quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sobre Impactos n'O Globo: deslizamentos, despejo de lixo e crescimento imobiliário

Apesar de deslizamentos ocasionados pela chuva, Defesa Civil de Niterói atendeu a seis chamados sem gravidade hoje Publicada em 27 outubro


Da madrugada até 18h desta quarta-feira, a Defesa Civil de Niterói atendeu a seis chamados, sem gravidade ou vítimas. Foram registrados deslizamentos de terra na Engenhoca e no Sapê, e um deslizamento de entulho de obra em Charitas. Além disto, um galho de árvore caiu sob o telhado de uma casa em Itaipu, e não causou dano físico ou estrutural. Não houve chamados no Morro do Bumba ou Morro do Céu.
A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) coletou cerca de 200 toneladas de lama a mais do que normalmente são recolhidas (aproximadamente 600 toneladas). Segundo a prefeitura da cidade, a operação de limpeza começou imediatamente após a chuva, com 100% do seu efetivo nas ruas.


Leitor pode denunciar despejos irregulares de lixo

Um trecho do aterro controlado do Morro do Céu, no Caramujo, desabou após a forte chuva desta terça-feira. Lixo e barro chegaram à Rua A, sem atingir residências. O Aterro foi reativado este mês, após a prefeitura de São Gonçalo determinar a interrupção do recebimento do lixo de Niterói, o que vinha ocorrendo desde abril.
Mesmo sem condições, caminhões da Clin voltaram a despejar os resíduos sólidos em uma pequena parte do aterro, que foi chamada de "célula". A autorização de utilização do aterro foi concedida pelo governo do estado, mas com prazo de um mês, a vencer no dia 7 de novembro. Por enquanto, ainda não há definição quanto à destinação definitiva do lixo da cidade, apesar da pressão de órgãos, como o Ministério Público.
Colabore com o GLOBO-Niterói e denuncie! Envie comentários e até fotos de despejos ilegais e outras irregularidades relacionadas ao lixo na sua localidade. Você também pode enviar fotos para o falaniteroi@oglobo.com.br. Ajude a mapear onde na cidade o problema é mais frequente!


Crescimento imobiliário tem provocado grande impacto na cidade      

comentário por Igor Rios -  27.10.2010
A cidade de Niterói tem passado por um crescimento imobiliário com números preocupantes. Somente este ano está previsto a conclusão de 51 novos empreendimentos imobiliários, 13,7% a mais que 2009, e 64,7% a mais do que 2006. As construtoras descobriram uma mina de lucros e estão subindo seus arranha-céus descontroladamente. Porém contamos com um planejamento urbano da década de 50, de lá para cá pouca coisa foi feita e pequenas obras já não resolvem os graves problemas que surgiram e virão a surgir.
Obras importantes como o túnel Cafubá-Charitas, barcas de São Gonçalo, mergulhão na Av. Marquês de Paraná, etc, parecem que nunca vão sair do papel. O ritmo lento da prefeitura e do governo estadual em planejar, aprovar e executar as obras é totalmente incompatível com o ritmo acelerado das construtoras, que não têm nada com isso, pois foram os próprios políticos que aprovaram o aumento do gabarito na RO.
Numa casa que ocupava um terreno, hoje estão construindo um prédio onde cerca de 60 famílias vão morar com duas vagas na garagem. Com o aumento do número de famílias, aumenta-se a arrecadação de IPTU, mas não vemos este dinheiro sendo aplicado em benefício da população. 
A Região Oceânica, por exemplo, está prestes em entrar em colapso. Quando fui morar lá, há 30 anos, esta região se caracterizava por ser um local tranquilo, silencioso e muito bom de morar. Hoje levamos o dobro do tempo para nos deslocarmos até Icaraí e este tempo aumenta a cada ano de maneira cada vez mais acelerada. Tornou-se uma região de engarrafamentos e muitas ruas continuam de terra. A região conta com uma única estrada principal, Francisco da Cruz Nunes, que no Largo da Batalha se une a Estrada Caetano Monteiro, vinda de Pendotiba, que transforma este trecho num caótico engarrafamento. Duas estradas que absorvem todos os veículos destas duas regiões que crescem sem parar desembocam no mesmo lugar. 
Entra prefeito e sai prefeito e as promessas são as mesmas: túnel, mergulhão, asfaltamento de ruas, etc. Mas os anos vão se passando e as mudanças são lentas. Tão lentas que quando prontas já não causam o impacto desejado. Enquanto isso, a indústria da construção civil caminha a todo vapor. Não há como fazer uma previsão otimista se continuarmos nesta direção.


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