terça-feira, 26 de julho de 2011

Um ano, um mês e 10 dias na Fazendinha, Sapê, Niterói

Quatrocentos e cinco dias depois da publicação dos Decretos de Desapropriação de área na Fazendinha no Sapê, no Diário Oficial do Município..


A reunião de 20 de junho foi realizada no hall da Câmara Municipal de Niterói conforme fotos e relatos no links abaixo.
e
Nesta reunião o histórico abaixo seria apresentado à população convidada à audiência pública para que tomasse ciência do que vinha acontecendo na comunidade.
Mas fecharam a Câmara e esse material não foi exibido.
Agora, um ano e tanto depois, o secretário de Habitação diz que o polígono está errado. 
Que há um novo polígono que deverá ser mostrado em 29 de agosto próximo quando haverá audiência pública para que a Prefeitura exiba seu projeto para a área.
Resta a pergunta. E este ano de terror e pressão que viveu - e vive! - esta comunidade, como é que fica?
Que irresponsabilidade é esta de todos estes senhores, presidente da EMUSA, José Roberto Mocarzel, Marcos Linhares secretário de Habitação e vereador Carlos Macedo que além dos decretos de 16 de junho de 2010, ratificaram toda a desapropriação com o projeto Bairro Modelo que diziam ser maravilhoso em reunião em novembro de 2010 na Escola Levi Carneiro, no Sapê?
Estes senhores tem ideia do que sofreu - e sofre - esta comunidade com este 'engano' ?! 
Quem paga por isso?
Estes senhores não são 'qualquer um' dando informações vagas, aleatórias.. são autoridades em Niterói, secretários, vereador.












Relato da Associação de Moradores em 11fev2011
















A área delimitada em amarelo corresponde aproximadamente  as 6 áreas desapropriadas de 1600mil metros quadrados









2 comentários:

  1. Ao longo das diversas audiências regionais do PHLIS, o discurso da Secretaria Municipal de Habitação foi mudando, tentando incorporar algumas das principais reivindicações dos moradores do Sapê/Fazendinha e do vereador Renatinho. Entretanto, a tônica continuou sendo audiências convocadas sem nenhuma divulgação com sistemáticas tentativas de calar a boca de opositores. O objetivo claro foi esvaziar a representação dos verdadeiros interesses da população. Na reunião de Piratininga o subsecretário de habitação chegou a afirmar que: “Eles estavam ali para ouvir e não para que as pessoas falassem”. Vendo o excelente histórico ora apresentado, percebemos que a mesma técnica vem sendo usada ao longo do processo, ou seja: não ouvir a população, planejar tudo escondido dentro dos gabinetes, fazer reuniões só pra calar a boca da população e/ou preencher exigências burocráticas/legais, absoluta falta de critérios técnicos em planejamento urbano e falta de transparência. Parabéns, Luiz Fernando Graça Melo/jornalista

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  2. Excelente registro sobre a tentativa da Prefeitura de arbitrariamente desapropriar a Fazendinha, no Sapê.
    Embora seja importante o registro da forma obscura como a Prefeitura vem tentando impor sua vontade, merece destaque o registro da mobilização dos moradores e dos diversos setores da sociedade que são contra a referida desapropriação, com uma alegada justificativa social.

    Tanto o projeto pretendido para o Sape assim como o debate sobre o PHIS, precisa levar em consideração o desejo da sociedade, onde sejam estabelecidos critérios e diretrizes sobre a política habitacional da cidade.


    PARABÉNS À TODOS QUE VÊM RESISTINDO BRAVAMENTE.


    Antonio Oscar

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