sábado, 18 de dezembro de 2010

Vivemos numa monarquia

Aumento de salário de 62% a partir de hoje. Calma pessoal! Isto pode não ser para seu bico!
Um aumento destes é para um grupo de trabalhadores muito especial. Para saber se você também faz juz a esta mamata, responda as perguntas abaixo:

·        Você tem 3 meses de férias por ano?

·        Você falta ao trabalho sem dar explicações ao patrão e ganha hora extra quando comparece?

·        Você se lasca de trabalhar de terça à quinta feira se não tiver nada mais interessante para fazer, perfazendo uma carga horária capaz de extrapolar as 16 horas semanais?

·        Seu patrão paga as suas viagens de trabalho e as particulares?

·        Seu patrão te dá uma verba extra para comprar suas roupas para ir ao trabalho?

·        E para o aluguel, mesmo que você já tenha uma casa própria perto do trabalho?

·        Você tem carro, motorista e combustível pago pelo patrão?

·        Você pode escolher todos os seus funcionários e empregar quem quiser sem justificar os critérios?

·        Você pode arrumar um grana do patrão para organizar uma festança na sua cidade natal, só para ficar bem na foto?

·        Seu patrão sempre arranja uma vaguinha para um amigo ou parente que “tá precisando” ou então para aquele amigo que já te ajudou muito, ou até mesmo para aquele cunhado que não dá sorte com emprego?

·        Seu emprego é mantido mesmo que você não produza nada de útil?

·        Depois de tudo isso se você achar que o que você ganha por sofrer tanto é uma merreca, você pode aumentar seu próprio salário?

Caro amigo, se alguma das resposta foi NÃO, é porque você, o PATRÃO invertido, é quem paga a farra mas fica com as migalhas.
Jorge Carvalho

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

MP-RJ quer que Niterói elabore plano para áreas de risco

n'OEstadão  PEDRO DA ROCHA 16 de dezembro de 2010 | 20h 08 

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com ação civil pública com pedido de liminar para que a Prefeitura de Niterói tenha que apresentar, em um prazo de dez dias, diagnóstico sobre as áreas de risco da cidade e as ações de prevenção que serão adotadas para o próximo verão.

A liminar requer também que o município elabore, em até 90 dias, o plano diretor de contenção, estabilização e proteção de encostas sujeitas à erosão e deslizamentos. O MP-RJ pede ainda explicações sobre a falta de informações a respeito da aplicação do Plano Municipal de Redução de Risco de Inundações e de Instabilidade de Encostas, solicitado ao Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

Foto OGlobo em 03julho2010

Delícia de cidade sem calçadas!

As imagens falam por si só...
ao lado do canteiro de obras na Rua Nóbrega
Recem inaugurado hortifruti à Rua Cel. Moreira César....

Viajando...

n'OSãoGonçalo por Sany Medeiros e Ruy Machado 16/12/2010 00:12:12
Ponte faria ligação entre o Gragoatá e Aterro do Flamengo para ajudar na melhoria do tráfego ::

Jorge Roberto anuncia nova ponte Rio-Niterói

Niterói poderá ter mais uma ponte ligando a cidade ao Rio de Janeiro. A novidade foi anunciada, na manhã de ontem, pelo prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT). A ligação será feita entre Gragoatá e Aterro do Flamengo. Os detalhes ainda serão firmados em reunião ainda este mês. O que já está acertado é a construção de um novo terminal rodoviário. O anúncio foi feito durante as comemorações do 103º aniversário do arquiteto Oscar Niemeyer, que inaugurou mais uma obra sua na cidade.

Após 36 anos da inauguração da Ponte Rio-Niterói, a prefeitura de Niterói, o Governo do Estado e prefeitura do Rio vão firmar parceria para construção de uma nova ligação entre os municípios. O prefeito Jorge Roberto disse que a construção poderá ser uma das alternativas para desafogar o trânsito no percurso do Rio e Niterói. O projeto, que ainda não foi apresentado oficialmente, tem previsão para ser apresentado em janeiro. Valores e estimativa do tempo para que o novo trajeto fique pronto deverão ser divulgados assim que a reunião acontecer. Jorge Roberto disse estar entusiasmado com a nova alternativa para o tráfego.
“É interessante este traçado, ele é curto. São 3 km, e é aonde Dom Pedro queria fazer um túnel. O governador anunciará a obra”, disse o prefeito.

Este não é o primeiro projeto para desafogar o trânsito e facilitar a vida dos trabalhadores que têm que cruzar a Baía de Guanabara. Diferentes estudos de viabilidade já foram elaborados. Um deles seria a construção de um túnel sob as águas ligando o Rio e Niterói como um complemento da Linha 3 do Metrô.

Em 2002, a então governadora Benedita da Silva lançou a pedra fundamental para a construção do túnel. Sem outra alternativa, os usuários ainda vêem nas embarcações a melhor forma de cruzar as duas cidades. Atualmente, a Concessionária Barcas S.A detém o monopólio na Travessia Rio-Niterói e é responsável pelo transporte diário de 100 mil pessoas.

Terminal – Além de anunciar a construção de uma nova ponte, Jorge Roberto também informou que construirá um novo terminal rodoviário que terá ligação com a Estação das Barcas e futura Linha 3 do Metrô.
“O terminal João Goulart já está saturado. Nós temos que arrumar outra solução. Além de saturado, a arquitetura dele é conflitante com as obras de Oscar Niemeyer. Será uma obra rápida e já estamos abrindo licitação”, disse.

Este empreendimento já está com a verba liberada – 60% dos recursos vieram do Ministério do Turismo e os outros 40% do Governo do Estado.
“Não houve recursos da prefeitura, mas as parcerias viabilizaram a construção desta torre que terá, também, um restaurante em sua cúpula”, disse o prefeito.

Jorge Roberto ainda tem outros projetos para serem colocados em prática, como a revitalização do Centro da cidade. A Avenida Rio Branco, por exemplo, receberá mais uma pista.
“Precisamos dar vida ao Centro. Queremos devolver o prazer da população em morar aqui. O Centro precisa de vida”, afirmou.

Depois de terminar 2010 reconstruindo a cidade, 2011 promete ser o ano da virada para Niterói.
“Vou trabalhar para recuperar a auto estima do povo niteroiense e o Carnaval virá para recuperar o sorriso, devolver a felicidade ao povo de Niterói”, prometeu.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Relato de um casal que visita o Brasil 20meses depois...

Após 20 meses longe do Brasil retornamos para rever a família e amigos. Enquanto longe do Brasil esquecemos de todas as falhas e detalhes que nos fizeram sair do país em busca de uma vida melhor. Fica na memória apenas a família, os amigos, o gostinho da comidinha brasileira, do cafezinho e pão de queijo. Mas basta estar apenas um dia no Brasil que parece tudo voltar rapidamente. Na verdade a decepção e o impacto das coisas negativas no Brasil aumentaram e ressaltam aos nossos olhos com maior facilidade. No entando, quem mora no Brasil, não vê as pequenas mudanças (muitas vezes para pior) que o país vem sofrendo.

Não dá para entender o ritmo alucinante no qual taxistas e motoristas dirigem seus carros. Parecem estar numa corrida de Fórmula 1. Um cortando o outro e quase batendo os carros, uma falta de respeito não só com a lei mas principalmente com a vida humana. Pra quê tanta pressa? Tanto estresse? Parece irônico falar sobre isso, mas são nos pequenos detalhes que a gente nota a qualiade de vida de um pais. 
Na Austrália, país onde moramos, shoppings e varejistas (exceto supermercados) fecham suas lojas a 5:30 da tarde. Parece cedo né? Claro que numa sociedade regida pelo consumo incontrolado onde ter é sempre mais que ser isso parece loucura. Uns dizem que este não querem vender, ter lucro. Outros porém dizem que o empregado também tem uma família e também tem direito ao descanso e que a sociedade não deve ser regida pelo consumo descontrolado, mas pelo equilíbrio onde todos podem ter um trabalho e um tempo para descanso ou recreação.

O mais impressionante é que lá não só o empregado sai mais cedo do trabalho mas também ganha melhor que no Brasil. Aliás os serviços nos países desenvolvidos são geralmente mais caros que em países de terceiro mundo. 
Agora fica a pergunta. Se nós no Brasil trabalhamos mais horas, ganhamos menos, portanto uma mão-de-obra mais barata, como é possível ter buraco na rua? Como é possível ter ruas sujas? Como é possível não ter segurança? Será que é falta de vontade do governo de fazer as coisas ou somos péssimos trabalhadores que com mais recursos fazemos muito menos?! Minha impressão é que a primeira é verdadeira e a segunda falsa.

Veja o exemplo da Malásia. Um país parecido com o nosso em termos de desenvolvimento, mas não tem um buraco na rua, com estradas excelentes. O mais impressionante é perguntar as pessoas o que elas acham e acharam que está melhorando.
Para nós tudo parece ter piorado. Principalmente preço de roupas e alimentos e custo de moradia. Como pode alguém pagar numa blusa R$79 reais na Renner? Como pode alguém pagar R$ 500 reais de celular por mês? Como pode? Você logo pensará que isto é normal, mas na verdade achamos um absurdo de caro. Minha esposa queria comprar sapatos (pois os brasileiros são os mais confortáveis e bonitos certo?), mas não tem como. Tudo aumentou de preço. Um sapato que custava R$ 150 a dois anos atrás, hoje custa R$ 300. Para vocês terem um exemplo concreto de como tudo está mais caro, fomos a um restaurante em São Paulo onde o prato, a dois anos atrás, custava em torno de R$45 - R$50, hoje custa em torno de R$75. Um aumento de 50%. Agora pergunto a vocês, qual salário aumentou este tanto?

São muitas coisas que notamos que levam a ter uma qualidade de vida no Brasil menos que ideal, mas para finalizar um último comentário sobre a televisão brasileira. Além das novelas e do futebol o que temos nas notícias? Violência. É impressionante como desde ao acordar estamos envolvidos no Brasil pela violência. O sensacionalismo da violência parece gerar mais violência. Na Austrália, o noticiário raramente amanhece com violência, geralmente acordamos com notícias do cotidiano, como por exemplo um café da manhã beneficente realizado por uma escola de primeiro grau para ajudar crianças com cancer. No Brasil, estamos tão acostumados a ver e viver na violência que nos parece normal. 
Posso dizer-lhes com certeza, não é normal. 
Normal é acordar ter café com a família, ir trabalhar ou ir ao parque passear com a família e aproveitar a vida sem o estresse de se sentir perigo ou pressionado por não ver uma luz no fim do tunel. Normal não é trabalhar 10-12 horas por dia, nem 44 horas por semana. Normal é trabalhar no máximo 8 horas por dia, ter férias, ganhar bem e poder ir ao teatro 1 vez por mês. Fazer uma viajem internacional, estudar outra lingua. 
Mas no Brasil, escolhemos por ser normais do nosso jeito, pois o jeitinho brasileiro não se encontra em lugar nenhum do mundo. É verdade, não mesmo, mas tem coisas melhores. Quem sabe não devêssemos aprender um pouco com outras culturas e melhorar nosso jeito normal de ser?
Nicolas Pontes