quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ibama concede licença ambiental para a duplicação da Avenida do Contorno

n'OGlobo por Paulo Roberto Araújo Publicada em 17/11/2010 às 23h45m

Engarrafamento na Ponte Rio-Niterói. Foto: Marco Antonio Teixeira - O Globo
RIO -Trinta e seis anos depois da inauguração da Ponte Rio-Niterói, saiu a licença ambiental para as obras de duplicação da Avenida do Contorno - o maior gargalo de saída do Rio. Em análise há mais de um ano, a licença foi assinada ontem pelo presidente do Ibama, Abelardo Bayma. As obras, que custarão R$ 25 milhões, devem começar em um mês, se intensificar em 2011 e durar dois anos no total - mas a concessionária tentará entregá-las em 18 meses -, somando-se à avalanche de melhorias na cidade que devem marcar 2012 como o "ano da virada" do Rio.
Prometida desde a época da inauguração da Ponte, a duplicação da Avenida do Contorno promete acabar com os engarrafamentos diários, que se agravam nos fins de semana prolongados, quando a retenção no trânsito atinge toda a extensão da Ponte e chega a vias importantes do Rio.
A Avenida do Contorno é o trecho inicial da BR-101 Norte. Com apenas 2,5km de extensão, ela liga a Ponte ao início da Rodovia Niterói-Manilha. Por ela passam, nos dois sentidos, cerca de 130 mil veículos por dia, sendo 60% também na Ponte. Qualquer pequeno acidente ou enguiço de veículos ali provoca grandes transtornos, já que a via, administrada pela concessionária Autopista Fluminense, não tem acostamento.
O projeto de duplicação prevê a construção de mais duas pistas, uma em cada sentido, e acostamento, incluindo os trechos dos viadutos Leopoldina Railway e sobre o Rio Maruí Grande. De acordo com a licença do Ibama, a concessionária tem prazo de 60 dias para apresentar o programa ambiental da obra, com o impacto paisagístico nas áreas no entorno da avenida.
Duas pistas recebem o fluxo de cinco
Professor da área de transportes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Márcio Barbosa conta que a Avenida do Contorno foi construída no fim da década de 60, quando ainda não existia a Ponte, para ligar Niterói a São Gonçalo. Com a inauguração da Rodovia Niterói-Manilha, a Contorno passou a receber todo o tráfego procedente do Rio, além de muitos veículos de carga.
- A Avenida do Contorno é o maior gargalo do Rio porque suas duas pistas recebem o tráfego de cinco pistas (duas da Ponte e três da cidade de Niterói), o que explica os grandes engarrafamentos. Com a duplicação, haverá maior fluidez do tráfego, com benefícios para os motoristas, para o sistema de transporte público e para a economia - prevê.
O subsecretário de Transportes, Delmo Pinho, comemorou a liberação da licença ambiental e disse que a obra faz parte do projeto "Desengarrafa Rio", desenvolvido pela Secretaria de Transporte em parceria com as concessionárias que administram as rodovias:
- A BR-101 Norte é uma rodovia de vital importância para a economia do estado, e aquele gargalo da Contorno é um problema antigo. A liberação da licença é extremamente importante. Outras obras, entre as quais um mergulhão em frente ao Porto de Niterói e a ligação da Ponte com a Linha Vermelha, também estão em estudo para melhorar o trânsito na Região Metropolitana do Rio - disse o subsecretário.
Para o empresário Elizeu Drumond, do ramo de cargas pesadas, é fundamental que as obras estejam prontas antes do início das operações das grandes empresas no Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj).
Comperj deve aumentar tráfego pela avenida
- É verdade que o Arco Metropolitano vai absorver os grandes veículos de carga, mas os carros dos executivos, dos técnicos e de todo o pessoal de apoio vão continuar usando a Ponte Rio-Niterói e a Avenida do Contorno, que receberá um número muito maior de veículos - observou o empresário.
O presidente do Instituto estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, acredita que não haverá problemas na liberação das licenças que competem ao governo do Estado do Rio:
- Do ponto de vista ambiental, o trecho da Avenida do Contorno já está bastante impactado. Vamos verificar a questão da vazão do Rio Maruí Grande e outros aspectos de escoamento de água ao longo do trecho. A duplicação é benéfica para o meio ambiente porque reduz os índices de poluição ambiental com o fim dos engarrafamentos - avalia.
As obras de duplicação começarão por trechos que não prejudiquem a circulação de veículos por causa do movimento do verão e que não necessitem de desapropriações.
O diretor-superintendente da Autopista, Alberto Galo, passou o dia em Brasília e não foi encontrado ontem para falar sobre o cronograma das obras.

Um comentário:

  1. Ridículo esse bando de idiota jogando nosso dinheiro fora...eles tinham que estudar um projeto de um viadulto e não uma maquiagem que vai adoçar a boca do povo em no maximo 2 anos e depois volta tudo o que acontece hoje! ACORDA O POVO NÃO É TÃO IGNORANTE AO QUE PARECE....

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