sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mais um desabafo niteroiense: agora em Camboinhas!!


Acharam que já viram de tudo e que pior que está não pode ficar? 

Pois enganaram-se!! Vai piorar e muito..

Teremos breve em Camboinhas, ao lado do Canal de Camboatá, aspas para o 'pertinho da praia', a construção de míseras 648 unidades em 18 blocos, que se transformarão em aproximadamente mais umas 2 mil pessoas circulando pra cima e para baixo na estupenda estrada Francisco da Cruz Nunes - já vi esse nome antes..- , indo e voltando na ponte para o Rio, lotando a praia, consumindo no shopping, jogando lixo, consumindo a água, votando.. Realmente será mais um 'desafio'...Encarar os mega engarrafamentos, a falta d'água, de sombra....

Tudo para seu maior conforto, 'tudo que você e sua familia precisam', como diz o blog propagandista abaixo...

'Mas como pode', estão se perguntando alguns atônicos?! 

Podendo.

Uma vez comecei a escrever uma matéria sobre a comarca de IORETIN, na provícia de OIR, onde os representantes oficiais eram empresários locais da construção civil que se beneficiavam disso a grande... Construiam, construiam e aprovavam e aprovavam seus próprios projetos..A cidade que se danasse.

O alcaide pouco era visto ou sabido, e diziam mesmo era que morava mais ao norte, em Meame... 

Enfim, nunca terminei esse texto... acho que tomei nojo.

Vivam os egípcios que berraram e foram em praça pública reclamar por um mundo melhor. 

Enquanto continuarmos falando "não sei onde isso vai parar" e continuarmos só mudando de canal, só virando a folha do jornal e só pedindo outra cerveja, eu sei bem onde isso vai dar... 

Basta aguardar as águas de março chegarem e aí veremos como tudo pode ficar muito, mas muito pior. Comprem logo sua unidades, antes que NITEROI acabe!



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Oásis Resort De Morar , Camboinhas Niterói

O empreendimento Oásis Resort De Morar Camboinhas , é um excelente negócio para quem gosta de desafios, lazer e praticidade , pois este complexo tem como ponto forte uma área verde jamais vista na região de Niterói e  fica no centro  de tudo em  Camboinhas e sem contar que fica bem "pertinho da praia".

Um resort de morar exclusivo, conceito único em Niterói,
que reúne tudo que você e sua família precisam
Camboinhas Bairro de Turismo em Niterói
É uma extensão da própria Praia de Itaipu. Suas águas são transparentes e esverdeadas, com areia clara e fina.. A orla é repleta de quiosques especializados em frutos do mar e petiscos, servidos em mesas à beira mar. É a mais frequentada nos finais de semana. No canto esquerdo reúnem-se os praticantes de wind-surf. 
FICHA TÉCNICA

ÁREA DO TERRENO: 85.000 m²
ÁREA PRIVATIVA – APTO TIPO 3 QTS: 98 Á 105 m² (1 SUÍTE)
ÁREA PRIVATIVA – COB. 2 QTS: 155 Á 173 m² (1 SUÍTE)
ÁREA PRIVATIVA – COB. 4 QTS: 263 Á 264 m² (2 SUÍTES)
ÁREA PRIVATIVA – APTO TIPO 2 QTS: 78 Á 81 m² (1 SUÍTE)
ÁREA PRIVATIVA – APTO TIPO 4 QTS:128 Á 131 m² (2 SUÍTES)
ÁREA PRIVATIVA – COB. 3 QTS: 201 Á 210 m² (1 SUÍTE)
Nº DE BLOCOS: 18
Nº DE VAGAS: 2 QTS 1 , 3 e 4 QTS 2 VAGAS , COB. 2 VAGAS.
Nº DE  QTS: 2,3,e 4 QTS
TAXA DE OCUPAÇÃO: 17,5 %

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Lua cresce no céu de Friburgo

Sebastião Guerra
09 de fevereiro de 2011, lentamente a lua volta a crescer no céu de cada um de nós. Assim, mais ou menos de forma direcionada, mantemos nossos movimentos cotidianos externos. Cada um de nós, repletos de memórias densas, importantes e fecundas, lida como pode, no fundo da alma, na noite profunda de nosso interior com a riqueza doída e luminosa de estarmos vivendo 'estes dias' de nossas vidas, nestas serras queridas.
Nos últimos dias, algumas pessoas e a mídia em geral têm usado, em nome do desejo de criar uma onda positiva, otimista, uma frase que me dói: "Estamos finalmente voltando ao normal". Como assim, voltando ao normal? Se o normal é como era antes, não posso aceitar que voltemos a ele. O normal de antes, era feito de muitos interesses separados; seja por grupos sociais e econômicos; seja por grupos de famílias; seja por  religiões ou entre pessoas 'do bem e do mal'. O normal de antes era civilmente muito solitário, era feito de conselhos municipais esvaziados, envelhecidos antes de florescerem; era feito de instituições sociais importantes e maduras, atuando ingenuamente em nossa sociedade. O normal de antes tinha muito pouco tempo para solidariedade, para servir ao outro acima de tudo. E que fique claro, quando falo servir ao outro, não estou dizendo servir ao outro que precisa, que é pobre. Estou falando em construir uma sociedade de tal forma, que não se produza o acúmulo de bens por uns poucos. O normal de antes não tinha tempo para longas, gostosas, profundas e preguiçosas conversas ao redor da mesa de refeições ou na calçada de casa.
Sem dúvida, o normal de antes também tinha práticas de grande valor humano e potencial transformador. MAS...pouco, muito pouco, diante do tamanho da tarefa.
Nestes dias vivemos fora do normal. Ah, com certeza vivemos.
Nestes dias que passamos sem eletricidade, pude reaprender sobre o silêncio de nenhum motor funcionando, de nenhuma rede virtual ativa, de nenhum aparelho áudio visual emitindo estímulos; pude sentar com minha família, amigos e desconhecidos, na penumbra da luz de raras velas, e suspirar sob o sentimento humilde do tamanho dos meus braços, de minha força real de transformação e de ser ajuda. A eletricidade amplia nossa força de atuação e também nos ilude sobre nosso tamanho.
Nestes muitos dias que passamos sem água encanada e potável, pude reaprender sobre tudo que se lava com dois litros d´água(medida das muitas garrafas pet que me chegaram). Pude conviver com os meus dejetos(urina e fezes)  e os de minha grande família, guardados dentro de nossos belos vasos sanitários sem água  e sentir a fragilidade e insanidade de nossa civilização que sequer sabe lidar com as fezes a não ser, dando descarga e se esquecendo delas. Pela falta d´água pude aprender os nomes de meus vizinhos, que comigo partilharam a água que tinham.
Nestes dias, no meio da lama fedida, buscando corpos, lavando corpos, enterrando corpos de pessoas amadas, pude aprender sobre o amor. Amor como cuidado; amor como honra ao que vive no outro, seja isto fato presente ou memória. A crueza inesperada das situações que vivemos não poderá ser expressa por palavras jamais, está muito além delas. O sentimento do que vivemos está buscando seus caminhos de expressão. Fiquemos atentos! Agora é tempo de contar histórias sobre o amor que descobrimos; amor cru, desnudo, amor enlameado. Contar muitas histórias entre nós e para outros que aqui não estiveram. Apesar da eletricidade ter voltado; apesar da água potável e encanada ter voltado; apesar de todas as redes virtuais terem voltado. Apesar de todos estes instrumentos mágicos da civilização estarem reestabelecidos, é simplesmente hora de sentar e contarmo-nos histórias, as histórias do amor que descobrimos; debaixo da lama, esta lama fecunda do que poderemos nos tornar.
Nunca mais voltarmos ao normal que era antes é o mínimo de honradez devida aos nossos queridos que se foram. Nunca mais voltarmos ao que era antes é o mínimo de responsabilidade frente a nós mesmos e a todas as crianças que sobreviveram, sobreviveram para o novo.
Nestes dias em que a lua volta a estar no mesmo lugar de um mês atrás, onde estamos nós? O que temos aprendido? Será possível caminharmos sem ingenuidades frente ao modelo de civilização que temos adotado: ele é brilhante, ilusório,  desumano, inodoro, definitivamente inodoro. Nosso modelo de civilização não suporta o cheiro libertador de lama de enchente.

Sebastião Luiz de Souza Guerra - Consultor de processos de desenvolvimento, desde 1979 trabalha em instituições sociais, em especial as que atuam no âmbito da infância e juventude. É fundador da Associação Crianças do Vale de Luz, onde desenvolveu habilidades de gestão organizacional e de apoio ao desenvolvimento de pessoas e de organizações sociais. Já atuou como professor e diretor de escolas, tendo sido diretor do Instituto de Educação de Nova Friburgo (1985/1986) e Coordenador Regional (Região Serrana do Rio de Janeiro) da FIA/RJ - Fundação para Infância e Adolescência, em 2002. Realizou estágios na área educacional na França e Suíça. É graduado em pedagogia, com especializações em Pedagogia Waldorf e Pedagogia Social. Também é músico e pratica e acredita na arte como instrumento de trabalho e de desenvolvimento pessoal e social.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Especialistas defendem órgão contra desastres naturais

n'OEstadão 13 de fevereiro de 2011 

Um mês após a tragédia que deixou 893 mortos e 408 desaparecidos na serra fluminense, especialistas em geotecnia e hidrologia afirmam que há um consenso: é preciso revisar a metodologia de classificação de áreas de risco no País. Reunidos no Clube de Engenharia, eles defenderam a criação de órgão nacional para prevenir e centralizar ações em casos de desastres naturais.

Presidente da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (ABGE), Fernando Kertzman diz que os mapas de risco "terão de ser instrumentos de planejamento muito mais abrangentes do que são hoje". "Saí de lá (da região serrana) com conceitos completamente diferentes dos que eu tinha antes", conta.

Segundo ele, os mapeamentos não podem levar em consideração apenas critérios geotécnicos dos morros e encostas. Dados hidrológicos são essenciais e devem ser mais precisos, assim como os meteorológicos. "Qualquer um de nós compraria um apartamento no prédio (em Nova Friburgo) onde os bombeiros que ajudavam no resgate morreram soterrados", acrescentou Kertzman.

"Vamos ter de revisar algumas coisas depois dessa experiência", avalia o engenheiro geotécnico Willy Lacerda, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para Moacyr Duarte, também da UFRJ, é indispensável incorporar novas tecnologias, aliando sobrevoos de baixa altitude a imagens de satélite e inspeções geotécnicas.

Especialistas apontam como modelo de órgão federal a Geo-Rio, criada em 1966, após uma catástrofe: a chuva de verão que deixou 70 mortos e mais de 500 feridos. "Defendo uma entidade federal para subsidiar as prefeituras, venho batendo nessa tecla desde 2005. Os municípios não têm recursos para manter pessoal especializado", disse Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia.

Para Kertzman, o órgão reuniria especialistas "perdidos" em departamentos dos Ministérios da Integração e das Cidades, além da Defesa Civil. "É só reunir o que já existe e trabalhar o ano inteiro com previsão meteorológica, com definição de área de risco, com remoção de pessoas que vivem nesses locais e com política de prevenção, não só de emergência", disse o presidente da ABGE. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Parâmetros urbanísticos em xeque

n'OGlobo por Luiz Gustavo Schmitt

Dez dias depois de entrar em vigor, a Lei Municipal 2.803, que altera regras para construção imobiliária em áreas necessárias ao alargamento de vias, enfrenta críticas do núcleo Leste Metropolitano do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB).
Segundo o texto, se um terreno estiver em uma rua que será alargada, a prefeitura poderá autorizar a construção sem que se respeite as regras vigentes para a distância mínima de afastamentos frontais, laterais ( de edificações vizinhas) e da área de ocupação do terreno. A legislação, porém, não mais permite aumento de gabarito, seja em áreas que já têm padrão urbanístico definido ou nas que não têm, como a Região Oceânica. 
De acordo com o presidente do IAB, Carlos Krykhtine, a lei pode abrir brechas para que as edificações sejam construídas de forma exacerbada. 
  
— A lei não esclarece como se calcula a "troca" (entre município e construtora) da área da via que será alargada pelo o que poderá ser "transgredido" na construção do imóvel. Fico preocupado com a possibilidade de se alterar os parâmetros, como a área de ocupação do terreno e limite de construção frontal e lateral, que podem ser flexibilizados e influenciam na ventilação e insolação da cidade. 
A publicação do texto chamou a atenção do Ministério Público (MP) estadual, que desde novembro de 2009 instaurou um inquérito para apurar a extrapolação dos parâmetros urbanísticos no Projeto de Lei 144/09 (que que se transformou na lei atual), protocolado pelo Executivo, em 3 de novembro. Na ocasião, a prefeitura pediu autorização para a negociar as áreas que precisam de alargamento de vias em troca do aumento do gabarito. O texto, porém, recebeu emendas na Câmara Municipal e passou por audiências públicas. Resultado: a alteração do gabarito, que para os críticos poderia ser um cheque em branco para as construtoras, foi vetada na lei atual. 
  
A prefeitura esclarece que a lei foi criada para atender obras viárias que melhorem a circulação do tráfego, sem que tenha de gastar recursos próprios para tal. O município diz que a superação dos parâmetros construtivos se dará caso a caso, já que "os imóveis atingidos têm características próprias de implantação".

Bomba, bomba! Atenção: Prefeitura de Niterói lança superprojeto habitacional


DesabafosNiteroienses: Aí pessoal, este é o projeto daquelas desapropriações sinistras... Fiquem de olho porque por trás de 'medida social' só tem maracutaia!! 
Não deixa de ser 'interesse social', resta saber de quem!!...
Pra quem pouco fez em 1ano e 10 meses, nada como tirar um coelho da cartola!!
n'OFluminense Por: Renato Onofre 12/02/2011
Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) pretende estabelecer regras e parâmetros de construção e ocupação pelos próximos 30 anos. Minha Casa, Minha Vida ganha mais 4 mil imóveis


A Prefeitura de Niterói está prestes a anunciar um conjunto de medidas para reordenar a ocupação do solo na cidade. Em dez dias, começa a elaboração do Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) que vai delimitar as políticas públicas para os próximos 15 anos em assentamentos precários. Em abril, a expectativa é de que o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) deem início à construção do Bairro Modelo. No local, entre os bairros Sapê, Caramujo, Santa Bárbara, Matapaca e Maria Paula, serão construídas cinco mil moradias.Além disso, em menos de um ano, a Secretaria de Habitação elevou a expectativa de construção de 7,5 mil casas pelo programa “Minha casa, Minha Vida” para 11,5 mil unidades.
Segundo o planejamento da Prefeitura, o novo diagnóstico das ocupações irregulares e dos assentamentos precários da cidade, que deve ser finalizado em 180 dias, vai definir um plano de ação para gestão da política habitacional em Niterói, aos moldes do “Vida Nova no Morro”, editado durante a primeira gestão do prefeito Jorge Roberto Silveira.
Bairro Modelo – Considerado o maior projeto habitacional desta gestão, a construção do Bairro Modelo, na região conhecida como Fazendinha, no Sapê, deve ser licitada ainda este mês. Depois de finalizado o estudo topográfico, a Prefeitura delimitou uma área de 1 milhão e 400 mil metros quadrados onde serão construídas ruas, escolas, creches, Médicos de Família e comércio, além das cinco mil moradias atendidas por transporte adequado. Estrategicamente localizado na cidade e orçada a sua infra-estrutura em R$ 84 milhões, com previsão de conclusão em oito meses, as obras serão feitas em etapas, acelerando a construção dos prédios.
No Bairro Modelo, a Prefeitura vai construir um terminal rodoviário, dez creches, duas escolas com quadra e piscina, um Centro de Geração de Emprego e Renda, uma unidade do Médico de Família. Além disso, o Governo do Estado vai implantar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas.
11,5 mil projetos de residências
A Prefeitura de Niterói aumentou a expectativa de moradias construídas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida” de 7,5 mil residências para 11.500. Em menos de um ano, o número de projetos analisados pelo município cresceu mais de 50%.
Segundo a Prefeitura, há mais de duzentas áreas com potencial para receber empreendimentos pelo programa do Governo Federal. Entre as áreas pré-selecionadas está um terreno dentro da comunidade do Boa Vista.
Segundo dados da Secretaria de Habitação, hoje, além do Bairro Modelo, existem 2.058 moradias em andamento junto à Caixa Econômica Federal, 1.458 em análise de documentos na Prefeitura, 1.888 em desenvolvimento pelas construtoras e 1.180 em prospecção de terreno.
Ideal - Os projetos do “Minha Casa, Minha Vida” aprovados pela Prefeitura de Niterói foram considerados modelos pela Caixa Econômica Federal. Segundo Linhares, a manutenção de ruas públicas entre os prédios do programa facilita a participação do poder público no local.