sábado, 19 de março de 2011

Preparando para o aniversário das chuvas de abril 2010

Um pouco de história:

sexta-feira, 30 de abril de 2010

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Comunidades de Niterói lotam a Câmara Municipal para exigir medidas imediatas da Prefeitura

Nesta quarta-feira, mais de 500 moradores de diversas comunidades de Niterói lotaram a Câmara Municipal na Audiência Pública promovida pelas Comissões de Defesa dos Direitos Humanos da ALERJ e da Câmara Municipal. Estiveram presentes também representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público Estadual, do Núcleo de Projetos Habitacionais e Urbanismo da UFF (NEPHU) e do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) que compuseram a mesa e debateram as medidas urgentes e necessárias para diminuir o sofrimento dos milhares de desabrigados. No entanto, mais uma vez, o prefeito Jorge Roberto Silveira demonstrou o seu descaso com Niterói e, mesmo sendo convidado, se recusou a comparecer para dialogar com a população. 
 
  Ao final, os presidentes das respectivas comissões de Direitos Humanos da ALERJ e CMN, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e vereador Renatinho (PSOL), se comprometeram em divulgar o relatório com os dados e sugestões levantadas na Audiência Pública para encaminhar as autoridades competentes: “Infelizmente o Poder Executivo não enviou nenhum representante e a população continua sem respostas concretas, o Poder Legislativo precisa investigar e cobrar que o Prefeito se movimente”, disse o Vereador Renatinho, que complementou: “É um absurdo a prefeitura não ter se organizado ainda para liberar o aluguel social para os desabrigados, a lei que permite essa medida já está aprovada na Câmara desde 2007”.
 
 
 
 
  

Marcelo Freixo afirmou: “Daqui sairá um documento que se não for cumprido pelo Executivo, servirá de base para futuras ações judiciais”.

Ao término da sessão foi encaminhado um conjunto de ações emergenciais e estruturais a ser destinado e cobrado junto ao poder público, em especial o Executivo Municipal de Niterói.

Mobilização em Camboinhas

 Presentes diversos moradores, principalmente de Camboinhas, e da Região Oceânica. 
Evento pacífico, apoiado por PM's que deram suporte à manifestação e passeata, onde houve a oportunidade de membros da SOPRECAM, vereadores, membros do CCRON, e alguns cidadãos, falarem sobre o mega empreendimento que está sendo lançado na área. 
Só lastimo que a população de Niterói ainda não tenha percebido que, como comentou uma amiga arquiteta que lá encontrei: "precisamos nos dar conta que o problema das usinas no Japão, não é exclusivo do Japão!"...
Da mesma forma que precisamos nos dar conta que esse problema é do planeta, este empreendimento em Camboinhas afeta toda a cidade. Seja no trânsito, no abastecimento de água, na preservação do meio ambiente do município...
Outras barbaridades que assistimos impávidos no município, e no país!, é assunto e problema de todos nós...
 

As histórias e histórias da: Tragédia das chuvas em Niterói

n'OSão Gonçalo por Redação 16/3/2011

Dando prosseguimento ao cronograma de encontros com autoridades municipais, a Câmara de Niterói recebeu, ontem, o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Adilson Alves de Souza. Ele foi ouvido pelos integrantes da Comissão Especial de Acompanhamento e Fiscalização das Soluções para a Tragédia das Chuvas, ocorrida em abril do ano passado. De acordo com o vereador João Gustavo (PMDB) o trabalho da Defesa Civil tem sido eficiente, apesar do grande volume de vistorias agendadas.
“Está sendo realizado um minucioso levantamento das áreas de risco e do número de casas construídas em locais totalmente impróprios. Outra ação que destaco como da maior importância é o treinamento dos presidentes de associações de moradores e líderes comunitários que atuarão como referência às autoridades em caso de alerta para possíveis catástrofes naturais”, disse o peemedebista.

Durante a reunião com os representantes do Legislativo, o coronel Adilson também falou sobre os esforços do município para melhorar e humanizar o atendimento aos desabrigados que estão alojados no 3º Batalhão de Infantaria (3º BI).

Na próxima sexta-feira, o encontro será com a secretária de Urbanismo, Christina Monnerat. Três dias depois, será a vez de José Roberto Mocarzel, secretário de Serviços Públicos, Trânsito e Transportes. No dia 23, a convidada será Maria Inês de Oliveira, secretária de Educação.

Nas últimas reuniões serão ouvidos superintendente da Caixa Econômica Federal em Niterói, Raimundo Macedo, e o secretário de Segurança, Wolney Trindade, nos dias 24 e 25, respectivamente.

Comenta a presidente do GAPOPS:
Não entendo essas informações que são lançadas nos jornais! 
Mês passado, fevereiro,  tivemos uma  reunião com a Defesa Civil, representado pelo Capitão Wallace, com a presença de aproximadamente 40 pessoas, entre elas o Sr. Joaquim Jorge do Conselho de Segurança; Beto da Pipa do PMDB, responsável pela comissão de Meio Ambiente na Câmara Municipal; José Antonino Mendes, secretário regional do Largo da Batalha; Tião Cidadão do Conselho de Segurança Pública; representantes do 12º Batalhão da Polícia Militar; Sr. Gelson, representante do Fórum Agenda 21 Niterói, representantes da AspiUff; Marcos Benedito, monitor e guia de turismo; diretor do Colégio Estadual Leopoldo Froés, Sr. Carlos Alexandre  Lobo;  moradores das comunidades do Maceió, Preventório, Badú, Largo da Batalha, Sapê,  Cantagal; professor Henrique, da Secretaria de Educação, representando Waldeck Carneiro e não fomos informados de nada deste tipo: que a Defesa Civil estaria capacitando líderes de associações de moradores. 
A  maioria das associações de moradores do município não funcionam, sei que a Defesa Civil estava capacitando Guardas Municipais. Como o GAPOPS, e todos os  representantes que estavam na reunião  não foram  informados disto? Eu mesma gostaria de fazer o curso, sou  representante de uma instituição, temos parceria com a Defesa Civil, sou moradora do bairro Maceió. É de conhecimento de muitos que a rua  M  do bairo Maceió, caiu,  como várias no meu bairro e até hoje, não tivemos notícias  da prefeitura. 
A ong Oficina do Parque está com  convênio  com a Famacnit e a universidade UFRJ com um projeto sobre deslizamento e área de risco, mapeando o bairro  com helicóptero do Corpo de Bombeiros  e tudo, vai ter o lançamento do projeto dia 29/03, na sede da Ong, rua Demétrio de freitas 150 - Maceió- tel 2616-5866 , e ninguém  sabe?  Nem a prefeitura tem o mapeamento - não é muito estranho esta matéria? Os atores fazem ações isoladas,   sempre o povo  perde, a desigualdade social e a pobreza cada vez mais visíveis nas   comunidades do nosso município.
Jaqueline Rezende Ribeiro
Presidenta do Gapops - Grupo de Ação Pesquisa e Orientação a Projetos Sociais

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cidades Sustentáveis: Sociedade, Mobilização e Cidadania




Formado por um grupo apartidário e inter-religioso que envolve segmentos da sociedade civil de Niterói, o movimento Niterói Como Vamos - NCV - está comprometido em promover maior integração entre as políticas públicas e as reais necessidades e interesses da população. O lançamento oficial do Niterói Como Vamos será no dia 24 de março, no auditório da Ampla, em São Domingos, Niterói.
Diversas organizações são parceiras do movimento: Ampla, Fetranspor, Auto Viação 1001, CCR Ponte, Fundação Avina, Instituto Baía de Guanabara, Neltur, Rotary Club, Universidade Federal Fluminense e Barcas S.A. Durante o lançamento, ocorrerá o seminário “Cidades Sustentáveis: Sociedade, Mobilização e Cidadania”, que tem como objetivo informar e mobilizar o cidadão sobre a importância e a necessidade da participação da sociedade civil nos cuidados e na gestão da cidade, por meio da discussão e apresentação de conhecimentos.
Inscrições podem ser feitas pelo link http://niteroicomovamos.net/evento-cidades-sustentaveis.htm ou pelo telefone 0800-282-7755. Veja a programação completa abaixo.

 Cidades Sustentáveis: 

Sociedade, Mobilização e Cidadania

Lançamento do Movimento NITERÓI COMO VAMOS
Data: 24 de março de 2011
Horário: Das 16h30  às 21h
Local: Auditório da AMPLA - Praça Leoni Ramos, 1 São Domingos, Niterói, RJ

 PROGRAMAÇÃO

 15H ÀS 16H15 – ATENDIMENTO À IMPRENSA

 16H30 ÀS 16H45 – ABERTURA

Álvaro Cysneiros -Presidente do Niterói Como Vamos
André Moragas - Presidente da Ampla

 16H45 ÀS 17H15 – APRESENTAÇÃO DO NITERÓI COMO VAMOS

Alvaro Cysneiros (Diretor Regional TOTVS Rio de Janeiro e Coordenador do movimento NCV)

 17H15 ÀS 18H15 – PRIMEIRA MESA

Tema: Democracia Participativa
Palestrante: Bernardo Toro - filósofo e educador colombiano 
Mediadora: Sônia Araripe -  jornalista, diretora do site e da revista Plurale.

 18H15 ÀS 19H30 – SEGUNDA MESA

Temas: “O papel da juventude”, “O controle cidadão”, “O papel das empresas” e “Sustentabilidade”
Palestrantes: Thereza Lobo - socióloga, diretora da Solidaritas e do Rio Como Vamos
e Patrícia Ashley - pesquisadora e escritora, especialista em planejamento e desenvolvimento sustentável de territórios urbanos
Mediadora: Sônia Araripe

 19H30 ÀS 20H – PAINEL DE PERGUNTAS

 20H ÀS 20H10 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

 20H10 ÀS 21H – COQUETEL DE RELACIONAMENTO

O Paradoxo da Sustentabilidade

Como síndico de um condomínio misto-salas comerciais e lojas, em São Francisco, Niterói,  verificamos que havia  uma penalização aos condôminos que não possuiam estabelecimento de comercialização de alimentos (restaurantes), pois o pagamento do consumo da água era feito de forma igualitária entre todos,o que significa dizer que éramos contribuintes dos lucros operacionais  desses estabelecimentos, sem nada ter em troca.

Resolvemos individualizar o consumo com a instalação de medidores-hidrômetros em todas as lojas e salas, o que resulltou numa economia de 30% nas contas de água da concessionária local, ÁGUAS DE NITERÓI.

Para surpresa nossa, as contas foram, inicialmente, verificadas pela concessionária numa suposição de furto de água, em razão da economia.

Todavia, o mais importante é que depois de todo esse esforço em benificio da sutentabilidade  com base na economia desse precioso liquido, verificamos que pouco adiantou, pois somos penalizados por isso, sendo  obrigados não a pagar o consumo realmente medido, mas sim o CONSUMO MÍNIMO FATURADO, que é superior ao medido, ou seja, o efetivamento gasto.
Procurando saber o fundamento legal, verificamos que a Lei permite...

O que fazer?

Joao J.Bosco Quadros Barros
              Eng.Civil e Sanitarista
             CREA  RJ 300-D
  cel 21 96074299

terça-feira, 15 de março de 2011

Mobilização em Camboinhas sábado dia 19 às 11h

Atenção moradores de Camboinhas e vizinhanças!!!!
Moradores de Niterói, é sua qualidade de vida que também esta em jogo...
Já pensou no aumento de volume de tráfego que mais uns 2mil novos moradores irão gerar, na estrada Francisco da Cruz Nunes? 
E no túnel? 
E na avenida Roberto Silveira? 
E na ponte?....
Isso sem falar na água, no esgoto, etc etc etc.

Convocamos todos a participar da manifestação contra a construção dos 18 prédios de 648 apartamentos do projeto OASIS. O encontro será no próximo sábado, dia 19, às 11h, próximo à padaria de Camboinhas.



Participe!!! É a nossa qualidade de vida que está em jogo!!!

domingo, 13 de março de 2011

Niterói gasta R$ 15,2 milhões em licitações irregulares

n'OGlobo por por Flávia Milhorance e Gustavo Schmitt - 12.3.2011


No período de janeiro de 2009 a março deste ano, a prefeitura de Niterói gastou R$ 15,2 milhões em contratos firmados por dispensas ou inexigibilidade de licitações que descumprem as exigências da legislação (8.666/93). Feito a partir de publicações no Diário Oficial, um levantamento das 226 concorrências públicas, que somam R$ 81 milhões, mostra que há irregularidades em pelo menos 18 contratos, o equivalente a 18% do total. A análise foi feita a pedido do GLOBO-Niterói pelo Observatório Social de Niterói (OSN), organização apartidária e sem fins lucrativos cujos membros foram capacitados pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União para fiscalizar as compras municipais. 

77% das compras são da Educação

A Fundação Municipal de Educação (FME) foi responsável por 77% das aquisições feitas de forma irregular, com um total de 14 contratos celebrados que perfazem R$ 12, 4 milhões. Deste montante, somente a Editora Melhoramentos Ltda. obteve R$ 8 milhões em três contratos para aquisição de livros para alunos do 1ao 5 ano do ensino fundamental. As compras são voltadas para o projeto de incentivo à leitura “Magia de ler”, que reúne textos de autores consagrados, como Ziraldo, Ruth Rocha e Pedro Bandeira. 

Na avaliação do OSN, houve desrespeito ao artigo 25 da legislação, que afirma que é “inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição”. Ou seja, quando apenas uma empresa pode fornecer determinado produto. Porém, neste caso, a organização encontrou outras editoras que também comercializam obras dos referidos autores, o que torna obrigatória a realização de concorrência pública. 

Outro exemplo parecido de descumprimento da lei apontado pela análise foi a aquisição de livros de “educação para o trânsito”  voltados para professores e alunos, em dezembro de 2009. A FME contratou a editora Alphabeto por R$ 562.600,50. Entretanto, outras editoras que vendem livros similares foram encontradas no mercado, o que torna necessária a compra pelo critério do melhor preço. Além disso, o OSN encontrou na internet cartilhas voltadas para o mesmo tema e que são disponibilizadas de graça pelo Detran.


Os responsáveis pela editora Alphabeto não se pronunciaram até o fechamento desta edição. Já a Editora Melhoramentos afirma, por meio de nota, "que vem cumprindo seu compromisso junto à prefeitura de Niterói e que não foi informada sobre nenhuma irregularidade".


Já a FME informa que a dispensa ocorreu por se tratar de produtos com características únicas, como no caso das editoras, pois há exclusividade na escolha de determinado autor. A fundação ressalta que os processos tiveram análise da assessoria jurídica, que seus preços são compatíveis com os de mercado e que a documentação está disponível para exame. 


Também foram constatadas violações aos artigos 24 e 25 da lei de licitações em outros quatro processos de licitações da FME voltados para a compra de merenda, em 2009. A empresa Distribuidora de Ovos Aguiar Ltda. recebeu R$359 mil em fevereiro de 2009 e mais R$197 mil em maio do mesmo ano. O mesmo aconteceu em outras duas compras em favor da Comercial Milano Brasil Ltda. que obteve R$451 mil, em fevereiro e  R$236 mil, em maio. Procuradas pela reportagem, nenhuma das empresas foi encontrada para comentar o assunto.


Para o presidente do OSN, Antonio Oscar Vieira, os dados mostram que a prefeitura precisa aprimorar o processo de licitação, além de torná-los mais transparentes, com o uso de softwares disponibilizados pelo governo federal.
-A nossa atuação é preventiva. A ideia é mostrar que o dinheiro público deve ser gasto com eficiência. Percebemos que existem muitas imperfeições nos contratos de licitações que em muitos casos descumprem a legislação. Para solucionar isso, basta que a prefeitura solicite o auxílio da CGU que oferece o programa de computador de graça e ainda capacita o pessoal. Portanto, basta vontade política - afirma Antonio Oscar.


A secretaria municipal de Administração e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) tiveram, cada uma, dois contratos realizados inadequadamente, enquanto a Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), apresentou falha em um acordo. A CLIN contratou sem licitação por R$573,9mil a Vital Engenharia Ambiental S.A. para a operação e manutenção da célula emergencial do aterro controlado do Morro do Céu, no Caramujo. Para o OSN, outras empresas poderiam prestar o serviço.


A CLIN justifica o contrato devido à repentina interrupção do recebimento do lixo pelo aterro no município de São Gonçalo, em setembro de 2010. Segundo o orgão, a exigência de contratação emergencial de uma empresa especializada foi da Secretaria Estadual do Ambiente.


A Vital Engenharia continua como prestadora do serviço para o município. O prazo do contrato vence no próximo dia 28. A licitação de serviços de destinação de lixo ocorrerá ainda no próximo dia 16 e não há data noe ditaç para que a empresa vencedora comece a operar a célula.Portanto, um novo contrato emergencial poderá ter que ser feito.

Alternativas viárias

n'OGlobo por Luiz Gustavo Schmitt
ESTUDO APRESENTA PONTOS CRÍTICO DO TRÂNSITO E PROPÕE CRIAÇÃO DE NOVA VIA
Estudos da Nittrans e da Secretaria Municipal de Urbanismo a que O Globo Niterói teve acesso identificam os principais gargalos da mobilidade urbana da cidade e propõem a criação de uma nova via que ajudaria a desafogar o trânsito nos bairros de Centro, Icaraí e Santa Rosa. Os dados foram divulgados em fevereiro na reunião do Conselho Municipal de Política Urbana de Niterói (COMPUR).


O trabalho foi apresentado pelo presidente da NitTrans, Sérgio Marcolini, e deve servir como base para o plano de trânsito de Jaime Lerner, que prevê obras para melhorar o tráfego de Niterói. O assunto será tema da próxima reunião do COMPUR, amanhã, às 19h, na sede da Prefeitura. No encontro, também serão discutidos os dez anos do Estatuto das Cidades, além de uma nova mudança no trânsito que vai propor a criação de um corredor viário trânsito entre as ruas Mário Vianna, em Santa Rosa; e Paulo César, em Icaraí.


Segundo o levantamento da NitTrans, foi estabelecido um índice de mobilidade nos bairros da ciadde, avaliados das 6h às 20h, para comparar os deslocamentos a pé com os que são feitos de carro. Um dos dados mostra que, em Icaraí, o número de pessoas que se deslocam a pé é cinco vezes maior do que as que o fazem de automóvel. No entanto, 22% do trânsito de veículos na região equivale a moradores que fazem percursos curtos dentro do próprio bairro. O estudo também revela que o número de moradores da Região Oceânica que usam carros é seis vezes maior do que os que residem em Santa Rosa, Icaraí e Centro. Neste último, o deslocamento é feito basicamente a pé, e é cinco vezes maior do que as viagens de automóvel:28% delas são feitas na região.


Segundo o engenheiro civil urbanista Carlos Quintão, que também é membro do Compur, o estudo da prefeitura faz um diagnóstico dos problemas do trânsito.
-Os dados mostram que é preciso ampliar o transporte público na Região Oceânica, além de conscientizar os moradores de Icaraí a deixarem o carro em casa quando o deslocamento for no próprio bairro - informa Quintão.
A prefeitura não quis comentar os estudos. Contratada por R$630mil pelo município, a equipe do arquiteto e urbanista Jaime Lerner apresentou em novembro de 2009 um projeto que prevê uma série de intervenções para melhorar o fluxo de de veículos na cidade de Niterói. A tônica é a construção de um sistema de ônibus BRT (Bus Rapid Transit), interligando cinco terminais, desde o Centro à Região Oceânica. A proposta era que 94 ônibus circulassem no sistema BRT e atendessem 137 mil passageiros por dia. No entando, o plano ainda aguarda recursos do governo federal.

Escassez de água exige mudança de hábitos

n'OGlobo por Renata Leite -  12.3.2011

Consciência da população e fim do desperdício são soluções a longo prazo, segundo o grupo Niterói Como Vamos
Se não fosse a água presente em abundância no planeta, certamente a vida não teria se desenvolvido na Terra. Ainda assim, a população tem desperdiçado esse recurso valioso e limitado sem remorços. O movimento Niterói Como Vamos aproveita o Dia Mundial da Água, em 22 de março, para analisar como o município foi abastecido ao longo dos anos e chamar a atenção para o risco da escassez em breve, com racionamento e aumento de tarifas.

— Mesmo sem estiagem no (Rio) Macacu, faltou água em diversos bairros, pelo simples aumento do consumo neste verão. A demanda deve crescer ainda mais com a instalação de empresas atraídas pelo Comperj. A única solução é a mudança de hábitos da população — alerta Dora Negreiros, que realizou a pesquisa com Dalva Regina Gonçalves, Cibelle Arcanjo e Carolina Carvalho, todas participantes do movimento.

Até o final do século XIX, os moradores de Niterói se abasteciam de água em fontes naturais, localizadas em diversos pontos, como na Rua da Conceição e na Praça Martim Afonso, no Centro; e no Ingá. No entanto, logo essas fontes se tornaram insuficientes. A água usada por Niterói, hoje, é transportada por 33 quilômetros, desde o Rio Macacu.
— Precisaremos, em breve, buscar água ainda mais longe, o que significa encarecer esse recurso — analisa Dora.

Uma solução depende do engajamento da população, ao evitar desperdícios e optar por equipamentos econômicos. Cerca de 15 empreendimentos imobiliários de Niterói, a maioria ainda em construção, incluíram um sistema de reuso das águas cinzas, que gera até 30% de economia de água. Após tratamento, a água utilizada em chuveiros, máquinas de lavar roupas e tanques é reaproveitada para descarga sanitária,
lavagem de pátios e automóveis e torneiras de jardim.

O Fiori di Itacoatiara, condomínio com 40 apartamentos em fase final de construção, será lançado já com o sistema desenvolvido pela SRA Engenharia, que não consome energia elétrica nem exala mau cheiro.

— O investimento não passa de 1% da construção e retorna em cerca de dois anos, com a economia de água — diz Alexandre Santos, sócio da SRA.

Outro cliente da empresa é a Auto Lotação Ingá, que utiliza águas cinzas tratadas e águas pluviais para lavar seus ônibus. Diariamente, ela economiza 35 mil litros de água, o suficiente para abastecer cerca de 70 famílias.

A iniciativa da Auto Lotação Ingá foi incentivada pela tramitação do Projeto de Lei 1326, que obriga postos de combustíveis, lava-jatos, transportadoras e empresas de ônibus urbanos intermunicipais e interestaduais, localizados no Rio de Janeiro,a  instalarem equipamentos de tratamento e reutilização da água usada na lavagem de veículos.

O avanço da legislação voltada para a sustentabilidade é um agente motivador de mudança de hábitos. Em Niterói, a Lei Municipal 2630, de 2009, disciplina o armazenamento de águas pluviais nos empreendimentos lançados a partir de então. Há ainda, a Lei Estadual 4393, de 2004, que obriga empresas de construção civil a instalar dispositivo para captação de águas da chuva nos imóveis comerciais e residenciais.



É mesmo óbvio? Ou estou sendo pretensioso?


de 


Quando analiso a sociedade, temo a soberba. É preciso estar muito atento às formas sutis de penetração deste sentimento. Ele se insinua de infinitas maneiras, sob qualquer pretexto e com múltiplas faces. O sentimento de superioridade bloqueia a inteligência e nos cega diante de evidências. Em poucas palavras, ele nos inferioriza as capacidades, a visão de mundo e a atuação na coletividade. Por isso costumo tomar todo o cuidado. A facilidade que sinto em perceber, a todo momento, as mentiras feitas verdades que são propagadas como valores intocáveis, trabalhadas para se instalarem no inconsciente coletivo, junto à dificuldade que percebo nas pessoas em se dar conta da própria condução dos seus valores, me fazem duvidar da minha humildade e, por conseqüência, das minhas conclusões. Levanto, preventivamente, a hipótese da soberba.
            Mas olho para a estrutura da sociedade e me parece muito simples. A ignorância, a miséria, fruto de uma desigualdade brutal; um povo aparvalhado, infantilizado, entre a ausência de ensino e a “formação” de opinião pela mídia privada; a violência de um Estado que não garante as condições mínimas definidas pela sua própria constituição – básicas para extinguir esses males – e que se transforma na violência social, no crime, na truculência da polícia contra as comunidades pobres. Nos crimes das grandes empresas contra as populações que se encontrem em seu caminho insano, em direção ao lucro. Contra o meio ambiente, contra a soberania nacional, contra os povos nativos e locais, contra a qualidade de vida que apregoam como razão da sua existência - numa hipocrisia mal mascarada pela publicidade inteligente, insidiosa, que pega pelo inconsciente, o subliminar. Tudo isso e muito mais me dizem claro que a sociedade humana está dominada e controlada por empresas, quer dizer, os donos das maiores empresas controlam, interferem, influenciam, pressionam, concentram poderes o mais que podem sobre os Estados nacionais, compondo com as empresas de cada lugar, com os poucos das elites locais. Aí está a razão dessa estrutura cruel de sociedade. Será que é muita pretensão minha? Que eu tô delirando, vendo coisas? Parece tão óbvio...
            A estrutura social (imposta pelos poderes reais, os econômicos, ou das pessoas que se escondem atrás de suas grandes empresas), enquanto massacra a maior parte, submete enorme parcela da população, as classes intermediárias, a uma existência sem outro sentido que “subir na vida”, de forma a sustentar essa estrutura, com nossos desejos, nossos objetivos de vida, nosso egocentrismo induzido e estimulado. O massacre publicitário é o tempo todo. Forma nossas opiniões, desejos e valores desde a infância. A agressividade é estimulada, a competitividade é imposta. Os postos de comando são mais bem remunerados, imprescindíveis que são no controle da maioria, na administração da ordem vigente. A grade curricular das escolas é direcionada ao “mercado”, não mais à sociedade. O ensino público, fundamental e médio, é deteriorado, destruído, conservando as formas pra sair na foto. Tudo interessa às empresas, até mesmo a miséria – a melhor garantia de manutenção dos salários baixos. É preciso explorar ao máximo. Não é à toa que o Repórter Brasil denuncia trabalho escravo, todos os dias. A estrutura favorece.
            E nós favorecemos a estrutura, desejando o que nos mandam, nos submetendo a trabalhos de que não gostamos, priorizando o ter, o possuir, o desfrutar, em detrimento de ser, de estar, de se relacionar com o mundo e consigo mesmo, abrindo mão de nos realizar como seres humanos. A sociedade “como um todo” nos cobra essa desumanização. Enxergamos a miséria e a ignorância como inevitáveis. Vivemos um presente frustrante, na expectativa de “benefícios” futuros, que não compensam o alto preço que custam em qualidade de vida ao longo do tempo. Permitimos que nos formem os valores, através de mecanismos do inconsciente, conhecidos pelos marqueteiros, publicitários e “formadores de opinião” da mídia. Sem perceber, não vemos alternativas diante das pressões na direção da normalidade, muitas vezes cobrando de outros as mesmas posturas. Cheguei a trilhar esse caminho, mas a angústia e a falta de sentido eram tão intensas que resolvi mudar o rumo, apesar das ameaças. Mesmo sem saber a direção a seguir. E as ameaças de discriminação, de repulsa social, de perseguição se concretizaram. Não foi trágico, apenas sintomático. Eu procurava caminhos que não me eram apresentados. Não podia esperar compreensão, muito menos apoio. E não houve nem respeito. Com o tempo, percebi que o único respeito imprescindível é o próprio. E que, em alguns casos, o desrespeito é como um elogio.
            É a nossa permissão que faz a sociedade ser o que é. Nossa acomodação, nosso medo, nossa indiferença, nossos objetivos de vida, tudo plantado, tudo planejado. Acolhemos valores desumanos e vivemos desgraçadamente em torno deles, sofrendo-lhes as conseqüências e sem saber a quê atribuir a nossa angústia.
            Simples assim. As empresas dominam os Estados. A coisa pública está imersa na privada. O inimigo se instala, sorridente, nas salas das casas, com declarações de afeto e juras de amor, “entretendo” com novelas e programas (por onde escorrem as invasões subliminares, a formação de valores falsos, os condicionamentos). E ataca os que o denunciam, com seus jornais e revistas, rádios e televisões, criminalizando, distorcendo e omitindo informações, incitando as forças de segurança e a população em geral contra os que ousam resistir – e a população, em tais condições, não percebe os crimes dos quais é vítima.
            Buscar a realização pessoal humana é um ato revolucionário. Construir seus próprios valores, independente dos induzidos, é uma obrigação de quem o percebe. Renegar as marcas, consumir apenas o necessário, exterminar a cultura do consumo, desenvolver o gosto pela contemplação, a movimentação gratuita, a diversão sem custo monetário, a alimentação e a medicina mais próximas à natureza e ao bem estar interno. Dedicar mais atenção aos sentimentos, desenvolver a tolerância, a reflexão, a solidariedade, a consciência. E aplicar nas relações com os indivíduos e a coletividade. A mudança precisa de base interna, pra ter força. As mudanças externas são uma extensão, uma conseqüência que, sem as raízes internas – profundas e sinceras -, logo secam e morrem, ou se demonstram ervas venenosas. Como disse Gandhi, é preciso fazer em si as mudanças que se deseja no mundo.

Eduardo Marinho