segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sinalizadores de barulho em Niterói

 Me mudei recentemente. Uma das principais motivações pra essa mudança foi sair da rua Miguel de Frias que me incomodava muito com seu movimento incessante de carros e ônibus, filas duplas em porta de colégio, concentrações populares que bloqueavam a rua, flanelinhas...
Então, resolvi voltar para o Jardim Icaraí, de onde saí há uns 5 anos atrás, e que sabia ser certamente mais sossegado. O endereço reúne mais qualidades: é quase em frente ao colégio do meu filho. Tudo mais calmo. Menos carros, menos pessoas na rua, menos barulho (embora as obras dos novos edifícios tragam um bom nível de ruído pro ambiente). 
Mas o que eu não podia esperar nem estar preparado era a sinfonia estressante dos sinalizadores de garagem dos quatro prédios que se concentram nesse endereço (incluindo o que eu moro). Eles tocam o dia inteiro, sem parar! São 8 portões que abrem e fecham o dia inteiro para carros, motos, bicicletas, carrinhos de bebê, entregadores, retirada de lixo... Fiz uma conta rápida e, levando em conta que devem haver cerca de 400 unidades nesses quatro prédios juntos, fiquei assustado ao me dar conta de que, se pelo menos metade dessas unidades tiver um carro, e pelo menos metade deles use o carro todos os dias, são pelo menos 200 aberturas de portão por dia! Isso sem falar nas bicicletas!
 Comecei a fazer uma pesquisa atrás de alguma legislação que regulasse o uso desses sinalizadores e descobri que na cidade do Rio existe uma lei de 2004 que proibiu a ultilização do sinalizador sonoro em qualquer hora do dia. Simplesmente desligaram o som. E foi tudo baseado em pesquisas e argumentos irrefutáveis. Descobri também um blog da UFRJ (http://ruidourbano-ufrj.blogspot.com/) que relaciona o ruído urbano à saúde pública com vários links de reportagens cujo personagem principal é o ruído.
E é interessante ver a grande quantidade de matérias de jornal sobre brigas e desentendimentos e reações extremas que tiveram suas origens em alguma espécie de ruído sonoro.
Pesquisando mais ainda, descobri que existe em Niterói um projeto de lei do vereador André Diniz sobre a saúde auditiva da cidade e que lista esses sinalizadores como um dos 10 principais agentes prejudiciais a saúde auditiva de Niterói.
Além disso, várias cidades estão tentando enfrentar esse problema que parece que não incomoda só a esse cidadão aqui.
Por isso digo: se alguém também se incomoda com o interminável "pi-pi-pi" desses sinalizadores, é possível fazer alguma coisa a respeito. Outras pessoas já fizeram com sucesso (o caso do Rio) e outras pessoas estão fazendo nesse momento. A minha proposta se baseia na lei do Rio, ou seja, desligamento total da sinalização sonora dos sinalizadores de garagem.
O vereador André Diniz se desligou da Câmara dos Vereadores pra assumir um cargo no Ministério da Cultura, mas seu substituto é um cara aguerrido e sério: Leonardo Giordano. Já mandei uma mensagem pra ele e estou esperando resposta. Caso ele se interesse pelo assunto, sugiro que todos que queiram se livrar desse ruído escrevam pra ele também. Não bastam os ruídos inevitáveis, temos que conviver com esse tipo de ruído que é totalmente evitável? Esse é tipo de coisa com a qual a gente convive porque acha que ninguém mais se incomoda. Mas eu tenho certeza que muita gente se incomoda, senão não teria acontecido o que aconteceu no Rio.

Estou à disposição,

Brian

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