sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Do que carecem os niteroienses?

no Blog de Niterói Por Isabel Capaverde

niteroi-como-vamos_0Pensando em contribuir com os políticos recém-eleitos e que irão administrar e legislar em breve, o movimento Niterói Como Vamos (NCV)– formado por um grupo apartidário e inter-religioso envolvendo todos os segmentos da sociedade civil de Niterói – comparou dados de pesquisas de percepção realizadas pela Analítica Empresa Júnior de Pesquisa & Consultoria do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal  Fluminense (UFF) com moradores da Zona Norte, região Oceânica e bairros circunvizinhos, e da DataUFF com moradores de outras regiões da cidade como Icaraí, Várzea das Moças, Barreto e Morro do Cavalão.

Embora a preocupação com a violência, com a falta de segurança, seja unânime entre os moradores de regiões distintas pesquisados tanto pela Analítica quanto pela DataUFF (ambas as pesquisas são de 2008), há dados interessantes e que vem de encontro ao que o NCV tem levantado e tornado público nos últimos meses. Os 750 moradores entrevistados pela Analítica – homens e mulheres, dos 16 aos 60 anos, a maioria com ensino médio completo e filhos, com renda familiar declarada entre 450 e 1350 reais mensais – revelaram como segundo maior problema a questão do saneamento básico. Apesar de terem água encanada, saneamento básico envolve também o manejo da água pluvial, a coleta e o tratamento do esgoto e a limpeza urbana, serviços que ainda são deficientes, segundo os moradores. 

Nessa mesma pesquisa, a terceira maior preocupação dos moradores – outra questão levantada anteriormente pelo NCV – diz respeito à educação infantil. Revelam a inexistência de creches públicas, de escolas municipais e estaduais na maioria dos bairros ou comunidades. Quando muito, há uma escola pública estadual e uma federal, número insuficiente para a demanda. Também sentem falta de cursos técnicos e de idiomas disponíveis nas suas regiões. Tão pouco existe áreas de lazer como praças, parques, quadras para prática de esportes. 

Alarmante são as negativas quando as perguntas da Analítica tangem à cultura, nas suas mais diversas formas. Não existem sebos, livrarias, bibliotecas comunitárias, oficinas de atividades culturais ou programações culturais periódicas realizadas pelos órgãos municipais. Em todas as localidades pesquisadas houve muitas reclamações quanto à falta de projetos na área cultural.

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