terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Minha casa, Minha vida: Niterói ganhará 1,1 mil imóveis este ano

Minha casa, Minha vida: Niterói ganhará 1,1 mil imóveis este ano

Publicado em: 04/02/2011

Texto: Luana Souza
Foto: Divulgação
Cerca de 1.111 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida serão entregues até dezembro de 2011 em Niterói. O programa habitacional na cidade abrange duas faixas de renda: uma que vai de 0 a 3 salários mínimos; e outra de 3 a 10. Na primeira, o valor médio das unidades para esta faixa é de R$ 53 mil, com cerca de 7.510 empreendimentos. Já para a segunda, há 2.900 imóveis com valor médio de R$ 85 mil. Os empreendimentos estão sendo viabilizados nos bairros do Fonseca, Rio do Ouro, Caramujo, Atalaia, Várzea das Moças, Santa Bárbara, Viçoso Jardim, Sapê, Engenho do Mato, Jacaré, Bairro de Fátima, Piratininga, Ititioca e Maria Paula. Com base nas informações do presidente do Conselho Curador do FGTS, ministro Carlos Lupi, o déficit na habitação popular, que desde 2007 estava com valores imobiliários defasados pelos preços aplicados no mercado, o economista da Universidade Federal Fluminense (UFF) e atual Secretário Municipal de Ciências Tecnológicas do Rio de Janeiro, Franklin Dias Coelho, analisa o aumento do crédito financiado como “uma liberação financeira já prevista”. Com o aumento de R$ 40 mil no valor do financiamento máximo dos imóveis, fixado em R$ 170 mil, Niterói poderá ser também um dos municípios contemplados com a mudança. Segundo o especialista, a situação de viabilizar as questões de moradia em Niterói já vinha sendo pensada há tempos como um grande investimento para a cidade. Até mesmo o Aluguel Social estava previsto como uma estratégia para minimizar as ocupações irregulares através das moradias populares.
“Atualmente se tem uma inserção muito grande de famílias de baixa renda para a aquisição de imóveis. Isso só foi possível por conta da geração das demandas, das reformas no setor de habitação e da política econômica de crédito via FGTS, políticas atuantes no mercado”, avaliou o economista.

O perigo dos juros
Para ele, existe ainda um déficit qualitativo nas moradias, que vão se tornar cada vez maiores se a necessidade de habitação não acompanhar a demanda do mercado e de empreendimentos na cidade. Apesar das facilidades, o economista alerta para que os compradores fiquem atentos aos juros, que, mesmo com os descontos dos subsídios para famílias com renda de até R$ 2.790, podem chegar à taxa de até 5%.
“A proposta de moradia popular tem que ser compatível com as condições de pagamento, do contrário seria ineficaz. Por outro lado, os clientes não devem se iludir com os longos anos para quitação dos imóveis. A estratégia é tentar minimizar cada vez mais rápido as prestações para que os juros diminuam”, explicou.De acordo com a Prefeitura de Niterói, o valor total do investimento dos imóveis, somando-se as unidades voltadas para as duas faixas de renda, é de cerca de R$ 700 milhões. Já com relação ao município de São Gonçalo, a qual também equivalem as condições de crédito, a Prefeitura não se pronunciou durante todo o dia de ontem.

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