sábado, 22 de janeiro de 2011

Rogério Rocco: Vende-se Niterói

n'ODia 22.01.11 Rogério Rocco é Analista Ambiental e ex-secretário de Meio Ambiente de Niterói
Rio - Ao tentar analisar as responsabilidades sobre tragédias como as que atingiram a Região Serrana do Rio, é necessário acompanhar as políticas implementadas pelas prefeituras municipais e suas consequências futuras.
No Município de Niterói, a prefeitura, por sucessivas gestões, vem alimentando o setor imobiliário sem medir quaisquer esforços, sequer aqueles voltados para a proteção dos cidadãos. O município, que tinha legislação avançada sobre estudo de impacto de vizinhança, conseguiu silenciosamente abolir a aplicação do instrumento.
Por mais paradoxal que pareça, a Prefeitura de Niterói lutou por anos junto com setores da construção civil para derrubar decisão judicial que proibiu a construção de casas na Lagoa de Itaipu. A prefeitura queria autorizar mais de 2,5 mil residências no espelho d’água da lagoa. Depois, brigou contra o decreto de ampliação do Parque Estadual da Serra da Tiririca, que alcançou e protegeu a lagoa.
O prefeito Jorge Roberto, que urbanizou e eternizou o Morro do Bumba, agora quer avançar sobre a Reserva Ecológica Darcy Ribeiro, unidade de conservação municipal criada em 1992 — e que até hoje não teve um investimento sequer na sua implementação.
Para atender desabrigados das chuvas do ano passado, o prefeito baixou decreto tornando a Reserva de interesse social, para fins de implantação do Programa Minha Casa, Minha Vida em local totalmente impróprio.
Além de vender indiscriminadamente cada pedaço da cidade para a construção de mais prédios, abrindo mão da tão festejada qualidade de vida, a administração municipal quer vender também os recantos ecológicos e as áreas protegidas da cidade.
Pelo jeito, parece que o prefeito não ficou satisfeito com a tragédia do Morro do Bumba e quer ocupar outras áreas sensíveis e de risco geológico para pavimentar os futuros desastres ambientais na cidade.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

É assim que o Parque da Cidade está aberto...

Assim abre matéria d'O Fluminense de 03/01/2011.. 

"Depois de quase nove meses interditado, o Parque da Cidade foi reaberto ao público nesta segunda-feira. Depois de quase nove meses interditado, o Parque da Cidade foi reaberto ao público nesta segunda-feira." (..)

                                 E continua: 

"O local encontrava-se fechado desde abril, quando as chuvas provocaram deslizamentos de terra em seus acessos e danificaram a estrutura interna do parque. No entanto, ainda há obras de contenção em andamento, na Estrada da Viração, onde a via está apenas em meia pista. Assim, os visitantes devem optar pelo acesso localizado no bairro do Maceió." (..)

                                             
 

Hoje em visita realizada ao Parque, este é o estado em que tudo se encontra. O lixo, as tampas das caixas de águas pluviais, e barranco sem maior proteção, pode cair novamente a qualquer chuva, conforme pode ser observado nas fotos abaixo.

               


E este é o estado do pavimento da estrada alternativa de acesso que vai para o bairro do Maceió...
Depois segue a matéria d'O Fluminense:


(..) "Já no acesso pelo bairro do Maceió, os danos foram menores, tendo sido necessária apenas a remoção de terra da pista. Em toda a reserva, o custo total das obras, segundo a Prefeitura, é de cerca de R$ 716 mil."(..)





 Deslizamentos podem ser percebidos ao longo da estrada, e o estado de abandono em que se encontra, conforme revelam as 
fotos.
.

Abaixo, o Bumba  ao fundo da imagem, visto do Maceió.

Material de obras chega à Itacoatiara

De acordo com matéria publicada por este blog
http://www.desabafosniteroienses.com.br/2010/11/despejo-irregular-de-residuo-no-mar.html
o material de despejo chega à Itacoatiara!!
Isso é parte do despejo irregular de resíduo de dragagem no mar.
Proveniente dos trabalhos de dragagem do Porto do Rio de Janeiro pela obra de sua ampliação, que gera diariamente resíduos que são depositados nas proximidades das Ilhas Cagarras, a uma profundidade de 35 metros. Os pescadores de Itaipu dizem que são despejadas 600 mil toneladas de resíduos diariamente na região.
Agora também em Itacoatiara!



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Família de sitiantes tradicionais da Serra da Tiririca é nova vítima da família Cruz Nunes na R. Oceânica de Niterói

Na manhã deste dia 18 de janeiro, um atentado contra as comunidades tradicionais de Itaipu foi cometido, com autorização judicial da 8º Vara Cível de Niterói. O sitiante Davi Cortes dos Santos, que está na Serra da Tiririca com sua família há quase uma centena de anos, foi despejado de seu sítio com a observância de uma oficial de justiça e sob o olhar de um descendente da família Cruz Nunes, que reivindica a área judicialmente.

O descendente da família Cruz Nunes afirma que o pai do senhor Davi pagava aluguel ao seu avô, ainda na década de 60, e que, portanto o despejo se dá por falta de pagamento destes valores na atualidade. Essa é uma alegação claramente MENTIROSA, o pai de Davi viveu ali durante mais de 70 anos, tendo adquirido a posse de outro sitiante que ali vivia anteriormente, não tendo jamais celebrado nenhum contrato de aluguel.

Davi e seus irmãos herdaram o sítio do pai, Luiz Accendino dos Santos, um dos mais tradicionais comerciantes da época na região de Itaipu. A mãe, Dona Valdina dos Santos, falecida em 2008, foi uma das figuras mais emblemáticas da comunidade tradicional. O sitiante Davi, atualmente preside a Associação dos Sitiantes Tradicionais da Serra da Tiririca (ASSET) e é um dos grandes lutadores locais em defesa da preservação ambiental e cultural do Parque Estadual. As ameaças de desalojamento que Davi e sua família vêm sofrendo por parte destas pessoas que se dizem donas do sítio e do Armazém Fiel, imóvel histórico de Itaipu e seu local de trabalho há mais de 40 anos, são motivadas pela especulação imobiliária, pelo oportunismo no recebimento de indenização na desapropriação de terras dentro do Parque e pelo evidente menosprezo a representantes da comunidade tradicional. Lutaremos para que o INEA reconheça a posse da família do senhor Davi, que vai buscar em todas as instancias possíveis a sua permanência nas terras tradicionalmente ocupadas, e não podemos permitir que o órgão ambiental apóie nenhuma desapropriação irregular que beneficie os Cruz Nunes que irregularmente se apossaram do sitio.

O Vereador Renatinho, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, esteve no Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) e deu seu apoio à família de sitiantes:

“Essa prática vergonhosa da família Cruz Nunes já é conhecida por todos aqui na Região Oceânica. São décadas de disputas territoriais e muitos títulos de posse ou propriedade questionados. No caso desta família de sitiantes, comunidade tradicional da Serra da Tiririca, está claro para mim a litigância de má-fé. Não tem nenhum fundamento essa remoção, os Cruz Nunes mais uma vez querem se beneficiar de famílias humildes para ter mais lucro. Estão tentando enganar o Poder Judiciário! Nós vamos denunciar ao Ministério Público e ao Conselho Nacional de Justiça.”, disse o vereador que estava acompanhado do presidente do seu partido, Paulo Eduardo Gomes (PSOL). 

Diversos vizinhos e membros da comunidade tradicional próxima, como pescadores artesanais de Itaipu, do Morro das Andorinhas, Serra da Tiririca, Engenho do Mato e Duna Grande, estiveram no local para demonstrar solidariedade e tentar evitar o despejo.

O despejo ocorreu com força policial e, mesmo com todas as demonstrações de solidariedade aos sitiantes, os advogados da família Cruz Nunes e, inclusive as oficiais de justiça presentes (Ana Lucia Rodrigues Guimarães e Adriana Siqueira de Marins) agiram com flagrante desrespeito aos que estavam sendo despejados e a todos que foram demonstrar apoio. O INEA, apesar de acionado, não compareceu ao local. Diante de tanto poder demonstrado pela família Cruz Nunes, mais uma vez pessoas humildes foram prejudicadas e desrespeitadas. A senhora Rosana Tupini desmaiou, passou muito mal e não teve nenhuma assistência. Os policiais acompanhados de advogados particulares e oficiais de justiça chegaram pela manhã, já arrombando o portão e jogando tudo dentro do caminhão de qualquer jeito. Bianca, a filha do casal, que estava sozinha em casa nesse momento e ainda dormindo, foi surpreendida com os policiais em sua janela, já dentro do sitio sem nenhum aviso.

Davi e sua família merecem toda a nossa solidariedade neste momento e certamente vamos lutar para reverter essa situação e garantir que os direitos deles sejam efetivamente respeitados! Contamos com o apoio de todas e todos que lutam em desesa do meio ambiente, dos direitos humanos e de uma sociedade mais justa e fraterna! Segue a luta na Serra da Tiririca!

FÓRUM DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA

Ônibus sem trocador... O que você acha disso?

Essa novidade que a Viação Fortaleza assumiu de colocar ônibus sem trocador é péssima. 
Mas péssima pra quem?
  • Para o cidadão que demora a entrar no ônibus;
  • Para o motorista que não ganha um centavo a mais e tem o trabalho, no mínimo!, dobrado além de mais uma responsabilidade;
  • Para o trânsito que fica parado enquanto o motorista-cobrador dá troco a cada passageiro;
  • Para o pedestre que vai passando que tem que aguentar as buzinadas dos carros atrás enfileirados impacientes com a demora...
Mas alguém tem que ganhar com isso...
Quem? A empresa certamente!, senão não tinha adotado o procedimento e reformado seus carros para tal:
  • Menos um salário e respectivos benefícios, de menos um funcionário por carro!!
E a Nittrans, o que tem a ver com isso?
E você, o que acha disso? De sua opinião.
Escreva para desabafosniteroienses@gmail.com
PS Descobri que esta atitude não é privilégia da Fortaleza...a Viação Santo Antonio também a adota...

É sorte não estar chovendo..
Fila de carros atrás..
Pode ouvir as buzinas??...
Viajando com Deus... Imagine se não fosse!!..

MP quer plano contra inundações em Niterói

O Ministério Público (MP) do Estado do Rio de Janeiro pediu à Justiça que emita liminar obrigando o Município de Niterói e a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (EMUSA) a apresentarem, em um prazo máximo de 180 dias, um plano de macro e micro-drenagem de águas pluviais da cidade. O requerimento é para que todas as medidas cabíveis à prefeitura, necessárias para impedir que ocorram alagamentos nas vias de Niterói, sejam tomadas.
Também devem ser tomadas medidas de curto e médio prazos para melhorar a drenagem das águas pluviais, evitando alagamentos ou, pelo menos, diminuindo as inundações nas vias. O prazo máximo para que o Poder Executivo municipal apresente o plano de ação a ser realizado, inclusive nas vias que constam de inquéritos civis do MP, é de 15 dias.

As constantes inundações em vários pontos da cidade - o que, ao longo dos anos, provocou a instauração de diversos procedimentos pelo MP - levaram a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania de Niterói a mover uma Ação Civil Pública. A Ação foi distribuída ao 1º Cartório Unificado de Niterói.

Na ação, foram anexados um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense que não apenas identifica os riscos de inundações no município, como apresenta maneiras de evitá-las. Várias notícias de pontos de alagamento na cidade, organizadas pelos bairros que compõem as Administrações Regionais, também foram anexadas.
PEDRO DA ROCHA - 00h06, Quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

É bobagem culpabilizar construções em encostas!! Isso não existe!!

Luiz Prado 18 de janeiro às 22:09 
Cynthia,

O que ocorreu nas serras não tem absolutamente nada a ver com "ocupação irregular de encostas". Foi muito maior e ocorreria mesmo sem a presença do ser humano. Acomodações do terreno ocorrem, acomodações muito maiores (como essas) também ocorrem, enchentes ocorreram desde sempre (os textos sagrados narram algumas, inclusive o Mahabharata), terremotos, maremotos, ciclones, tufões, erupções vulcânicas.

Só amanhã equipes de geologia sérias estão subindo para as serras para TENTAR ENTENDER o que aconteceu. Digo tentar porque equipes de geologia não entendem de climatologia, e episódios climáticos extremos ocorreram este ano em toda a Europa e nos EUA (com imensas nevascas) e, nos últimos dias, chuvas torrenciais que cito no blog.

A ligação desses eventos com o que é atualmente chamado de "mudanças climáticas" não é e nem será evidente até que comecem a... se tornar evidentes. Não sou eu, mas a NASA (entre outros de igual calibre) que dizem que (a) há que deixar de lado essa linguagem diplomática de "até 2.100" e passar a falar em "até 2.050), e (b) quando o quadro das mudanças climáticas começar a se acelerar, tudo ocorrerá em 10-15 anos (mais ou menos como estar com saúde hoje, uma tosse e alguma febre amanhã, e depois de amanhã chapada de gripe na cama).

De toda forma, nas serras do Rio aconteceram mais que meros deslizamentos de encostas: pedras inteiras se destacaram das pedras "mães" e desceram.

Beijos,

Luiz



Entrevista com Jaime Lerner no Roda Viva

JAIME LERNER http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/

Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011 às 22h00. Apresentação Marília Gabriela
Nesses dias de janeiro o Brasil acompanhou com tristeza o desenrolar da imensa calamidade que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro. Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, cidades conhecidas pelo lazer e pelas belas paisagens, sofreram aquela que já é considerada a maior catástrofe urbana do Brasil. Em meio à perplexidade e ao desespero das populações atingidas, o poder público, mais uma vez, chegou tarde. Veio tentar remediar o que poderia ter sido evitado; socorrer quem não precisava ter sofrido; enterrar os inocentes que não deveriam ter morrido. 
Sim, todos sabem quem são os inocentes. Mas e os culpados? Há culpados? O Roda Viva dessa segunda-feira não poderia deixar de debater as questões que a tragédia do Rio levanta. Como planejar o crescimento racional das cidades? Como evitar que desastres anunciados venham a acontecer? Como regulamentar a ocupação das encostas? Como educar os governantes e a população e impor limites à ocupação desordenada de áreas de risco? Para ajudar a pensar em respostas a estas questões, recebemos no centro da nossa roda o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, três vezes prefeito de Curitiba, duas vezes governador do Paraná. Hoje, afastado da política, Lerner é um respeitado consultor internacional, que dispensa maiores apresentações. Acesse o link  http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Debate no Facebook e vídeo de Edgard Gouveia Jr: lembra que somos mais fortes do que pa...

Hoje no Facebook o debate ia longe e transcrevo aqui alguns trechos que considero da maior importância...

Hoje, a tragédia ainda ocupa as primeiras páginas dos jornais. Com o passar do tempo elas vão desaparecendo. Há, portanto, duas tragédias: a primeira, a real. A segunda é a tragédia do esquecimento. As vítimas irão pouco a pouco tornando-se invisíveis, porém nos jornais diários de suas vidas, elas ainda permanecerão por um longo tempo ocupando as primeiras páginas. O cuidado deve ser permanente.


M F manter a rede estabelecida ,não só por efeito da midia , e sim da produção de trabalho 'real' simbolizando o horror ,nos tomara muito tempo...reconstruir é lento , gradual e permanente...bjs


C G E., isso já acontece aqui, debaixo dos nossos narizes com os desabrigados das chuvas de abril em Niterói...vejam o vídeo abaixo..
C E L 
M., é preciso não nos deixarmos ser homens-mídia; evanescentes e alimentados pelo sensacionalismo de ocasião.Tratam quase como faits divers. É preciso a consciência da permanência da vida.
C., já disse isso em outro lugar: nossa cidade é MAC (quiagem). Há um amigo q mora na Fróes q está alarmado pq o que caiu foi ao lado de sua casa e nada foi feito, no morro do Bumba então, vergonha pura. Já no Maquinho "olha q beleza a contenção da encosta..." Tudo pela aparência. tsc! tsc


C G 
A própria construção do Maquinho foi feita em área imprópria, sujeita a deslizamentos..não precisa ser técnico pra olhar e se dar conta disso!!!
Cada vez mais percebo que - no geral - parece que não crescemos de fato... somos crianças dependentes de 'papai e mamãe'... e quando + um desastre desses acontece, 'algumas' luzes acendem, alguns sorvetes nos gelam a testa.. 'hããã, como assim?!'
Tá tudo aí, na nossa frente, não precisamos nem de técnicos, arqui, urbi ou geo ou seja lá a especialidade que tenham pra percebermos que nada vem sendo feito... 


Olha, nem mac-quiagem acho mais que é.. Nas primeiras gestões de Jorginho eram sim... e tudo mundo dizia: 'ah pelo menos a cidade está limpa'... agora nem isso!! 


F L B A Só uma pergunta, por que no Brasil não se investe em Prevenção??? Antes de tudo isso acontecer, há dois anos atrás foi apresentado ao governo, através de pesquisadores/ cientistas a compra de um Super computador, o que eles (governo) fizeram? Só agora apresentaram uma opção pra daqui 4 anos... depois o Sr Sergio Cabral não quer sujar os seus sapatos italianos na Lama!!!!


C E L A mesma pergunta vale para a SAÚDE e a EDUCAÇÃO. Por que não se investe preventivamente? Depois da guerra a Coréia do Sul (e Japão e Alemanha tb) investiu 80% do PIB em educação desde o ensino fundamental. E olha o resultado! Mas os Lulas só querem governar prá 8 anos. Depois...lamentável!

C G responde a FLBA: Dããã... porque não se quer!!! Simples assim. Falta vontade política. E vergonha na cara! Isso nos falta. Porque dinheiro não é. Afinal rejeitaram ajuda da ONU, 'cês viram?


Secretário vai reforçar segurança do Campo de São Bento


n'OFluminense por: Karina Fernandes Renato Onofre 17/01/2011

Porém, Wolney Trindade diz que só reabrirá portões do local depois de contratar novos guardas municipais. Concurso para aumento do efetivo acontece em breve

Depois de O FLUMINENSE mostrar na edição do último domingo a insatisfação da população com o fechamento de duas das quatro entradas do Campo de São Bento no período da tarde, o secretário de Segurança e Controle Urbano, Wolney Trindade, anunciou que o prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) autorizou a contratação de 200 novos guardas municipais. A expectativa do secretário é que em três meses, com os 100 primeiros concursados já incorporados à Guarda, os portões do Campo de São Bento sejam reabertos. Os outros cem agentes só poderão ser contratados em 2012, devido à falta de recursos orçamentários
Wolney rebateu as críticas da população e afirmou que a medida foi tomada depois de que funcionários da Prefeitura reclamaram da falta de segurança no parque. “A população nem deu tempo para analisar a medida. Eu só tenho um pão para dividir por todas as áreas da cidade. No Campo de São Bento seriam necessários 12 homens, mas só tenho cinco. A solução pensada foi diminuir as rotas de fuga desses marginais”, alegou o secretário.
Segundo ele, a restrição da circulação será estendida a outras praças da cidade. Wolney afirmou que quer gradear áreas como a Praça Leoni Ramos, em São Domingos, e a o Largo do Barradas, no Barreto. Foi o secretário que durante a gestão do ex-prefeito Waldenir Bragança colocou grades no entorno do Campo. “Esses lugares se tornaram reduto de vagabundos. Você passa no Gragoatá, na quinta-feira, e vê um monte de pessoas consumindo drogas. Não pode ficar assim”, protestou.

Portões laterais do Campo São Bento, em Icaraí, foram fechados. Medida imposta na tentativa de garantir mais segurança para frequentadores do parque está gerando polêmica. Foto: Nathália FelixPortões laterais do Campo São Bento, em Icaraí, foram fechados. Medida imposta na tentativa de garantir mais segurança para frequentadores do parque está gerando polêmica. Foto: Nathália Felix





segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Prefeitura de Niterói fecha portões laterais do Campo de São Bento

DesabafosNiteroienses: 
Hoje, dia 17 estava fechado apenas o portão da Domingues de Sá em frente à rua Lemos Cunha.. Entrei pelo portão da Lopes Trovão eram umas 9h..

No entanto às 21h o portão principal da Av Roberto Silveira já estava fechado!... 
Se o problema são assaltos, por que não aumentam a vigilância??
Tanta 'proteção'.. no entanto  onde estão os responsáveis na hora de impedir que carros estacionem dentro do Campo? Não interessa se são dos diretores ou o quê! - aliás os modelos dos carros variam..!! Donde se conclui que as diretorias - do museu e do P&J - tem muitos carros ou muitos diretores.........
Não podemos permitir que carros estacionem dentro desse espaço público! 
Será que já não basta a balbúrdia matinal que os caminhões do Parques e Jardins fazem para recolher funcionários? Parece que estão no 'quintal de casa' e o público - que é o verdadeiro 'dono' da área, é que tem que se esquivar dos caminhões..
E motos da Prefeitura trafegando pela via principal? Se a moto é do Parque e Jardins, deveria entrar pelo portão lateral da Lopes Trovão e por lá sair e nada de cortar caminho por dentro do Campo!!


n'OFluminense por: Karina Fernandes 16/01/2011
À tarde, dois dos quatro portões de acesso ao parque ficam fechados. Apenas os acessos da Avenida Roberto Silveira e Rua Gavião Peixoto permanecem abertos. População desaprova


Moradores de Icaraí e frequentadores do Campo de São Bento estão revoltados com o fechamento, no período da tarde, de dois dos quatro portões de acesso ao parque. As entradas pelas ruas Lopes Trovão e Domingues de Sá são fechadas e apenas as da Avenida Roberto Silveira e Rua Gavião Peixoto permanecem abertas. Segundo a população, a medida está sendo tomada desde a última quinta-feira pelo secretário de Segurança e Controle Urbano, Wolney Trindade, sem aviso prévio e com a justificativa de “melhorar a segurança no local”. Mas num dos portões abertos, a guarita de segurança está abandonada e com vidros quebrados. Enquanto isso, desavisados que tentam entrar ou sair pelas laterais do parque, inclusive mães com carrinhos de bebês, idosos e cadeirantes, são forçados a voltar e fazer longas caminhadas.
Para a dona de casa Roseane Rodrigues Alves, de 50 anos, foi um susto retornar do banco e encontrar a passagem que utiliza diariamente com cadeado. Ela contou que ligou para o gabinete do secretário e que este confirmou o fechamento dos portões por medida de segurança, o que não impede que jovens pulem as grades e entrem no parque sem serem importunados por guardas municipais.
“Isso é uma coisa que não tem lógica. Ontem (quinta-feira) pensei que estivesse fechado devido às fortes chuvas, mas hoje (sexta-feira) o fato se repetiu e fiquei espantada. Quando entrei em contato com o secretário, ele me disse que era uma medida de segurança e que não iria voltar atrás”, explicou, revelando que costuma ver apenas três servidores patrulhando toda a extensão do campo.
Morador do bairro e ex-presidente do Conselho de Segurança de Niterói, o advogado Marcelo Pessoa, de 36, disse não entender o porquê do fechamento do portão e em que isso melhoraria na questão de segurança.
“Isso é um absurdo! Costumo usar esse portão todos os dias para trazer meu filho para andar de bicicleta. Levei um susto quando cheguei e me deparei com a situação”, declarou.
Residindo do bairro há 30 anos, a professora Therezinha Carrano Fernandes, de 79, também reclamou.
“Isso é muito desagradável, pois não fomos avisados desta atitude. Ao invés de fecharem os portões, deveriam colocar mais guardas municipais no interior do parque”, queixou-se.
Assaltada no interior do campo há cerca de 2 meses, a doméstica Solange Pereira de Melo, de 45, discorda do fechamento. Segundo ela, dois menores, armados com facas, levaram todo o seu salário do mês (R$ 380).
“O fechamento do portão não vai evitar que sejamos assaltados aqui dentro. O governo tem é que colocar policiamento”, protestou.
O securitário Paulo Carelli, de 79, também protestou. “É terrível ter que dar esta volta toda. Se fosse um horário mais tarde eu concordaria, mas às 17 horas é um absurdo. Estamos sem governantes mesmo”, indignou-se.
O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, disse não ter registro de aumento da criminalidade no local e que não foi procurado pelo secretário para solicitar reforço no policiamento devido a qualquer ocorrência.
Pelo telefone, o secretário demonstrou duvidar das reclamações e disse que não se pronunciaria no momento sobre o assunto.


O FLUMINENSE