente uma das coisas mais importantes da concepção original do projeto, que era a ventilação.
Quando foi inaugurado, o terminal era motivo de orgulho por ser confortável, amplo e arejado. Com as lojas, criou-se um corredor estreito e sem ventilação para a população. Eu até acho que deve haver comércio dentro do terminal, mas as lojas têm de ser construídas de modo a melhorar o serviço prestado ao passageiro e não atrapalhá-lo.
O novo projeto prevê várias lojas que não interferem na circulação e, ao mesmo tempo, representam maior comodidade e conforto para os usuários. E vamos ter também uma grande garagem subterrânea para várias centenas de carros.
O FLU – Em segundo, a melhoria do sistema viário.
JRS – Quem passa por ali na hora do rush se espanta com o caos que se implanta na região. É uma tal quantidade de ônibus se espremendo uns contra os outros que chega a assustar. Além de tornar o tráfego moroso e confuso em todo o Centro, provoca uma demora no atendimento ao passageiro muito acima do que seria aceitável.
Organizado o trânsito ali, dentro da concepção do novo terminal, o passageiro vai se beneficiar ao ser atendido com mais rapidez, diminuindo o seu tempo de espera e, consequentemente, diminuindo o tempo que ele perde no transporte de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Um outro fator é que o novo sistema viário vai oxigenar toda aquela área, dando à população mais facilidade para chegar e usar o Caminho Niemeyer.
O FLU – O terminal faz parte, como o senhor falou, da revitalização do Centro.
JRS –
 Sim. Não será difícil revitalizar o Centro na medida em que você tenha o principal polo de transportes da cidade organizado, limpo, seguro, moderno e integrado. Como a própria palavra diz, “revitalizar” é dar vida de novo, ou seja, é colocar gente morando e vivendo no Centro. Para isso, é fundamental termos toda a área do antigo Aterro Praia Grande funcionando de modo a atrair para o miolo do Centro da cidade novos moradores que vão transformar o que hoje é uma parte deteriorada de Niterói  em motivo de orgulho para toda a população.
O FLU – O senhor diz também que o novo terminal leva em consideração o advento do Comperj. Como assim?
JRS –
 É que, na verdade, o novo João Goulart será um grande complexo, o maior terminal intermodal da América Latina. Além dos serviços voltados para o transporte rodoviário, ele terá a nova estação das barcas e a estação da futura Linha 3 do metrô, todas integradas de modo a servir com mais conforto e agilidade a população. A atual estação hidroviária é provisória há mais de 50 anos e já era hora de Niterói ter uma estação definitiva.
O metrô, mesmo que o túnel sob a Baía de Guanabara não seja construído num futuro próximo, terá de ter o trecho de Niterói até Itaboraí concluído no prazo mais curto possível por ser imprescindível ao bom funcionamento do Complexo Petroquímico. E sua estação será ali, integrada a dos ônibus e a das barcas.
O FLU – De onde sairão os recursos para todas essas obras ?
JRS –
 Dentro de cerca de dois meses, faremos a licitação para a construção pela iniciativa privada e posterior administração e exploração do terminal rodoviário. Temos notícia de que já existem vários grupos interessados em participar desse projeto que é baseado em uma Parceria Público Privada. Ou seja, a Prefeitura não colocará um centavo sequer na construção, mas dará a concessão da exploração do terminal por um determinado tempo a quem investir na viabilização da obra.
A estação das barcas será custeada e explorada pela Barcas S/A e a estação do metrô pelo Governo do Estado. Um dos maiores entusiastas disso é o secretário estadual de Transportes, deputado Julio Lopes, pessoa extremamente competente que rapidamente entendeu o alcance dessa obra.
Em suma, todo o novo complexo por onde passarão mais de 400 mil pessoas/dia já está viabilizado do ponto de vista financeiro.
O FLU – Por fim, o senhor falou da importância do novo terminal na complementação do Caminho Niemeyer.
JRS 
– Exatamente. O atual terminal, apesar de ter sido construído por mim e por meu companheiro ex-prefeito João Sampaio, e de ter durante um bom tempo servido bem à população, hoje eu reconheço que já não serve mais como deveria. E suas linhas arquitetônicas entram em choque com a concepção geral do Caminho Niemeyer. Por isso, com a construção do novo terminal a partir de projeto do dr. Oscar, fechamos o conjunto de intervenções que formam o Caminho Niemeyer, faltando apenas o Centro de Convenções já praticamente viabilizado em parceria com o Governo do Estado.
O FLU - Mudando de assunto, passado um ano das chuvas e da tragédia de abril do ano passado, o que a prefeitura tem feito no sentido de evitar novos acontecimentos como aqueles?
JRS –
 Nossa primeira preocupação é com as pessoas. Estamos profundamente empenhados em concretizar o projeto de 5 mil novas casas, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida a fim de que aqueles niteroienses que perderam suas casas ou que moram em áreas de risco possam ter uma solução para a vida toda.  Só que um projeto desta envergadura leva tempo para acontecer. Muita gente nos cobra uma solução imediata como se para construir 5 mil casas bastasse estalar os dedos. É um processo demorado e as pessoas de boa-fé sabem disso.
O FLU – E o Aluguel Social?
JRS – 
A Prefeitura e o Governo do Estado, em parceria, têm procurado fazer o pagamento da melhor forma possível. Lamentavelmente, há poucas semanas houve realmente uma falha da nossa parte, quando ocorreu o atraso de um dia no pagamento, o que gerou uma série de incidentes. Naquele momento, ao avisarmos ao banco da data de pagamento, nós o fizemos com apenas 24 horas de antecedência, quando eram necessárias 48 horas para que isso fosse feito. Fiquei muito triste com a situação toda porque aquelas pessoas merecem todo o nosso respeito e aquilo foi uma coisa indesculpável.
O FLU – As pessoas que estão no abrigo da Prefeitura também têm reclamado da situação em que se encontram...
JRS –
 O abrigo é uma coisa provisória. Não queremos que as pessoas fiquem lá, porque abrigo não é lugar para as pessoas morarem, é um lugar passageiro onde elas ficam enquanto não se encontra uma outra solução. Por isso existe o Aluguel Social a fim de que cada um possa ir normalizando sua vida sem precisar ficar no abrigo. É importante frisar que as pessoas que estão no abrigo também estão recebendo o aluguel social. De qualquer modo, temos feito o possível e continuamos a trabalhar no sentido de uma solução definitiva para essas pessoas.
O FLU – E a Defesa Civil ?
JRS –
 A nossa Defesa Civil, por não existirem em Niterói a tradição nem o histórico de desabamentos como aqueles que ocorreram, era muito pequena e pouco aparelhada. Nós hoje temos os equipamentos necessários disponibilizados e cerca de 100 guardas municipais treinados especificamente para atuar como agentes da Defesa Civil se houver necessidade. Niterói hoje é com certeza um dos municípios mais preparados para enfrentar qualquer ameaça de calamidade. Ao mesmo tempo, estamos em fase final de elaboração de um grande sistema de alerta antecipado para toda a cidade.
O FLU – Para fazer este sistema de alerta antecipado, o senhor chegou a criar a Geonit e depois preferiu substituí-la por uma subsecretaria de Geotécnica. Por que essa mudança?
JRS 
– Porque eu fiz a Geonit baseada na GEO-Rio, criada nos anos 60 no antigo Estado da Guanabara. Só que o que era bom há 50 anos, hoje não serviria para Niterói por ser uma estrutura muito grande e pesada para nós. Daí eu ter optado por uma Subsecretaria de Geotécnica com pouquíssimos funcionários, mas todos eles técnicos gabaritados, para estipular o tipo de serviço a ser feito de forma terceirizada pelas melhores e mais conceituadas empresas do setor. Com isso, teremos menos custos e uma eficiência muito maior no acompanhamento das encostas e na criação de um sistema de alerta que proteja a população.
O FLU – O senhor tem recebido críticas por aparecer pouco nos lugares. Dizem que o senhor está sumido. Isso é em função do problema de saúde que o senhor enfrentou no ano passado?
JRS –
 Olha, eu realmente tive de tratar de um câncer na laringe e ninguém fica muito feliz de enfrentar uma coisa assim. Felizmente estou totalmente curado depois da cirurgia e do tratamento radioterápico que fiz. Mas em nenhum momento esse problema impediu que os expedientes da Prefeitura que dependem do prefeito ficassem em dia. Não ficou nada atrasado.
Quanto à minha presença física nos lugares, eu sempre disse que quem tem de aparecer é a Prefeitura, não o prefeito. Eu não sei fazer política-espetáculo e demagogia, as pessoas sabem disso. Os niteroienses sabem disso, tanto que me elegeram deputado por três vezes e prefeito por quatro, mesmo eu sendo desta forma. Por exemplo, apesar de termos realizado mais de 4 mil obras, poucas delas eu inaugurei.
No meu modo de ver, na hora em que uma obra fica pronta e a população começa a usá-la, ela está inaugurada sem a necessidade de maiores festividades.
O FLU – Mas por que as críticas?
JRS -
 O que acho que está ocorrendo agora é que, ao contrário dos meus outros governos, este atual tem enfrentado um volume de dificuldades sem precedentes na história da cidade e isso tem feito a Prefeitura realizar menos do que normalmente acontecia nos meus outros períodos à frente da Prefeitura.
Mas nós ainda temos quase dois anos para realizar a administração que o povo de Niterói espera de seu prefeito. As críticas que eu tenho recebido, eu as recebo com humildade porque acho que fazem parte do processo político. Da mesma forma que recebi tantos elogios, hoje encaro as críticas como uma coisa normal e espero que, quando tudo voltar à normalidade, e vai voltar, aqueles que me criticam agora possam ter a satisfação de acompanhar os acertos do governo.
O FLU – E como está a relação com o governador Sergio Cabral?
JRS –
 Ótima. O governador Sergio Cabral tem tratado Niterói com o maior carinho e atenção. É nosso parceiro no Caminho Niemeyer, é nosso parceiro em várias outros projetos como o Projeto Bairros, por exemplo, que vai sacudir Niterói dentro de pouco tempo. É parceiro em tudo que propomos para a cidade. Ele vem tratando Niterói como eu acho que eu próprio trataria se fosse governador.
O FLU – Recentemente o senhor teve uma reunião com ele para tratar do Caio Martins. Como foi essa reunião ?
JRS -
 É óbvio que a cidade precisa ter um Caio Martins modernizado porque como ele está hoje não serve à população. O estádio não comporta mais jogos profissionais, o ginásio está ultrapassado e o parque aquático não suporta receber mais nenhuma competição por estar fora dos parâmetros técnicos modernos. Niterói tem de ter um complexo esportivo à altura da sua população.
O Caio Martins, construído há 70 anos numa época em que Niterói era completamente diferente, não pode ser extinto, é claro,  mas tem de ser reformulado, tem de ser modernizado. Só os retrógrados não veem isso.
O governador poderia muito bem ter elaborado um projeto e executado do jeito que bem entendesse, mesmo porque o complexo Caio Martins pertence ao Governo do Estado. Mas, não. Ele chamou as lideranças da cidade, vereadores, deputados, o prefeito, e pediu sugestões de como usar melhor o Caio Martins. Não chegou com nenhuma ideia preconcebida. Apenas disse que gostaria de servir melhor a Niterói. Logo nesta primeira reunião ficou acertado que não se abriria espaço para a construção de prédios residenciais, mas que qualquer outra proposta poderia ser estudada.
Decidiu-se, então, que o Governo fará um edital para que vários projetos e ideias possam ser apresentados e uma vez escolhido um deles provisoriamente, possa ser debatido exaustivamente com a população de Niterói. Frase textual do governador Sergio Cabral: “Não farei absolutamente nada que a população não queira”. Ou seja, o governador quer possibilitar que o povo niteroiense tenha o Caio Martins renovado do jeito que o povo quiser.
O FLU – A parceria Prefeitura e Governo do Estado, então, tem funcionado como o senhor esperava?
JRS –
 Completamente. E o bom é que há uma integração total da minha equipe com a equipe do Estado. Posso considerar, hoje, como amigos e companheiros, auxiliares próximos do governador Sergio Cabral como o Regis Fichtner, o Wilson Carlos, e, em particular, o vice-governador Pezão.
Eu gosto de trabalhar com o Pezão porque além de ele saber das necessidades de um município por ter sido prefeito de Piraí, ele tem um carinho especial com Niterói. Basta ver o número de vezes que ele tem vindo aqui. E não faz isso só por obrigação de ofício, faz isso porque realmente gosta de Niterói.