segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Niterói Insustentável

A Prefeitura de Niterói insiste em cortar árvores centenárias como se estas fossem obstáculos a seus propósitos “desenvolvimentistas”. A visão ultrapassada e motorizada da administração municipal parece que objetiva aumentar a emissão de gases do efeito estufa, aumentar os engarrafamentos e diminuir o conforto térmico da população.
Amendoeiras de 20m de altura são tratadas como espécies exóticas, como se esse argumento xiita justificasse o abate das mesmas. Neste caso, 90% dos brasileiros tão “importados” como essas espécies que sombreiam e arrefecem as ilhas de calor urbanas, deveriam ser expulsos do país e aqui então só viveriam os habitantes originais dessas terras, aliás o que também não vem acontecendo pois os índios guaranis em Camboinhas, que voltaram, também vem correndo risco de serem expulsos de sua terra. Ruas com níveis de ruído muito acima do permitido pelo CONAMA e ônibus sem fiscalização a respeito da acessibilidade dos passageiros, da emissão de gases e produção de ruído também não são fiscalizados.
Mas há insistência em se plantar palmerinhas solitárias, como se esse arbusto, tão a gosto do urbanismo de Miami, tivesse alguma relação com o nosso clima. É triste ainda ver o caminho Niemeyer sem uma cobertura vegetal, nem mesmo grama, para arrefecer o calor dessas paragens.
Enfim Niterói está sendo planejada para crescer e ser vendida e não para ser habitada com qualidade e respeito aos seus cidadãos.

Louise Land B. Lomardo
Prof. Adjunto Universidade Federal Fluminense
Arquiteta - D.Sc em Planejamento Energético

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