sábado, 20 de novembro de 2010

A cidade imóvel

n'OGlobo por Flávia Milhorance - 
20.11.2010
 | 
15h00m

Todos os dias, cerca de um terço da vida dos moradores de Niterói se perde nas vias da cidade. Em ritmo acelerado de crescimento e de mudanças, o município vive um contradição: se move cada vez menos. Síndrome das grandes cidades, o trânsito afeta todas as idades e classes sociais, e influencia diretamente na qualidade de vida: aumenta a poluição ambiental e o número de acidentes. Uma pesquisa encomendada pelo GLOBO-Niterói à Universidade de Brasília (Unb) coloca Niterói em 160 lugar entre 166 cidades do mundo que tiveram sua mobilidade urbana analisada. No documento, estão listadas as principais metrópoles, assim como cidades tombadas por órgãos de patrimônio histórico. No ranking nacional, o município só não perde para Ouro Preto (MG) e Florianópolis (SC).

O estudo coordenado pelo pesquisador Valério Medeiros, doutor em Arquitetura e Urbanismo, comprova um sintoma que há muito os niteroienses já tinham se dado conta: a cidade tem péssimas condições de mobilidade. Isso significa que é difícil se deslocar de um ponto a outro na sua malha viária. Prejuízos como maior segregação espacial, custo alto de transporte e aumento excessivo do preço de terra em áreas mais acessíveis são citadas no estudo como consequências da dificuldade de locomoção.

Mas a falta de planejamento na construção das vias urbanas e as características geográficas de Niterói são os principais fatores que a posicionam nos últimos lugares do ranking de mobilidade urbana.

— Existem cidades que apresentam predominantemente ruas retas — paralelas e perpendiculares entre si — ou ruas curvadas, como é possível perceber em cidades antigas ou coloniais, ou aquelas fortemente influenciadas por um relevo acidentado, como Niterói. Pelo tipo de desenho das ruas, é possível avaliar que cidades apresentam melhores ou piores graus de facilidade de deslocamento — explica o pesquisador Valério Medeiros, que a partir destas características, calculou um índice denominado valor de integração.

Niterói tem piores condições de deslocamento do que o Rio de Janeiro, que está em 43 posição na lista nacional e 159 no ranking mundial. Já Ouro Preto e Florianópolis foram colocadas nas últimas posições, respectivamente em 45 e 46 na relação de cidades brasileiras e 161 e 164, no internacional. O pesquisador ressalta, no entanto, que nem sempre a menor mobilidade acarreta em dificuldade de deslocamento ou pior trânsito. Isso vai $ da população e da frota de veículos existentes. 

— Imagine as caminhadas pelas ruas de Goiás, Ouro Preto ou Tiradentes, como são muito mais agradáveis devido à irregularidade das ruas, o que causa uma sensação de descoberta. Agora, se esta irregularidade é constante em toda a malha, como em Salvador, passaremos a ter um sério problema porque o pitoresco apenas será interessante no Pelourinho, e no restante da cidade a sensação de estar perdido poderá ser aterradora — comenta Medeiros.

Quanto tempo falta para Niterói chegar lá?


Aumento da frota de veículos em São Paulo sem maior oferta de transporte público pode gerar imobilidade total a curto prazo de 

Notícia publicada hoje no site do Estadão afirma que a frota da capital paulista será de 7 milhões de veículos em janeiro de 2011. De acordo com os números divulgados pela reportagem, o crescimento da frota de automóveis é exponencial e não é correspondido por um aumento na oferta de ônibus, que é o meio de transporte público mais fácil e rápido de ser expandido, considerando os custos envolvidos na expansão da rede de metrô.
O aumento no número de veículos em relação a 2009 foi de 4 % (entre carros, motos e veículos utilitários), ou seja, 27 mil veículos a mais por mês, enquanto o número de ônibus ficou estável. A reportagem estima ainda que 60% dessa frota esteja irregular em 2011 do ponto de vista da inspeção veicular.
Nesse contexto, o efeito desse aumento será, basicamente, mais congestionamento, mais mortes no trânsito – lembrando que o maior aumento foi no número de motos, 7,3% no último ano, o que corresponde a novas 58 mil motos – , e mais problemas para a saúde pública por conta da poluição. Se continuar neste ritmo, a cidade de São Paulo enfrentará, num curto prazo, a imobilidade total.

DN: O que não nos faltam são exemplos... Por que as administrações das nossas cidades - Niterói é um belo mau exemplo! - continuam copiando e copiando tudo que já sabemos que amanhã não vai funcionar?!... 
E nem precisamos ir tão longe: O Rio também copia muito bem!

Prefeitura limpa rios, mas suja as calçadas na Rua Mariz e Barros, Icaraí


n'OFluminense
Medo que uma nova chuva atingia a cidade e faça com que a areia volte para a rua, piorando ainda mais a situação, ronda o bairro e deixa os moradores ainda mais apreensivos
O medo que uma nova chuva atingia a cidade e faça com que a areia volte para o bueiro ou para rua, piorando ainda mais a situação, ronda o bairro e deixa os moradores ainda mais apreensivos. Foto: Saulo Cunha O órgão ainda explicou que vem realizando a limpeza de vários rios e canais na cidade. Foto: Saulo Cunha Moradores de Icaraí reclamam que, após uma semana, restos da limpeza de canal ainda não foram retirados. Foto: Saulo Cunha


Moradores da Rua Mariz e Barros, em Icaraí, reclamam de inconvenientes gerados pela bagunça deixada para trás após um serviço prestado pela Prefeitura.
Na quinta-feira da semana passada, uma equipe do Departamento de Ruas e Canais, responsável por manter a limpeza de rios e bueiros da cidade, foi ao local fazer drenagem do “valão” e os entulhos decorrentes da intervenção ainda estariam espalhados sobre a calçada.
Vizinhos ao local temem que, em caso de chuva, a areia volte ao bueiro ou vá parar na rua.
“O que fizeram aqui foi realizar um serviço pela metade e todo trabalho quando não é completo, sempre apresenta falha. Além disso, é ruim para a imagem da cidade, que é conhecida pela sua beleza, ter uma poluição visual e ambiental como está”, opina a aposentada Ana Maria Bizzo, de 59 anos.
Além de tomar o espaço reservado para os pedestres, o monte de entulhos estaria contribuindo para o acúmulo de resíduos.
“As pessoas que passam pela rua estão jogando lixo sobre o entulho”, afirma Oscar Xavier Batista, de 62 anos.
A subsecretaria de Rios e Canais informou que vai mandar uma equipe ao local para retirar os entulhos.
DN: Parece brincadeira.. Até porque isso não é medo da chuva!!..porque se chover a primeira coisa que vai acontecer é este entulho voltar rapidinho pro leito do mal tratado rio... E todo serviço terá sido perdido.
Isso é ignorância, ou dos funcionários, o que duvido muito,  ou falta de organização e fiscalização do serviço de remoção de entulho dos leitos sem sincronicidade com a remoção dos entulhos e areia das calçadas!! Tem que ser atuar junto!!

INOVABR, Inovação Social e Sustentabilidade na web

O evento INOVABR, Inovação Social e Sustentabilidade, que ocorrerá de 22 a 26 de novembro, tem o objetivo de debater o potencial da inovação social para a promoção de novos modelos de negócios, soluções de produtos e serviços, bem como fomentar alternativas para o desenvolvimento tecnológico e novas perspectivas para a gestão pública.
O evento é realizado pelo Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ, em parceria com a Agência UFRJ de Inovação, Rede IVIS – Instituto Virtual de Inovação Social – e Rede DESIS – Design para Inovação Social e Sustentabilidade –, com apoio do CNPq.
Dois eixos de debate serão propostos no evento:
  1. O primeiro deles é relativo ao termo “social” que aqui se une aos termos “inovação” e “sustentabilidade”. Quais os critérios valorativos que poderíamos empregar na identificação de iniciativas promissoras para a promoção de um desenvolvimento sustentável?
  2. As iniciativas de inovação social podem ser compreendidas como difusão de práticas antes restritas às esferas profissionais dos projetistas? Em contrapartida, como os projetistas poderiam aprender e contribuir com estas iniciativas?
Os debates serão conduzidos através da apresentação de experiências de projeto e casos apresentados pelos diversos convidados e organizadores.
Visando realizar ampla difusão nacional e internacional o evento será transmitido também ao vivo, via internet.
http://www.ltds.ufrj.br/inovabr/

O evento será realizado entre os dias 22 e 26 de novembro de 2010 – no Auditório do bloco G-122, Centro de Tecnologia, Ilha do Fundão – e será dividido em duas grandes partes.
A primeira, ocorrerá na parte da manhã, de 9:30 as 13h, onde serão apresentadas conferências e mesas redondas, todas abertas ao público de forma gratuita, em cinco temas: 1. Inovação social e sustentabilidade: apresentação e perspectivas; 2. Inovação social e novas redes alimentares; 3. Inovação social, desenvolvimento local e turismo; 4. Inovação social e inovação tecnológica; 5. Inovação social e novos modelos de negócios.
A segunda, pretende promover um diálogo mais próximo entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros a cerca dos temas propostos pelo evento, através de workshops. A participação nesta atividade será restrita com disponibilidade de vagas limitadas. Para mais informações, visite a seção "Workshops" do site.

Para assistir online não é necessária inscrição. Lembramos que serão transmitidos - pela web - os debates e palestras pelas manhãs, os workshops não. 
Em nosso site, colocaremos o link para que possa assitir ao evento, em cada manhã. 


Conferências e mesas redondas
22/11 - 1º DIA - 9:30 as 13h
Inovação social e sustentabilidade: apresentação e perspectivas
  • Ezio Manzini – Politecnico di Milano (Itália)
  • Bertha Becker – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Marcel Bursztyn – Universidade de Brasília
23/11 - 2º DIA - 9:30 as 13h
Inovação social e novas redes alimentares
  • Anna Meroni – Politecnico di Milano (Itália)
  • Lou Yongqi - Tongji University (China)
  • Nilma Morcerf – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Marcelo Firpo – Fundação Oswaldo Cruz
  • João Lutz – Universidade Federal Fluminense
24/11 - 3º DIA - 9:30 as 13h
Inovação social, desenvolvimento local e turismo
  • Hassan Zaoual - Université du Littoral Cote d'Opale (França)
  • Mugendi M’Rithaa – Cape Penisula University of Technology (África do Sul)
  • Carlo Maldonado – Red de turismo Comunitario de America Latina
  • Roberto Bartholo – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Carla Cipolla – Universidade Federal do Rio de Janeiro
25/11 - 4º DIA - 9:30 as 13h
Inovação social e inovação tecnológica
  • Maurice Benayoun – Université Paris 1 et 8 (França)
  • Mokena Makeka – Makena Designs Lab (África do Sul)
  • Shashank Vinodchandra Mehta – National Institute of Design (Índia)
  • Ladislaw Dowbor – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Renato Dagnino – Universidade Estadual de Campinas
  • Domício Proença – Universidade Federal do Rio de Janeiro
26/11 - 5º DIA - 9:30 as 13h
Inovação social e novos modelos de negócios
  • Luigi Ferrara - George Brown College / Institute without Boundaries (Canadá)
  • Jussi Impio – NOKIA (Quênia)
  • Pedro Cunca Bocayuva - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Eduardo Baptista – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Marcos Cavalcanti – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Convidados Internacionais
    Anna Meroni é pesquisadora do Departamento de Desenho Industrial (INDACO) do Politecnico di Milano, onde leciona como professora assistente disciplinas de Design de Serviços e Design Estratégico. É co-diretora do Programa de Mestrado Internacional em Design Estratégico e professora visitante em outras universidades pelo mundo. Seus principais temas de pesquisa são design de serviços e inovações estratégicas rumo à sustentabilidade, com ênfase em inovação social.
    Carlos Maldonado Especialista na OIT em políticas de emprego e desenvolvimento de empresas. PhD em Sociologia Urbana pelo Instituto de Urbanismo Paris, França. Fundador e coordenador da Rede de Turismo Comunitário da América Latina (REDTURS). Dirigiu vários projetos de pesquisa e cooperação técnica sobre economia informal em mais de 20 países da América Latina e África. Publicou vários livros sobre micro e pequena empresa, além de numerosos artigos e manuais de formação, como Negócios Turísticos com Comunidades (NETCOM).
    Por mais de duas décadas, Ezio Manzini tem trabalhado no campo do Design para a Sustentabilidade. Mais recentemente, tem focado seu interesse no tema das inovações sociais, considerado por ele o maior vetor de mudanças rumo à sustentabilidade, e como o Design pode contribuir nesse processo de mudança. Nessa perspectiva, fundou e coordena a rede DESIS, uma rede internacional de escolas de design e outras instituições com atuação no campo do design para a inovação social e a sustentabilidade(http://www.desis-network.org)
    Hassan Zaoual é professor de Economia e Gestão do Território na Université du Littoral Cote D’Opale (França). Coordena uma linha editorial na editora L’Harmattan em Paris e é fundador da Resaux Sud-Nord Cultures e Developpement. Tem inúmeras publicações e livros em todo o mundo, inclusive em parceria com o Prêmio Nobel de Economia Amartya Sen. No Brasil seu trabalho mais recente é o livro “Nova economia das iniciativas locais: uma introdução ao pensamento pós-global” (DP&A Editora, 2006).
    Jussi Impiö é formando em Desenho Industrial e Antropologia. Possui 13 anos de carreira profissional em pesquisa e inovação, dos quais nos últimos 8 tem trabalhado para o Nokia Research Center no mundo, focando em ativismo cívico e jornalismo cidadão.  Desde 2006, Jussi tem trabalhado na África Subsaariana, onde lidera um centro de pesquisa de 20 pesquisadores em Nairóbi. Nokia Research Center África tem como foco solucionar desafios de desenvolvimento econômico e social utilizando tecnologias de comunicação.
    Lou Yongqi tem PhD em Teoria e Prática em Design Urbano pela Universidade de Tongji e é vice decano do College of Design & Innovation dessa mesma instituição. Seu foco é em educação, pesquisa e prática em design sustentável interdisciplinar. Ele faz parte da Comissão Executiva da Associação de Desenho Industrial de Xangai e Secretário Geral da Conferência Cumulus 2010 Xangai. É membro do Comitê Científico da Ata Scuola Poltecnica (ASP), Itália, e coordernador do DESIS-China (rede Design para a Inovação Social e Sustentabilidade).
    Luigi Ferrara é diretor do Centre for Arts and Design e do Institute without Boundaries do George Brown College, no Canadá. Suas realizações anteriores incluem: membro da comissão executiva para o Conselho Internacional das Sociedades de Desenho Industrial (ICSID) de 1997-2003, onde atuou depois como Presidente em 2003-05, e em seguida assumiu papel de Senador nesse Conselho. Luigi trabalha como arquiteto, designer, empreendedor, educador e professor; além disso foi curador de exibições e é autor de livros
    Maurice Benayoun é um artista pioneiro em novas mídias e seus trabalhos têm sido vistos e apreciado no mundo. Desde 1984, tem ensinado vídeo e arte em mídia na Universidade Paris 1 (Panthéon-Sorbonne). Ele é co-fundador e diretor de arte do CITU Research Center (Création Interactive Transdisciplinaire Universitaire), nas Universidades Paris 1 e Paris 8, dedicado à pesquisa e criação (R&C) em formas emergentes de arte. Seu trabalho emprega várias mídias, incluindo (e muitas vezes, combinando) vídeo, realidade virtual, web, tecnologias wireless, performance, espaço público, instalações artísticas de grande escala e exibições interativas. Seus trabalhos mais recentes desenvolvem a idéia de “critical fusion”, misturando ficção simbólica e realidade para tornar visíveis os limites do mundo real.
    Mokena Makeka dirige o Makeka Design Lab cc, um ganhador do prêmio de prática em design, fundado em 2002. Membro do Fórum Econômico Mundial: Conselho da Agenda Global em Design; é um notório e respeitado arquiteto e urbanista, nacional e internacionalmente. Atualmente trabalha como assessor do Ministro de Assentamentos Humanos e é uma autoridade em infra-estrutura de transporte na região. Trabalha como examinador externo da Universidade de Columbia e é professor em tempo parcial na Universidade da Cidade do Cabo.
    Mugendi M'Rithaa é desenhista industrial, educador e pesquisador da Faculdade de Informática e Design da Cape Península University of Technology (África do Sul). Ele é apaixonado por várias expressões sociais do design responsável, incluindo Design Participativo,  Universal Design e Design para a Sustentabilidade. Tem um interesse especial no tema Design para o Desenvolvimento Local no contexto do continente africano e está associado a redes internacionais de design para a sustentabilidade e Design Industrial e Universal Design.
    Convidados Nacionais
    Bertha Becker é graduada em Geografia e História pela Universidade do Brasil (1952) e Docente Livre-Doutora em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970). Realizou pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology - Department of Urban Studies and Planning (1986). Atualmente é professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenadora do Laboratório de Gestão do Território - LAGET/UFRJ. É membro da Academia Brasileira de Ciências e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lyon III. Seu foco principal de pesquisa é a Geografia Política da Amazônia e do Brasil.
    Eduardo Baptista atua com organizações sociais desde 1983 em programas de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental para organismos internacionais - UNESCO, BIRD, PNUD, União Européia, Ford Foundation, OXFAM – em cerca de 30 países da Europa, África, América Latina e todos estados brasileiros. Faz monitoria de indicadores de desenvolvimento de base de projetos para Inter-American Foundation (IAF). Engenheiro e cientista político, mestre em Engenharia de Produção (2007) prepara doutorado (COPPE/UFRJ), especialista em Planejamento Econômico pela Universidade Central de Varsóvia “SGPiS” (1990), doutorado em Des. Econômico e Social pela Université de Paris I Sorbonne (1987). É pesquisador do LTDS (2005) e professor convidado do IE/UFRJ (1996).
    Ladislaw Dowbor é formado em economia política pela Universidade de Lausanne, Suiça; Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia (1976). Atualmente é professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, nas áreas de economia e administração. Continua com o trabalho de consultoria para diversas agencias das Nações Unidas, governos e municípios, bem como do Senac. Atua como Conselheiro na Fundação Abrinq, Instituto Polis e outras instituições.
    Marcelo Firpo possui doutorado em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ (1994) e pós-doutorado (2001-3) em Medicina Social na Universidade de Frankfurt. Atualmente é pesquisador titular do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Fundação Oswaldo Cruz. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, e vem trabalhando com os seguintes temas: abordagens integradas de riscos; justiça ambiental; ecologia política e economia ecológica; vulnerabilidade sócio-ambiental; complexidade, riscos e incertezas; princípio da precaução; ciência pós-normal; produção compartilhada de conhecimentos; promoção da saúde em áreas urbanas vulneráveis; agrotóxicos e transição agroecológica.
    Nilma Morcerf é graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Doutora em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Atualmente é professora Adjunta do Instituto de Nutrição Josué de Castro-UFRJ e coordenadora do curso de Bacharelado em Gastronomia-UFRJ. Pesquisadora com ênfase nas áreas de Planejamento Estratégico em Alimentação Coletiva, Gestão de Pessoas e em Gastronomia.
    Pedro Cunca é licenciado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1985), mestre em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI-PUC) em 1998 e doutor em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR-UFRJ), em 2002. Atualmente é professor assistente-1 em regime de dedicação exclusiva no Instituto de Relações Internacionais IRI PUC-RIO e pesquisador do LASTRO-IPPUR-UFRJ. Tem experiência na área de Planejamento Urbano e Regional, com ênfase na formulação de projetos e na montagem de redes em tecnologia social, economia solidária, desenvolvimento humano sustentável e cooperação internacional.
    Renato Dagnino é professor titular na Unicamp nas áreas de Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia e de Política Científica e Tecnológica, tem atuado como professor visitante em várias universidades latino-americanas. Seus livros mais importantes são: Ciência e Tecnologia no Brasil: o processo decisório e a comunidade de pesquisa; Neutralidade da Ciência e Determinismo Tecnológico; e Tecnologia Social: ferramenta para construir outra sociedade.
    Roberto Bartholo é professor associado do Programa de Engenharia de Produção da COPPE - Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua atuação profissional abrange temas como: conhecimento, poder e ética, desenvolvimento social, desenvolvimento sustentável, turismo e desenvolvimento social e gestão social.

Saquinhos para lixo seco - de jornal

repassando da web:
"Dia desses recusei a sacolinha plástica numa loja e ouvi da moça do caixa: mas como você faz com o seu lixo?
Não foi a primeira vez que me perguntaram isso.
A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" das sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?
Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório).
Se o lixo é limpo, como o de escritórios (papel de fax, pedaços de durex, envelopes, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha de plástico é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos.
A ideia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, no copo cabe perfeitamente a maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:
Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.
Para ver melhor os detalhes, clique na foto para aumentar.

http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjRsQReJI/AAAAAAAAAMM/jWrubMDW8qc/s200/saco+jornal+1.jpg
Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjNXeQiNI/AAAAAAAAAME/6OWbz1y2AkY/s200/saco+jornal+2.jpg
Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.
http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjJcgnPSI/AAAAAAAAAL8/wj5wbkMgd5o/s200/saco+jornal+3.jpg
Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.
http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjFyq3BJI/AAAAAAAAAL0/xLdIxQris5Q/s200/saco+jornal+4.jpg
Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:
http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjCTy5eVI/AAAAAAAAALs/HnSGvFU9ycQ/s200/saco+jornal+5.jpg
Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi-sy3KuI/AAAAAAAAALk/-swFV7vB_k4/s200/saco+jornal+6.jpg
Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.
http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi5OtMjKI/AAAAAAAAALc/0p5-3VJdXHw/s200/saco+jornal+7.jpg
Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:
http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxiy5jGwQI/AAAAAAAAALU/cmELFCtCB50/s200/saco+jornal+8.jpg
Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!
http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiuRc6KwI/AAAAAAAAALM/cN8G9z7d-7k/s200/saco+jornal+9.jpg
É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!
http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiqFvgrJI/AAAAAAAAALE/8dX53ZClbUM/s200/saco+jornal+10.jpg
Que tal?
http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxximC33sTI/AAAAAAAAAK8/h0GdzWp4APY/s200/saco+jornal+11.jpg
Boa idéia Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo-a-passo e você vai ver que, depois de fazer um ou dois, você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples.
Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!"

Afronta

Ontem passava um pouco do meio dia...o trânsito, como habitualmente, congestionado na esquina da Pereira da Silva. Motoristas mal educados fechavam o cruzamento com a Roberto Silveira, em ambas as ruas. Tudo normal.
imagem meramente ilustrativa
Eis que de repente o barulho aumenta excessivamente com o som de diversas sirenes aflitas vindo da direção do túnel.
Algum desastre? Algum acidente? É a primeira coisa que passa na mente!..Ambulância? Bombeiros?
Não. 
Eram motoqueiros. Fardados. Nervosos. 
Pararam no cruzamento meio impedido e com gestos frenéticos indicavam com autoridade quase agressiva que carros recuassem para liberar a passagem, de qualquer maneira. Não pensem que estavam querendo organizar o trânsito nem educador os apressados. Não. Os apressados eram eles que agiam como se quisessem que o trânsito simplesmente desaparecesse!! Num passe de mágica. Como se a situação exigisse solução imediata. 
E aos poucos tudo foi ficando mais claro, ainda que não passasse mais que segundos..
Subitamente, da pista da contra mão surgem 2 carros pretos, enormes, caros, chiques, só dava para ver os habitantes do da frente com vidros abertos sem ar, deviam ser os seguranças... e o de trás, as 'otoridades'...
Depois vi na mídia que no 'mesmo ontem', o presidente esteve inaugurando coisas em Niterói...mas não era aparato da ordem de presidente. Não, não era...
Não era o presidente. 
Não dava pra ver porque os carros pretos tinham os vidros pretos fechados. Devia ser alguma 'otoridade' niteroiense..possivelmente atrasada, ou não!, para o tal encontro.
Já observaram que Bombeiros apressadíssimos, por motivos mais que reais, não agem assim? A atitude dos bombeiros não tem arrogância.


Fosse o presidente ou não, era um aparato similar ao que - não digo todo dia porque não estou lá todo dia para ver! - habitualmente passa pelas manhãs na Rua Presidente Backer.. Guardinhas nervosos fecham e/ou  agilizam o trânsito nas transversais para liberar a passagem de 'alguém' que vem da direção da praia... 
O interessante é a atitude desses motoqueiros fardados. Porque não é apenas abrir a passagem, não é atitude de por favor, dá licença... O 'subliminar' é: saiam todos da frente, deus está vindo aí! Seja quem seja deus...
Autoridade esta que não pode ficar parada no trânsito caótico que todas as pessoas 'normais' enfrentam no dia a dia da cidade. 
Será que eles acham que eles tem mais pressa? 
Os negócios deles são mais importantes que de qualquer outro de nós? Será que a vida deles merece ser mais preservada que a de qualquer outro transeunte da cidade?!
Na minha opinião isso é simplesmente abuso de autoridade! E como tal deveria ser punido!
Isso é mais um exemplo do descaso que os administradores têm por situações de real emergência, de real importância, onde o que está em jogo são vidas, só que de outros cidadãos, talvez sem diploma, talvez sem pais ilustres, talvez sem mais nada...


Senhores magistrados, políticos, administradores, sejam lá o que sejam!, vocês antes de mais ninguém, pelos cargos que  ocupam, conseguido no pleito, no trabalho árduo ou garantido de pai para filho, vocês deveriam dar o exemplo,  respeitando a população. 
Se fizessem algo à vera pela cidade, esta não teria chegado aos níveis insuportáveis de caos urbano - para não falar de tudo o mais! - que só piora com o que vemos de pobreza de educação e desrespeito entre cada cidadão. 
O que mais me espanta, é que todo mundo ao meu redor pára submisso com se deus estivesse mesmo passando... 
Helloou, acordem!!
Isso não é normal, isso não é para ser assim! Isso é uma afronta! Um ultraje.
Todos merecemos segurança, condições dignas de vida numa cidade que se diz 'a tal' em índices!!.. 
Parece que guardam os índices num armário trancado a chaves e estes só saem para serem mostrados às visitas! "Olhem que índice ótimo? Não é mesmo lindo?!"


Fica aqui meu desabafo! 
Bom fim de semana. 
Bom feriado, onde comemoraremos o aniversário desta bela e sofrida cidade chamada Niterói.. Que dias melhores estejam por vir.

Projeto retira lixo da Baía de Guanabara


Por Mariane Tamsten
Foi lançada, em Niterói, a embarcação Águas Limpas, cuja função será recolher o lixo flutuante – sólido e líquido – da Baía de Guanabara. A iniciativa foi possível graças ao investimento da concessionária Águas de Niterói, em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro e o Projeto Grael, cujos alunos serão os responsáveis por operar a embarcação.
O programa Águas Limpas conta, ainda, com o apoio da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN). O lixo retirado do mar será depositado em caçambas específicas nos clubes de Niterói e os resíduos serão recolhidos por funcionários da CLIN.

A embarcação, importada da França, é feita de alumínio e possui uma caçamba basculante que realiza um peneiramento das camadas superficiais da baía. Os resíduos sólidos são armazenados em um contêiner. Já o óleo flutuante será depositado em uma caixa separadora. Paralelo ao processo de remoção do lixo ocorrerá o monitoramento ambiental da região, promovido pelo Projeto Grael, para avaliar os resultados da operação.

Para Axel Grael, presidente da instituição, atuar neste programa de limpeza da Baía é uma forma de dar um retorno à sociedade sobre o perigo que o lixo representa ao meio ambiente. “Neste projeto, iniciamos estudantes da rede pública nos esportes náuticos, além de contribuir com benefícios ambientais para a Baía de Guanabara.

Inicialmente, a embarcação vai operar entre a Ilha de Boa Viagem e o Morro do Morcego, englobando as enseadas de Jurujuba, São Francisco e Icaraí, todos os dias da semana. No entanto, já existem planos para a sua utilização nas lagoas de Itaipu e Piratininga, na Região Oceânica.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Moleque de Ideias dia 22: um papo sobre lixo com Claúdio Oliver

Amigos,

Segue abaixo o convite para o encontro que acontecerá aqui na Moleque de Idéias no dia 22 de novembro, sobre lixo e técnicas e tecnologias de agricultura urbana.

Sobre lixo, conversaremos sobre os problemas causados pela forma com que nossa sociedade vem lidando com ele (gravíssimos, como as chuvas do nosso último verão demostraram tão tristemente para todos nós moradores de Niterói e Rio de Janeiro). Mas, bem de acordo com o espírito da Moleque, o foco não será sobre o problema em si, mas como cada um de nós, crianças, jovens e adultos, pode enfrentá-lo: com autonomia, agindo e aprendendo em rede e os indivíduos apropriando-se de técnicas e tecnologias.

Crianças e adultos convidados, como sempre. Sintam-se à vontade para convidar amigos que vocês julguem interessados no assunto.

E finalmente: já existe um grupo na MolequedeIdeias.net (a plataforma de rede social da Moleque) que está conversando sobre o assunto! Se vc ainda não se registrou ainda aproveite, entre na rede e entre na conversa!

Grupo Agroecologia, Agricultura Urbana e Permacultura - http://www.molequedeideias.net/pg/groups/634/agroecologia-e-permacultura/

Abraços,

Leila, Nilton, Luís Eugênio, Mateus, Bernardo, Caito, Eric, Anderson, Ilnea, Georg, Pablo e toda a equipe da Moleque de Ideias




Do que carecem os niteroienses?

no Blog de Niterói Por Isabel Capaverde

niteroi-como-vamos_0Pensando em contribuir com os políticos recém-eleitos e que irão administrar e legislar em breve, o movimento Niterói Como Vamos (NCV)– formado por um grupo apartidário e inter-religioso envolvendo todos os segmentos da sociedade civil de Niterói – comparou dados de pesquisas de percepção realizadas pela Analítica Empresa Júnior de Pesquisa & Consultoria do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal  Fluminense (UFF) com moradores da Zona Norte, região Oceânica e bairros circunvizinhos, e da DataUFF com moradores de outras regiões da cidade como Icaraí, Várzea das Moças, Barreto e Morro do Cavalão.

Embora a preocupação com a violência, com a falta de segurança, seja unânime entre os moradores de regiões distintas pesquisados tanto pela Analítica quanto pela DataUFF (ambas as pesquisas são de 2008), há dados interessantes e que vem de encontro ao que o NCV tem levantado e tornado público nos últimos meses. Os 750 moradores entrevistados pela Analítica – homens e mulheres, dos 16 aos 60 anos, a maioria com ensino médio completo e filhos, com renda familiar declarada entre 450 e 1350 reais mensais – revelaram como segundo maior problema a questão do saneamento básico. Apesar de terem água encanada, saneamento básico envolve também o manejo da água pluvial, a coleta e o tratamento do esgoto e a limpeza urbana, serviços que ainda são deficientes, segundo os moradores. 

Nessa mesma pesquisa, a terceira maior preocupação dos moradores – outra questão levantada anteriormente pelo NCV – diz respeito à educação infantil. Revelam a inexistência de creches públicas, de escolas municipais e estaduais na maioria dos bairros ou comunidades. Quando muito, há uma escola pública estadual e uma federal, número insuficiente para a demanda. Também sentem falta de cursos técnicos e de idiomas disponíveis nas suas regiões. Tão pouco existe áreas de lazer como praças, parques, quadras para prática de esportes. 

Alarmante são as negativas quando as perguntas da Analítica tangem à cultura, nas suas mais diversas formas. Não existem sebos, livrarias, bibliotecas comunitárias, oficinas de atividades culturais ou programações culturais periódicas realizadas pelos órgãos municipais. Em todas as localidades pesquisadas houve muitas reclamações quanto à falta de projetos na área cultural.

Uma tonelada de peixes mortos em Piratininga

Publicado em: 18/11/2010

n'ATribuna por: Liliandayse Marinho Foto: Bruno Eduardo Alves
Uma tonelada de peixes mortos em Piratininga Apesar dos fiscais do Inea terem ido ao local e constatarem que a oxigenação da Lagoa de Piratininga está dentro do normal e que a mortandade de peixes ocorrida no último final de semana pode ter sido causada por fatores climáticos como vento e chuva, moradores do Vale do Imbuí (Tibau) temem que o assoreamento e a poluição da Lagoa ainda possam ter colaborado com o fato.
Na última segunda-feira, o local amanheceu coberto de peixes mortos, totalizando uma tonelada pelo cálculo dos pescadores da localidade. Renan Lacerda, Presidente da Associação de Moradores do Vale do Imbuí, explica que apesar de o governo do Estado ter realizado a obra de construção do túnel como parte do programa de revitalização da Lagoa, a dragagem ainda não foi feita e os moradores temem que casos como este possam voltar a ocorrer. A Clin confirmou que a operação de retirada dos peixes mortos, iniciada ontem, terá que continuar hoje devido a grande quantidade.
Ontem, com a maré baixa, moradores observavam ainda os poucos peixes que ainda boiavam e eram disputados por garças e urubus. Segundo eles, quando a maré está baixa é possível ver também os efeitos da poluição no fundo da Lagoa. Ontem, garis da Clin passaram todo o dia recolhendo os peixes que chegavam a borda e ensacando. Com o vento, o cheiro forte chegava até as casas da localidade. Segundo a assessoria de imprensa da Clin, como foram muitos peixes, hoje o trabalho continuará pois os garis tem que aguardar a maré para os peixes serem levados novamente para as margens.
“Nós não estamos entendendo. A obra foi feita no túnel, mas o que nos explicaram durante todos esses anos é que, se a dragagem não for feita, quando ocorrer um fator climático como chuvas e vento e depois a maré baixar, pode ocorrer a mortandade. Aqui as ligações clandestinas de esgoto foram feitas e próximo a ciclovia ainda tem muito esgoto jorrando para a Lagoa”, diz Fausto Werneck, morador há 40 anos do local.
Segundo Renan Lacerda, há anos que moradores e comerciantes da localidade esperam pela revitalização da Lagoa e do local, considerado por ele um dos recantos mais bonitos e de potencial turístico.
Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Estadual de ambiente (Inea), ontem os fiscais estiveram novamente no local recolhendo amostras da água e consideraram o nível de oxigenação normal. Eles acreditam que tenha ocorrido um acidente pontual por conta de fatores climáticos e não associaram à obra. O Inea também não respondeu se a dragagem do local está nos planos do governo do Estado a médio ou curto prazo.

Resposta ao Niterói Como Vamos? Segurança será reforçada nas ruas de Niterói até o Natal

Cerca de 300 homens da PM e da Guarda Municipal vão patrulhar 18 vias do Centro, Icaraí e Ingá, para coibir assaltos. Operação 'Papai Noel' começa na próxima semana

A partir da próxima quinta-feira, 18 ruas do Centro, Ingá e Icaraí receberão reforço no policiamento para o Natal. Ao todo, serão 300 homens a mais nessas vias, entre PMs e guardas municipais. A Operação Papai Noel - força tarefa da Secretaria Municipal de Segurança com a Polícia Militar – tem como objetivos coibir furtos e assaltos, além de remover camelôs ilegais, moradores de rua e usuários de drogas.

“Serão destacados 200 PMs e 100 guardas municipais para atuarem nas vias de mais risco dos três bairros, que são responsáveis pelo aumento de 30% das ocorrências policiais em função dos festejos de fim de ano”, justifica o secretário municipal de Segurança, Wolney Trindade, explicando que será feito remanejamento do efetivo nas duas corporações, e que muitos homens que fazem serviços burocráticos serão designados para o patrulhamento das ruas.
Ele informou que fará o possível para manter essa força-tarefa em operação, mesmo após a virada de ano. “A ideia é que essa operação seja permanente e vá além das épocas mais críticas que são Natal e Carnaval. Vou aproveitar o reforço da PM e realizar ações mais expressivas buscando a ordem urbana. Quanto mais órgãos estiverem envolvidos, maiores serão as chances de sucesso”, enfatizou. (grifo meu, DN)
O capitão PM Fabiano Duarte Lopes, responsável pela 2ª Cia de Policiamento do 12º BPM (Niterói), que patrulha o Centro, lembrou que só no bairro serão 16 duplas formadas por policiais militares e guardas municipais, atuando no policiamento a pé em lugares estratégicos. No Centro, a Operação Papai Noel também contará com a colaboração da Secretaria Regional do bairro, para reprimir a exploração de prostíbulos e encaminhar a população de rua para abrigos.
DN apóia!: Mesmo que não se trate de resposta direta à matéria publicada no Globo Niterói domingo dia 14, do Movimento Niterói Como Vamos baseada em pesquisas realizadas no município apontando para a falta de segurança que percebe o munícipe, é bem vinda a atitude. Que permaneça!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Alerj pretende pedir quadruplicação da multa prevista para Barcas S/A

Concessionária poderá ter que pagar R$ 120 mil por dia, caso horários da madrugada voltem a ser suspensos. Comissão de Defesa do Consumidor pensa em acionar MP do Rio
n'OFluminense por: Rodrigo Rebechi 18/11/2010
Agetransp decidiu por unanimidade que a Barcas S/A deve substituir a embarcação Santa Rosa pelo catamarã Urca III e reformar a lancha Itapuca. Foto: Marcello AlmoA Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pensa em pedir a quadruplicação da multa prevista para a Barcas  S/A caso sejam suspensos os horários da madrugada. O serviço ficou interrompido por cerca de dois anos e há dois meses foi retomado por conta de uma decisão da 8ª Vara de Fazenda, em processo mobilizado pela comissão.

O descumprimento poderia ser punido com prisão dos responsáveis. Mas, nesta semana, a concessionária conseguiu, na Justiça, habeas corpus preventivo para que ninguém possa ser preso.
A medida chamou a atenção de parlamentares que defendem que a Barcas S/A cumpra o estabelecido em contrato e, agora, temem que a empresa esteja planejando nova suspensão do serviço.
“Se isso acontecer, vou acionar o Ministério Público. Penso, inclusive, em pedir que a multa por descumprimento da determinação judicial seja quadruplicada, de R$ 30 mil por dia para R$ 120 mil”, afirma a presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, Cidinha Campos (PDT).