sábado, 13 de novembro de 2010

Despejo irregular de resíduo no mar afeta área preservada em Niterói

Colônia de pescadores já sente que os peixes estão sumindo
Da Rede Record | 13/11/2010Estimativa da colônia de pescadores de Itaipu, em Niterói, na região metropolitana do Rio, aponta que o volume de pesca caiu cerca de 90% na área. Os peixes estão morrendo por causa do despejo irregular de resíduo de dragagem no mar.

Por conta da diminuição do pescado, a renda dos 850 cooperados caiu. Parte do lixo é jogada pela obra de ampliação do porto. Os pescadores dizem que são despejadas 600 mil toneladas de resíduos diariamente na região. O Ministério Público Estado já recebeu uma denúncia da colônia.

Imagens subaquáticas mostram danos ao ecossistema marinho. O lixo se acumula no fundo do mar e checa a dar impressão de ser rocha. Otto Sobral, pescador de mergulho, não tem mais vontade de praticar seu ofício na região.
- Antes você fazia um mergulho, a areia era limpinha, clara, uma coisa abençoada com muito peixe. Hoje, você faz um mergulho da vontade de chorar.
Ver vídeo no site http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/despejo-irregular-de-residuo-no-mar-afeta-area-preservada-em-niteroi-20101113.html

Cerca de 600 mil toneladas de dejetos seriam depositadas no fundo no mar, prejudicando a atividade pesqueira. O material despejado é proveniente da dragagem do Porto do Rio de Janeiro
n'OFluminense por Thaís Sousa 16/11/2010


Um dos principais cartões postais de Niterói, a orla de Itaipu pode estar sendo ameaçada pela poluição. Há mais de dez anos, a região vem recebendo despejos constantes de material de dragagem do Porto do Rio de Janeiro, o chamado “botafora”, e estaria sobrecarregada. Atualmente, cerca de 600 mil toneladas de dejetos seriam depositadas no fundo no mar, prejudicando a atividade pesqueira.
O material despejado em Itaipu é proveniente dos trabalhos de dragagem do Porto do Rio de Janeiro, que gera diariamente resíduos que são levados à região e depositados nas proximidades das Ilhas Cagarras, a uma profundidade de 35 metros.
A Companhia Docas do Rio (CDR) de Janeiro informou, por meio de nota, que só despeja material dragado em local (botafora) autorizado pelo Instituto Estadual do Ambiente - INEA e pela Marinha (Capitania dos Portos), a 9,5 quilômetros das Ilhas Cagarras.
O Instituto Estadual de Ambiente (Inea) informou que já disponibilizou um grupo de técnicos para realizar análises completas para determinar se existe mesmo sobrecarga nas atividades de botafora na região de Itaipu e suas possíveis consequências.

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