sábado, 6 de novembro de 2010

Águas das praias de Niterói estão mais limpas

Será mesmo?!...
Com base nos boletins semanais divulgados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre a qualidade da água das praias de Niterói, foi constatado que as condições de balneabilidade entre janeiro e outubro são melhores do que no mesmo período de 2009.

— Niterói deu um salto no índice de balneabilidade, e isto tem relação com a melhora das condições sanitárias, além do período seco, entre maio e outubro, que interfere neste processo — explica a gerente de qualidade da água no Inea, Fátima Soares.

A melhor avaliação é das praias do Sossego, de Piratininga e Itacoatiara, todas da Região Oceânica, que estão e estiveram recomendadas ao banho de mar (cor verde no boletim) durante todo o ano, exceto na primeira semana de abril, quando ocorreu a tragédia das chuvas, que afetou todas as praias da cidade.

— Frequento desde criança esta praia, que ainda é tranquila e não está poluída. Mas com esse crescimento urbano, deveriam investir mais em infraestrutura — afirma Leonardo Freitas Celon, que mora há 18 anos em Piratininga.

Mesmo imprópria ao banho atualmente e na maior parte do ano, Icaraí melhorou. Em 42 semanas analisadas até outubro deste ano, 20 boletins não recomendavam o banho de mar (cor vermelha) ou o recomendavam com restrições (amarelo). Em 2009, as restrições apareceram durante 29 $, no mesmo período de janeiro a outubro. Também apresentaram recuperação, as praias de Gragoatá, Flechas, Adão e Eva, na Zona Sul; e Itaipu, na Região Oceânica.

No caso de Camboinhas, também na Região Oceânica, ocorreu o oposto. Apesar das boas condições de balneabilidade, a praia apresentou piora na comparação com o último ano: de dois para 17 boletins com indicação de prejuízos à saúde.
O balanço completo está de íntegra da matéria, na edição deste domingo do GLOBO-Niterói.
Na sua precepção, a qualidade da água melhorou?

PESQUISA DE ORIGEM E DESTINO EM NITERÓI

Olhem isso:
                                                                                                          
A NTTRANS – Niterói Transporte e Trânsito - deu início a pesquisa em prédios de condomínio da cidade para identificação de origem e destino das viagens e o meio de locomoção usado pela população no trajeto: carro, moto, bicicleta, ônibus ou à pé. O objetivo da iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Urbanismo é obter dados específicos para o planejamento do transporte e do trânsito no município.

O Presidente da Nittrans, Sergio Marcolini destaca a importância da pesquisa, que se estenderá até o fim de novembro, em prédios e condomínios de Icaraí, Ingá, Santa Rosa, Pendotiba e Região Oceânica, com aplicação de questionários com perguntas sobre origem, destino e meio de transporte utilizados, e contagem de veículos e pessoas que entrem ou saiam dos condomínios.

- Esse tipo de pesquisa constitui-se no principal instrumento de coleta de informações sobre viagens, servindo de base para os estudos de planejamento de transporte, de mobilidade urbana e para estabelecer relações entre o uso do solo, sistema viário e o sistema de transportes- explicou Marcolini. Segundo ele, esta base de dados será utilizada no diagnóstico que precede a elaboração do Plano Urbanístico Regional (PUR).

Diante da importância dos estudos, a colaboração dos moradores dos condomínios é considerada fundamental no atendimento aos pesquisadores e nas respostas aos questionários.

Em cada condomínio será fixado um cartaz alusivo a pesquisa e cada unidade do condomínio receberá uma carta da NITTRANS, com explicação sobre os objetivos da pesquisa. Para facilitar a resposta dos moradores que saírem de carro no dia da pesquisa, os questionários poderão ser preenchidos em casa e entregues na portaria aos pesquisadores que trabalharão uniformizados e comcrachás da NITTRANS

http://www.nittrans.niteroi.rj.gov.br/


Vamos ver!...                                            

Ser um 'Município Amigo da Bicicleta'

DesabafosNiteroienses apóia! e 
O Instituto Pró-Bike e Bem-Estar propõe: 
O objetivo geral do projeto é a formação de municípios do futuro 
com vida e moradia digna - Cidades onde os habitantes gostam 
de morar e onde os deslocamentos individuais no cotidiano 
e nos momentos de diversão são agradáveis e seguros.
Cidades com qualidade de vida de mobilidade são caracterizadas 
não apenas pelo alto grau de acessibilidade para toda a
população, mas também proporcionam especialmente 
condições ideais para a mobilidade, abastecimento e recreação local. Mobilidade 
local significa mobilidade individual não-motorizada na vizinhança, 
preferencialmente de bicicleta, a pé, mas também por outros modos de transporte 
(como patins, skates etc.), ou seja, “Amigo da Bicicleta” e mais.
Obviamente, dentro do grupo dos meios não-motorizados, a bicicleta possui o 
maior raio de ação e o maior potencial de substituir viagens curtas de carro. Hoje 
quase a metade de todos os deslocamentos de automóvel não passam dos cinco 
quilômetros no perímetro urbano. E isso é o ponto de abordagem estratégica 
para incentivar o uso da bicicleta, ou seja, a mudança do automóvel para 
a bicicleta. Particularmente o trânsito motorizado de curtas distâncias é o 
problema principal de muitas cidades. Uma proporção maior de viagens feitas 
por bicicleta alivia a situação do trânsito e também cria espaço para o restante 
tráfego de automóveis, o que é essencial para a acessibilidade e o funcionamento 
econômico de uma cidade.
Um “Município Amigo da Bicicleta” (MAB), portanto não incentiva apenas o uso 
da bicicleta como meio de transporte, mas torna-se também cidade-modelo para 
uma sociedade sustentável com uma mobilidade ecologicamente correta. 
Um MAB apóia medidas que fortaleçam a cidade como lugar de moradia feliz – 
amigo da bicicleta e muito mais.

Visite 

Pesquisa sobre bicicletas em Niterói

   A Niterói, Transporte e Trânsito (Nittrans) iniciou esta semana pesquisa através da internet, para conhecer, o comportamento e a opinião da população a respeito do uso da bicicleta como veículo de transporte em Niterói.

A Niterói, Transporte e Trânsito (Nittrans) iniciou esta semana pesquisa através da internet, para conhecer, o comportamento e a opinião da população a respeito do uso da bicicleta como veículo de transporte em Niterói. Inicialmente, o questionário com identificação do perfil sócio-cultural e perguntas com alternativas de resposta em múltipla escolha, além de comentários e opiniões dos pesquisados, está disponibilizado no site http://www.nittrans.niteroi.rj.gov.br/  .
 A  pesquisa organizada pela Diretoria de Planejamento, Transporte e Trânsito da Nittrans terá seus dados utilizados em estudos de implantação de malha de ciclovias e ciclofaixas na cidade. Os projetos de transporte e trânsito da Prefeitura de Niterói visam distribuir, de forma compartilhada, os espaços urbanos, com a criação de modais de circulação viária que contemplam de modo equilibrado as alternativas de transporte escolhidas por pedestres e usuários de ônibus, carros, motocicletas e bicicletas.
A integração entre as diferentes formas de transporte possibilitará a construção de um modelo urbano diversificado e sustentável, com alternativas de deslocamento viáveis e seguras, para todos os segmentos da população.
http://www.nittrans.niteroi.rj.gov.br/
Fonte: Niteroi Mais, 06/11/2010


Trânsito: campeão de reclamações

n'OGlobo por Flávia Milhorance - 
06.11.2010
 | 
15h00m

Estacionamento em calçadas, extorsão de flanelinhas, filas duplas, atropelamentos, transporte irregular, descumprimento das leis de trânsito. Nas últimas três semanas, o morador de Niterói mostrou não suportar mais ter que enfrentar diariamente o desordenamento e a insegurança nas vias da cidade. Dos exatos 60 tweets postados até o fim desta sexta-feira no perfil do Twitter @ILEGALeDAI, 42 (70%) de$alguma irregularidade referente ao trânsito.
— Este é um reflexo da importância do setor na atividade diária de cada pessoa — afirma o consultor de trânsito Celso Franco, que ainda elogiou a iniciativa do GLOBO. — A população está assumindo seu papel de cidadão, o que é algo formidável.
O presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, garantiu que ações de $ção das irregularidades no trânsito serão intensificadas.

— Geralmente, na época de Natal e ano novo é necessário haver maior combate às infrações, que costumam ocorrer com mais frequência. Estamos nos programando para isso. — explica Marcolini, que também responsabiliza a população pela grande incidência de infrações. — Essa é uma questão de educação.

O especialista Celso Franco, no entanto, discorda deste ponto de vista.
— O motorista estará condicionado a uma sinalização adequada, faixas pintadas, placas eletrônicas $, opções de estacionamento, uma série de questões simples e que são deficitárias em Niterói — afirma Franco, que também critica a municipalização do trânsito. — Este setor deveria ser coordenado pela Polícia Militar e não pela Guarda Municipal.
Apesar da sinalização indicando a proibição de estacionamento na Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, a equipe do GLOBO-Niterói flagrou um veículo parado embaixo da placa e ainda com as rodas na calçada. A mesma infração foi mostrada pelo leitor Luiz Maia: “Em frente ao (colégio) Sa$, em Santa Rosa, carros ocupam espaço de ônibus, que fazem fila dupla e tripla na rua”. 
A íntegra da matéria está na edição deste domingo do GLOBO-Niterói.
Continue comentando e denunciando no Bairros.com e no @ILEGALeDAI.

Torben Grael ganha briga contra PMNiterói

Juíza obriga prefeitura a recuperar encosta que ameaça casa do atleta  n'O Dia 06.11.10 às 01h41 ADRIANA CRUZ


Niterói - Acostumado a enfrentar tormentas nos mares, o velejador bicampeão olímpico Torben Grael ainda está longe de abandonar o pesadelo da disputa judicial com a prefeitura de Niterói. A juíza Rose Marie Pimentel Martins determinou que o município recupere a encosta da Estrada Fróes, em Icaraí — uma ameaça na região desde as chuvas de abril. A prefeitura, no entanto, já avisou que vai recorrer. 

A juíza reconheceu a inércia da prefeitura para impedir novos desabamentos na região. Na decisão, a magistrada determina a realização de plano emergencial sob pena de multa diária de R$ 10 mil. “Chega a impressionar e nos faz pensar até que ponto as autoridades podem exercer suas funções com tão grande descaso”, escreveu Rose. 

No processo, o município alega que o desabamento parcial de dois terrenos vizinhos aconteceu em área privada e por isso não caberia ao poder público fazer a obra. “É um descaso da prefeitura com os cidadãos, reconhecido pelo judiciário”, analisou Guilherme Vinhas, advogado de Grael.

Mulher do atleta, Andrea Grael protesta: “A prefeitura chegou a colocar tapumes para maquiar a encosta. Há riscos de novos desabamentos e muitas pessoas podem ser atingidas”. Em abril, Grael conseguiu salvar um bebê de um ano e a mãe — eles estavam em um carro que invadiu a casa dele em um desmoronamento. O motorista morreu.
abril 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

População diminuiu, mas construção de imóveis não pára

Deu n'OGlobo enviado por leitor Igor Rios - 05.11.2010  12h30m
Dados preliminares do Censo 2010 apontam uma queda de 4% da população de Niterói, comparado com o Censo de 2000. De lá pra cá perdemos cerca de 18.000 habitantes, enquanto que outras cidades, como Maricá, tiveram aumento de 50%. Fatores como preço dos imóveis, falta de segurança e trânsito caótico são apontados como colaboradores desta diminuição. Porém o que mais vemos são prédios sendo erguidos. Com isso vem a questão: se a população está diminuindo e o número de apartamentos aumentando, o que fazer com tantos apartamentos?
Niterói está deixando de ser cidade dormitório para ser cidade de passagem. A população de diversas cidades ao redor, como Maricá, São Gonçalo e Itaboraí, vem até Niterói para pegar a barca ou a ponte em direção ao Rio. O Centro de Niterói, lotado de ilegalidades como camelôs, flanelinhas e ambulantes, e está longe de ser atrativo para grande empresas. Se nada de radical for feito, seremos cada dia mais uma cidade de passagem.
Imaginem um poderoso executivo, que trabalha na cidade do Rio de Janeiro, claro, querendo comprar um apartamento na Região Oceânica, por exemplo. Qual será o argumento que o corretor terá que dar quando ele questionar a respeito da distância até o seu trabalho? Com certeza ele não vai se animar ao saber que levará uma hora e meia para chegar ao trabalho, somando três horas por dia. Horas que ele poderia estar em casa com sua família são jogadas fora no caótico trânsito da cidade. Do que adianta embelezar a cidade com monumentos de Niemeyer se a qualidade de vida de seus moradores vem caindo e a cidade se esvaziando?
DesabafosNiteroienses comenta:
Igor, 
o Carlos Krykthine, presidente do IAB/RJ-NLM, também comentou a notícia do censo, dizendo assim: "Observem que Niterói perdeu 4% da População na ultima década - cerca de 18 mil habitantes - presumo que tenhamos exportado para municípios vizinhos, como Maricá (com 51,45%), os pobres e familias de baixa renda, que ainda possuem alguma mobilidade econômica, e ficamos com os ricos e miseráveis - acentuando ainda mais o contraste social da cidade. Quando for liberado os dados detalhados, poderemos verificar esse fenômeno!" 

Vale lembrar também que ainda tem muito imóvel vazio em Niterói e já ouvi reclamações de pessoas que não foram recenseadas...Abraços DN

Edifícios residenciais também terão selo de eficiência energética do Inmetro


A criação de uma cultura no Brasil que privilegie a eficiência energética nas residências é o objetivo que o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) pretende alcançar no médio e longo prazos, a partir de regras para etiquetagem dessas construções.

A informação foi dada anteontem (3) pelo coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), Marcos Borges. Até o dia 13, o Inmetro lançará em consulta pública os Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) em edificações residenciais. Esse tipo de construção responde por 22,1% de toda a energia consumida no país, de acordo com o Ministério de Minas e Energia.

Borges explicou que o programa de etiquetagem de prédios comerciais, públicos e de serviços foi criado há pouco mais de um ano e já envolve cerca de 30 edifícios, dos quais 14 apresentam projetos etiquetados. “Agora, nós queremos ampliar essa filosofia de etiquetagem para o âmbito residencial”.

O resultado almejado, acrescentou, é influenciar o mercado imobiliário. Um comprador, ao pesquisar as qualidades de um imóvel, poderá levar em consideração o consumo eficiente de energia.

Além de valorizar economicamente o imóvel, Borges acrescentou que o programa do Inmetro vai “colocar o Brasil no rol dos países que se preocupam com a eficiência energética nas edificações. Isso é importante porque metade da energia gasta no país é para manter as nossas edificações públicas, comerciais, residenciais e de serviços iluminadas e refrigeradas”. Segundo ele, o programa alinhará o Brasil aos principais países da Europa, além de Estados Unidos e Austrália, que já adotam esse procedimento há muitos anos.

A partir do selo de eficiência energética, o coordenador do PBE estimou que a economia de energia nos edifícios que adotarem produtos etiquetados pode variar entre 30% e 50%.

O selo de eficiência energética vai beneficiar também o construtor, na medida em que facilitará o acesso a financiamentos públicos e privados. Borges citou o Programa Procopa Turismo, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), voltado à construção de hotéis para a Copa do Mundo de 2014. O Procopa Turismo oferece melhores condições de crédito e prazo de pagamento para projetos classificados com a etiqueta de nível A, que corresponde ao menor consumo de energia.

Nos edifícios comerciais, Borges estimou que o custo da avaliação de eficiência energética de um projeto varia de R$ 15 mil a R$ 20 mil. Para edificações residenciais, ainda não há um padrão definido. A etiquetagem poderá ser feita, inclusive, em prédios já existentes. Nessa condição, porém, dificilmente seria concedida etiqueta de nível A, porque os edifícios não foram projetados com esse objetivo. “Mas, nada impede que [o edifício] faça melhorias do ponto de vista do isolamento, por exemplo, para subir na classificação”.

O regulamento final do Inmetro sobre a questão será publicado até dezembro. As construtoras já poderão, a partir daí, elaborar projetos e fazer adequações de acordo com o regulamento.

No começo, a etiquetagem será voluntária. Marcos Borges esclareceu, contudo, que alguns dos 30 programas do PBE começaram como voluntários e terminaram obrigatórios, em função da demanda da própria sociedade. “Se a sociedade entender que esse programa deve ser compulsório no futuro, ele será compulsório”, afirmou.
FONTE: Agência Brasil

Isso é Niterói: Projeto de revitalização da orla de Jurujuba ainda está pela metade


Obras no calçadão deveriam ter sido concluídas em julho, mas serviços continuam em ritmo lento. Com a chegada do verão, comerciantes do bairro temem prejuízos
n'OFluminense por: Thaís sousa 05/11/2010

Moradores de Jurujuba estão reclamando da morosidade das obras de revitalização da orla do bairro. No início do ano, o presidente da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), José Roberto Mocarzel, prometeu que as obras seriam entregues até julho, o que não ocorreu. Agora, a pouco mais de um mês do verão, cerca de metade do projeto, orçado em mais de R$ 285 mil, segue sem conclusão e comerciantes temem que a economia do bairro seja prejudicada devido ao atraso.
A licitação das obras de revitalização do espaço urbano da orla de Jurujuba foi aberta pela Prefeitura em 4 de fevereiro e o martelo foi batido uma semana depois, no valor de R$ 285.110. No dia 27 de janeiro, em entrevista a O FLUMINENSE, o presidente da Emusa informou que em cinco meses o projeto estaria concluído. Contudo, o prazo expirou há quase quatro meses e os serviços seguem em ritmo lento.
A revitalização previa reforma do calçadão, com colocação de piso tátil, instalação de grades de proteção e bancos e reforço na iluminação, ao longo dos 300 metros de orla. Mas, até o momento, nenhum dos serviços foi concluído. A troca de piso não chegou à metade do calçadão e nem os demais itens.
Quem mora em Jurujuba aguarda com ansiedade a conclusão dos serviços. Apesar da total aprovação ao projeto, a demora tem deixado a população apreensiva.
“Acho que o resultado vai ser ótimo. A sensação de segurança aqui vai aumentar com a iluminação nova e as grades de proteção. Mas está demorando demais. Pela época em que começou, acho que essa obra já deveria ter terminado”, opina a dona de casa Juliana Rocha, de 25 anos.
Movimento – Já a comerciante Milena Cadilhe, de 37 anos, tem outra preocupação. Para ela, o movimento no bairro, com a chegada do verão, pode ser prejudicado. Ela acredita que, com parte do calçadão interditada, turistas e visitantes deixarão de frequentar o bairro durante a estação.
“Acredito que o atraso das obras vai atrapalhar o movimento no verão. Os restaurantes aqui costumam ficar lotados nos dias quentes. A obra deveria ter acabado antes de junho, não poderia chegar a essa época”, reclama.
A Emusa informou que as obras estão dentro do prazo e que não existe atraso no projeto. A urbanização do calçadão de Jurujuba prevê a colocação de novo piso e bancos, melhoria na iluminação pública, construção de um deque em substituição ao antigo coreto, instalação de proteção aos pedestres (guarda-corpos). A obra tem um custo total de R$ 285 mil, e é uma parceria entre a Prefeitura de Niterói e o Ministério do Turismo. A nova previsão de conclusão das obras é para o início de 2011, se houver boas condições climáticas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MP entra com ação contra prefeito de Niterói por improbidade administrativa

 Promotores investigam criação de grupo para aconselhar Jorge Roberto.

O conselho é formado por 24 pessoas e cada uma delas ganhava R$ 6 mil.

Do RJTV 04/11/2010 19h51 - Atualizado em 04/11/2010 20h27

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira. Há seis meses, o MP investiga o conselho consultivo criado pelo prefeito.

O conselho de “notáveis” é formado por 24 membros e cada um ganhava o salário mensal de R$ 6 mil. O MP quer que o prefeito reembolse aos cofres públicos os quase R$ 2 milhões gastos com o pagamento dos conselheiros.
De acordo com a prefeitura de Niterói, na Região Metropolitana, os conselheiros deixaram de receber salários desde maio. O grupo é formado por presidentes de partidos políticos, ex-secretários da prefeitura, artistas e empresários. O conselho foi criado em maio de 2009 oficialmente para aconselhar o prefeito.
“Houve a prática de improbidade com gastos de recursos públicos sem a devida justificativa, como também a negativa de publicidade de transparência de prestação de contas, que deve ser acompanhada por qualquer administrador público”, disse o promotor Luciano Mattos .
Prefeitura de Niterói não vê ilegalidade
O MP quer entender o motivo da criação do conselho, assim como a escolha dos conselheiros. A prefeitura de Niterói explicou, por meio de nota emitida pela Procuradoria Geral do Município, “que a criação do conselho não depende da regulamentação específica e que tem funcionamento flexível e “plural”.

A nota diz ainda que “o colegiado funciona em diferentes lugares e nem sempre com todos os integrantes. E que só o prefeito pode saber as deliberações do conselho já que se tratam de matéria estritamente política e que por isso não pode ser objeto de prévia prestação de contas”.
A prefeitura de Niterói alegou ainda que não há qualquer ilegalidade na criação do conselho e que outras esferas da federação têm órgãos que funcionam de maneira diferente. O MP afirmou que não ficou satisfeito com a resposta da prefeitura e que por isso vai continuar investigando o funcionamento do conselho de “notáveis”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

É pra comemorar? ou para chorar de vez?!


Foi publicado no Informe d'O Fluminense de ontem, domingo dia 31, o seguinte:

O presidente da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) e secretário municipal de Obras, José Roberto Mocarzel, vai tomar outros rumos. A saída dele da Prefeitura já é dada como certa. Mocarzel deve ir para o Governo do Estado, mas não se sabe ainda para qual área. O que se cogita é que ele vai participar ativamente das grandes obras que serão feitas com vistas à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016. Apelidado de “trator” por aqui, o que não vai faltar é trabalho para ele do outro lado da Baía, uma vez que as obras estão com o cronograma apertado.
Reflexo
Com a saída de Mocarzel do governo, quem ganha força é o secretário executivo da Prefeitura, Hamilton Pitanga. Nos bastidores, comenta-se que Pitanga e Mocarzel já não estavam se entendendo tão bem como antes.
Dança das cadeiras
O prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) anunciou com exclusividade à coluna que haverá sim uma dança das cadeiras na Prefeitura. Por conta disso, ele teria se reunido mais de uma vez durante a semana com o deputado estadual reeleito Comte Bittencourt (PPS) para tratar do assunto.
Aliás...
Essa dança das cadeiras poderá interferir diretamente na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Niterói. Milton Cal, por exemplo, que deixou a Secretaria Municipal da Indústria Naval para retornar ao Legislativo, já afirmou que vai apoiar a reeleição do presidente Paulo Bagueira.
Mas...
Esse assunto ainda vai dar o que falar. Pelo acordo firmado entre o PPS e o PDT em 2009, Bagueira ficaria na presidência por dois anos e, depois, quem assumiria seria o vereador Luiz Carlos Gallo (PDT). Mas, ao que parece, as regras estão mudando durante o jogo.
Fusões
Outra revelação do prefeito foi a de que algumas secretarias seriam fundidas, e que esta decisão seria tomada durante o feriado. Os bons ares de Itacoatiara e Búzios devem ajudar o prefeito nesta difícil tarefa.

Mais uma vez: Niterói não está preparada para chuvas de verão

Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro vistoria encostas da cidade e constata o risco de novas tragédias. 

OFluminense por: Thaís Sousa 31/10/2010

Em abril, uma tempestade sem precedentes devastou Niterói, provocando 168 mortes e deixando mais de 7 mil desabrigados. Sete meses depois, e faltando menos de dois meses para o verão, pouco parece ter sido feito para reconstruir o que foi destruído e evitar novas tragédias. Segundo moradores, obras de contenção das encostas ainda não foram realizadas ou seguem a passos de tartaruga, como denuncia o iatista Torben Grael, de 50 anos, que ainda perde o sono em noites de chuva, desde que sua casa foi atingida pelos deslizamentos. “Niterói não está preparada para as próximas chuvas e a tragédia do último verão pode se repetir”.
A constatação é do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro. Em julho, a entidade realizou uma vistoria nos principais pontos de deslizamentos da cidade e orientou a Prefeitura a realizar uma série de intervenções. Três meses depois, em nova vistoria esta semana, a convite de O FLUMINENSE, Guerreiro constatou que nada do que havia sido proposto foi executado.
“A estagnação da Prefeitura diante dos resultados da última tragédia é preocupante”, afirma o presidente do Crea, depois de uma ronda pela cidade. “Só vemos hoje uma grande obra no Bumba, que está sendo feita pelo Governo do Estado. Mas existem, em toda a cidade, mais de cem pontos de deslizamento que precisam da ação da Prefeitura e não têm. A Prefeitura de Niterói tem recursos mas não tem prioridades. Dessa época em diante, a qualquer momento, podemos ter uma forte chuva”, alerta o especialista.
Entre os moradores de áreas afetadas pelas chuvas, a tristeza e a indignação se misturam ao medo. “Toda vez que chove é um pesadelo”, desabafa a auxiliar de enfermagem Marli Gomes, de 55 anos, que, sem ter para onde ir, teve que voltar a viver no que sobrou de sua casa no Morro do Bumba.
“Os tapumes que foram colocados lá são só uma tentativa da Prefeitura esconder o que houve”, critica o iatista Torben Grael, se referindo à situação de sua rua, a Estrada Fróes, que liga Icaraí a São Francisco, na Zona Sul.
Sugestões – As intervenções sugeridas pelo Crea para a cidade incluem medidas simples e complexas. Entre as simples, a primeira delas seria a realização de poda regular de árvores.
“As copas pesadas propiciariam a queda das árvores, danificando o solo e abrindo crateras que podem acabar encharcadas. Outra ação simples seria recompor a vegetação dos terrenos com grama para diminuir riscos de deslizamentos”, enumera o engenheiro.
Entre as ações complexas, o Crea orientou o município a investir em contenção de encostas e em projetos habitacionais para retirar as famílias de áreas de risco. Também orientou a  intensificar a fiscalização para evitar o crescimento desordenado da cidade. A criação de uma fundação geotécnica também constava nas propostas. “Essa fundação teria, inclusive, a função de autorizar ou não as construções. Mas pelo que entendi, o atual projeto está esbarrando em entraves políticos”, avaliou Guerreiro.
O engenheiro civil e conselheiro do CREA Abílio Borges lembra que é dever do Executivo fiscalizar o território para impedir a construção de imóveis irregulares em terrenos inapropriados. Esse seria o principal trabalho de prevenção a ser realizado atualmente na cidade.  “Mas o que vemos na cidade é a ausência da Prefeitura. Se não forem feitos trabalhos de prevenção, Niterói vai sofrer mais uma vez como nas chuvas de janeiro, que chegaram a matar pessoas aqui e em Angra dos Reis. E também vai sofrer com as chuvas de abril. No caso das habitações que foram construídas irregularmente, agora que elas já existem, cabe ao Executivo ajudar essa população a sair desses locais”, disse Abílio Borges.
Descaso - As chuvas que derrubaram o Bumba também causaram danos irreparáveis à Estrada Leopoldo Fróes, uma das vias mais valorizadas da Zona Sul da cidade, que liga Icaraí a São Francisco. Na ocasião, um deslizamento de terra matou um homem e deixou a mulher e a filha dele feridas. O carro em que estavam foi atingido por um deslizamento e empurrado para dentro da propriedade do iatista Torben Grael, de 50 anos, que conseguiu retirar mãe e filha dos escombros.
Hoje, quase sete meses depois da tragédia, o iatista espera mais do que reparos em sua casa. A encosta que deslizou em frente à sua casa segue sem contenção. “Está tudo do mesmo jeito que estava em abril. A gente tentou vários contatos com a Prefeitura e não conseguiu nenhuma resposta. Na chuva da última quarta-feira, desceu mais material da encosta e nossa preocupação foi muito grande. Foi difícil dormir”, relata o iatista, revelando que perde o sono em noites chuvosas desde que sua residência foi atingida pelos deslizamentos. Cansado de esperar por uma ação da Prefeitura ele recorreu à Justiça pedindo as obras no local, e ainda aguarda um parecer.
Do outro lado da cidade, a auxiliar de enfermagem Marli Gomes, de 55 anos, moradora da Estrada do Viçoso Jardim, que teve a casa interditada após as chuvas de abril, vive drama semelhante. “A cada chuva a gente tira o carro da garagem e se prepara para fugir a qualquer momento. Agora, a gente só pensa em salvar a família”, desabafa.
No local do maior deslizamento da cidade, o Bumba, uma enorme cratera ainda faz lembrar o dia 7 de abril, quando o morro veio abaixo. Ao lado, as casas que foram interditadas e ficaram vazias durante meses voltaram a ser habitadas por moradores sem perspectiva de uma vida melhor. Uma delas pertence a Marli Gomes, que vive com a filha, três netos e um tio idoso. Sem ter para onde ir, a família voltou ao Viçoso Jardim.
“A gente teve que voltar, mas toda vez que chove é um pesadelo. A rua ainda alaga e a gente tem medo de novos deslizamentos. O Governo do Estado está fazendo a praça no Bumba, mas a Prefeitura nunca mais apareceu por aqui”, acusou.
Tempo fechado - Segundo o meteorologista Rodrigo Mello, do Sistema de Meteorologia do Estado do Rio de Janeiro (Simerj), o verão será marcado pelo fenômeno “La Niña”, que é caracterizado por um leve resfriamento da água do mar. O fenômeno acarreta uma série de consequências à atmosfera. Na Região Sudeste do Brasil, isso significa que o verão será quente e seco. Mas apesar da previsão o especialista esclarece que é impossível prever um fenômeno como as chuvas de abril.
“Temos algumas formas de prever o índice de chuvas por mês, mas elas podem ser espaçadas ou concentradas em um dia só. Foi isso que aconteceu em abril, quando choveu em dois dias o previsto para o mês inteiro”, explica.
Transparência - Através de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura alegou que aplicou recursos próprios no atendimento aos desabrigados das chuvas e realizou obras emergenciais e de limpeza da cidade, num montante que chegaria a R$ 10 milhões, mas apesar de questionada, não indicou os locais das obras até o fechamento desta edição.
A Prefeitura também alegou ter estruturado a Secretaria Municipal de Defesa Civil, mas a pasta, lançada em agosto conta atualmente em seu corpo técnico com sete bombeiros para atender a uma população de mais de 600 mil habitantes, além um engenheiro, um geólogo, um geógrafo e estagiários em Arquitetura, Engenharia e Geologia.
Quanto à criação da Fundação Geotécnica de Niterói, a chamada Geo-Nit, o quadro de pessoal, o regimento e o número de cargos ainda estariam sendo estudados, em parceria a Geo-Rio e o Departamento de Recursos Minerais (DRM), para utilizar as estruturas dos referidos órgãos como modelo de referência e adequá-lo à realidade de Niterói.
Leitores comentam no site de O FLUMINENSE:
“A cidade está entregue ao caos e o prefeito se esconde! A Zona Norte sempre esquecida! E a Zona Sul que sempre o apoiou agora sente o gosto do descaso! Prefeitura de desvios de dinheiro público e má administração! Criadas secretarias de fachada para cabide de empregos e a cidade abandonada! Vergonhosa administração!!!” Paulo Eduardo
“Niterói e principalmente a Região Oceânica está uma vergonha.” Luiz C.
“Antes todos tinham orgulho da cidade, a cidade sorriso com a melhor qualidade de vida. Hoje, já não podemos contar com ninguém cada chuva mais forte a população entra em desespero com medo de outra catástrofe.” Beatriz