segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Niterói vai adotar um sistema de sirenes para evitar novos “Bumbas”

n'ATribuna em 25/01/2011

Niterói vai adotar um istema de sirenes para evitar novos “Bumbas”Texto: Soraya Batista
Foto: Wilson Dias/Ag. Brasil


A prefeitura de Niterói pretende instalar um sistema de sirenes para auxiliar na prevenção de tragédias em casos de chuvas e deslizamentos e evitar novas tragédias, como a do Morro do Bumba, em abril do ano passado, e a da Região Serrana, que já contabiliza 814 mortos. A Defesa Civil do Município já está em contato, há algum tempo, com a empresa que fechou com a Prefeitura do Rio, para que o sistema seja implantado na cidade o mais rápido possível. O objetivo é evitar o elevado número de óbitos em morros durante as chuvas.
Caso as negociações tenham um resultado positivo, a empresa responsável pelo projeto será a mesma que instalou o sistema de sirenes no Morro do Borel, Zona Norte do Rio, na última sexta-feira, e que irá instalar mais 60 sirenes, que deverão atender 117 comunidades no total. Através de um mapa de risco desenvolvido através de estudos geográficos, a prefeitura do Rio determinou quais os pontos de risco devem receber o sistema.
Segundo o prefeito Eduardo Paes, o alarme é a ponta de um sistema montado através de levantamentos geotécnicos em toda a cidade. Baseadas nas informações coletadas pelo Centro de Operações Rio, que possui um radar instalado junto às antenas do Sumaré. Caso seja prevista uma chuva forte, a sirene, instalada no alto das comunidades, vai tocar e emitir uma gravação, através de um alto-falante, pedindo que os moradores esvaziem suas casas. Desta forma, as famílias não serão pegas de surpresa e poderão se preparar para deixar suas casas.

Número de mortos e desaparecidos sobe
Duas semanas após os temporais que provocaram a tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro, as equipes de resgate continuam encontrando vítimas fatais. Dados do último relatório da Policial Civil informaram que o número de mortos já totalizam 814, sendo 327 em Teresópolis, 394 em Nova Friburgo, 1 em Bom Jardim, 67 em Itaipava, 21 em Sumidouro e 4 em São José do vale do Rio Preto.
O número de pessoas desaparecidas também subiu, segundo dados do Ministério Público, divulgados ontem. Ao todo, o MPRJ contabilizou, até o fim de ontem, 513 registros de desaparecimentos em toda a Região Serrana, sendo 234 em Teresópolis, 187 em Nova Friburgo, 45 em Petrópolis, 4 em Sumidouro, 2 em Bom Jardim, 1 em Cordeiro e 2 em São José do Vale do Rio Preto

Aluguel Social 
Duas mil famílias vítimas das chuvas e que estão em abrigos dos municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo já foram cadastradas para o recebimento do aluguel social. A segunda fase do trabalho ontem, com o cadastro das famílias que estão alojadas em casas de parentes e amigos, daquelas que vivem em áreas de risco e ainda das que moram nas cidades de Areal, Bom Jardim, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.
Seis mil famílias receberão o aluguel social no valor de R$ 500, por 12 meses, em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Já nos outros quatro municípios (Areal, Bom Jardim, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto), mil famílias serão beneficiadas, com R$ 400 mensais. O valor total dos recursos para as sete cidades é de R$ 40,8 milhões/ano. O objetivo do governo estadual é pagar a primeira parcela do aluguel social na primeira quinzena de fevereiro.
O cadastro das famílias será processado pelo Proderj, que vai criar um banco de dados dos beneficiários. O aluguel social será pago pela Caixa Econômica Federal, por meio do cartão do Bolsa Família ou conta corrente simplificada aberta nas agências do banco nos municípios atingidos. As famílias que tiverem perdido todos os documentos receberão das prefeituras a Declaração Especial para Beneficiários Localizados em Municípios em Estado de Emergência.

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